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sexta-feira, janeiro 13, 2012

"Escreve um poema" - disse ela.

- Assim de repente? Vamos a ver se consigo...

Em dois ou três minutos escrevi. E gostei do resultado final.


O amor chegou de mansinho
tocou-lhe no ombro
e sorriu.

Ela franziu o sobrolho.
Era o amor,
mas não deixava de ser um desconhecido.

- Não se atreva a tocar-me,
disse ela.

E o amor afastou-se.
Triste.

(Seria muito estranho dizer que esta é mais ou menos a história da minha vida? Eu digo coisas muito estranhas.)

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Do meu baú de "recuerdos"

Nós duas

O muro da escola.
Hoje caminhei por cima de um que era tal e qual... :)
E perguntei à menina dentro de mim
se lhe parecia lógico
fazer aos quarenta anos as mesmas tontas tropelias que fazia ao sete.
Respondeu que sim, a garota.
Que era lógico e saudável.
E do alto dos quarenta anos,
do alto do muro,
dei-lhe razão.

Nunca vou crescer e não quero!

(Conquanto a vida traga no ventre adultices
impossