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domingo, junho 22, 2014
Sobre a sorte e sobre Deus
Falava há uns dias com a Vilma (http://coisasdemim.blogspot.com) sobre sonhos de grandeza, euromilhões e assim. E sobre a confiança em Deus, e sabermos que Ele não deixará que nos falte nada. Apesar da minha fé em Deus, e de querer cada vez mais fazer de Cristo meu modelo e meu amigo, não posso deixar de ser um pouco reticente a esta ideia. Porque enfim, vejo no mundo tanta fome e tanta miseria, pessoas em condições sub-humanas... Nunca direi que Deus seja culpado disso, sei que os culpados são os senhores do mundo e de alguma forma todos nós, que olhamos e pensamos pouco nos outros. Mas Deus permite que a muitos de nós falte o essencial, e a esses não lhes basta a fé. Aliás, esses não terão condições de ter fé, porque têm que procurar sobreviver....
sexta-feira, janeiro 17, 2014
Nem te deste conta da sorte que tiveste!
Isto me disse um amigo hoje, quando desabafava com ele sobre o quanto várias pessoas e coisas me têm desiludido.
E é verdade.
Deus protegeu-me de pessoas e situações que poderiam ser muito más para mim, e eu ainda me queixo?
Aquilo que eu pensei: esta pessoa enganou-me, não gostava de mim, desapareceu.
Vejo agora as coisas de outra forma, com o auxílio do meu amigo. Deus rodeou-me de protecção e disse-lhes: Afastem-se da minha menina!
Obrigada, Pai. E perdoa-me por ser tão tonta.
E é verdade.
Deus protegeu-me de pessoas e situações que poderiam ser muito más para mim, e eu ainda me queixo?
Aquilo que eu pensei: esta pessoa enganou-me, não gostava de mim, desapareceu.
Vejo agora as coisas de outra forma, com o auxílio do meu amigo. Deus rodeou-me de protecção e disse-lhes: Afastem-se da minha menina!
Obrigada, Pai. E perdoa-me por ser tão tonta.
sexta-feira, novembro 08, 2013
Dos dias que têm passado
Têm sido intensos e confusos. Alguns dias na minha aldeia, a fazer companhia à minha mãe, recém-operada.
Próxima de Deus como já não me lembro. A caminho de casa, no outro dia, a sensação quase certeza de que tudo isto, o nosso mundo, está por um fio, mas que o Papá nos sustém nas suas mãos criadoras e amorosas, e que é possível estar BEM. A minha mãe deixei-a hoje no hospital, internada, como nova infecção. Contente por ir dormir enquanto lhe injectavam antibiótico, ela que não dormira nada na véspera. Nem eu.
O meu carro a pedir urgentemente conserto. E eu, que escorrego sem querer das mãos de Deus, eu a pedir concerto.
Ontem fiz bolo de bolacha com o meu amado sobrinho Vasco.
Ontem jantei "arroz de coisas" com os meus traquinas e lindos e queridos sobrinhos Tomás e Mateus, que antes se ocuparam a fazer de mim trampolim do sofá para o chão.
Hoje já me senti injustiçada e desamada, desconsiderada por alguém que era suposto amar-me, até por laços consanguíneos. E talvez esse alguém até me ame. Hoje já sorri, hoje já cantei, hoje já chorei. Hoje já tive a prova de solidariedade de uma amiga. Se provas fossem precisas.
Hoje já me angustiei com a angústia de um namorado, que a vida e este país de merdas e falências provavelmente vai levar para longe de mim, precisamente quando eu queria tanto estar perto e conhecê-lo. Deitada na banheira, num banho de imersão, pensei que eu não conheço os caminhos de Deus, que sigo às escuras, mas que ele me leva pela mão.
E agora, deitada na minha cama, de lágrimas no rosto, espero o sono que há-de embalar-me e dou à gata Nuvem o mimo raro de dormir na minha cama. Coitada, nestes dias ela sentiu a minha falta. Às vezes eu desejava que os humanos falassem a linguagem transparente dos bichos.
Próxima de Deus como já não me lembro. A caminho de casa, no outro dia, a sensação quase certeza de que tudo isto, o nosso mundo, está por um fio, mas que o Papá nos sustém nas suas mãos criadoras e amorosas, e que é possível estar BEM. A minha mãe deixei-a hoje no hospital, internada, como nova infecção. Contente por ir dormir enquanto lhe injectavam antibiótico, ela que não dormira nada na véspera. Nem eu.
O meu carro a pedir urgentemente conserto. E eu, que escorrego sem querer das mãos de Deus, eu a pedir concerto.
Ontem fiz bolo de bolacha com o meu amado sobrinho Vasco.
Ontem jantei "arroz de coisas" com os meus traquinas e lindos e queridos sobrinhos Tomás e Mateus, que antes se ocuparam a fazer de mim trampolim do sofá para o chão.
Hoje já me senti injustiçada e desamada, desconsiderada por alguém que era suposto amar-me, até por laços consanguíneos. E talvez esse alguém até me ame. Hoje já sorri, hoje já cantei, hoje já chorei. Hoje já tive a prova de solidariedade de uma amiga. Se provas fossem precisas.
Hoje já me angustiei com a angústia de um namorado, que a vida e este país de merdas e falências provavelmente vai levar para longe de mim, precisamente quando eu queria tanto estar perto e conhecê-lo. Deitada na banheira, num banho de imersão, pensei que eu não conheço os caminhos de Deus, que sigo às escuras, mas que ele me leva pela mão.
E agora, deitada na minha cama, de lágrimas no rosto, espero o sono que há-de embalar-me e dou à gata Nuvem o mimo raro de dormir na minha cama. Coitada, nestes dias ela sentiu a minha falta. Às vezes eu desejava que os humanos falassem a linguagem transparente dos bichos.
domingo, maio 12, 2013
Em fim de noite, conversa com o meu criador.
Querido Deus,
Tu sabes o que eu preciso, o que me faz falta, o que é bom para mim. Eu só sei do vazio e das tentativas para o encher. Nem sempre, porque nem sempre há vazio. Tu conheces o meu passado, a minha alegria infantil, a traquinice, as tantas vezes que me magoaram e chorei e fiquei à espera que me pedissem perdão. Aprendi a esperar sentada. Eu era então uma menina, e não sabia que as crianças não contavam. Não sabia, mas aprendi. E depois o mundo fora de portas ensinou-me outras coisas. Muito boas algumas. Muito más outras. Terá sido assim com toda a gente, suponho. Mas a sombra da infância atravessa a alegria. Fiquei um bocadinho chanfrada, um bocadinho insegura, um bocadinho ingénua, um bom pedaço subterraneamente forte. Ando a procurar preencher vazios e não acho que vá sempre pelo melhor caminho. Às vezes começam como veredas agradáveis e serenas e desembocam em pedregulhos onde esfolo os meus joelhos. Volto para trás, não há dramas. Tu conheces o mapa do meu futuro, e às vezes apetecia-me pedir-Te que mo mostrasses. Mas a caminhada tem mais interesse assim, sem dúvida. Só queria que ficasses sorrindo da minha ilusão de auto-suficiência, e que andasses sempre por perto. Porque vou muitas vezes ainda precisar de chorar no Teu peito e partilhar contigo as minhas Tuas vitórias. Ando a engordar a olhos vistos, a ver se ocupo mais espaço e se reparas melhor em mim e não me esqueces. (Just kidding) Orienta-me segundo os Teus planos.
Beijos, meu querido Papá.
Tu sabes o que eu preciso, o que me faz falta, o que é bom para mim. Eu só sei do vazio e das tentativas para o encher. Nem sempre, porque nem sempre há vazio. Tu conheces o meu passado, a minha alegria infantil, a traquinice, as tantas vezes que me magoaram e chorei e fiquei à espera que me pedissem perdão. Aprendi a esperar sentada. Eu era então uma menina, e não sabia que as crianças não contavam. Não sabia, mas aprendi. E depois o mundo fora de portas ensinou-me outras coisas. Muito boas algumas. Muito más outras. Terá sido assim com toda a gente, suponho. Mas a sombra da infância atravessa a alegria. Fiquei um bocadinho chanfrada, um bocadinho insegura, um bocadinho ingénua, um bom pedaço subterraneamente forte. Ando a procurar preencher vazios e não acho que vá sempre pelo melhor caminho. Às vezes começam como veredas agradáveis e serenas e desembocam em pedregulhos onde esfolo os meus joelhos. Volto para trás, não há dramas. Tu conheces o mapa do meu futuro, e às vezes apetecia-me pedir-Te que mo mostrasses. Mas a caminhada tem mais interesse assim, sem dúvida. Só queria que ficasses sorrindo da minha ilusão de auto-suficiência, e que andasses sempre por perto. Porque vou muitas vezes ainda precisar de chorar no Teu peito e partilhar contigo as minhas Tuas vitórias. Ando a engordar a olhos vistos, a ver se ocupo mais espaço e se reparas melhor em mim e não me esqueces. (Just kidding) Orienta-me segundo os Teus planos.
Beijos, meu querido Papá.
quarta-feira, julho 18, 2012
Oração
A minha oração:
- Deus, manda uns soporíferos na água da chuva. Põe-nos todos a dormir por sete dias e reconstrói o mundo. Isto está a precisar de reparação total.
Acorda-nos só quando tudo estiver limpinho e fresco, e, como dizia a outra, suspende a democracia por algum tempo. Isto é: esquece lá essa coisa do livre arbítrio até achares que o merecemos.
Obrigada.
Assina a tua filha que gostava de saber amar-Te mais.
- Deus, manda uns soporíferos na água da chuva. Põe-nos todos a dormir por sete dias e reconstrói o mundo. Isto está a precisar de reparação total.
Acorda-nos só quando tudo estiver limpinho e fresco, e, como dizia a outra, suspende a democracia por algum tempo. Isto é: esquece lá essa coisa do livre arbítrio até achares que o merecemos.
Obrigada.
Assina a tua filha que gostava de saber amar-Te mais.
segunda-feira, janeiro 16, 2012
Obrigada por não cederes sempre à minha vontade.
Porque às vezes - muitas vezes - as coisas que desejo muito só me fariam mal, a médio ou longo prazo. A mim e / ou a outros.
Deus meu, ajuda-me a compreender que o Teu amor por mim é infinitamente maior que o meu amor por quem quer que seja, incluindo, claro, eu própria.
Deus meu, ajuda-me a compreender que o Teu amor por mim é infinitamente maior que o meu amor por quem quer que seja, incluindo, claro, eu própria.
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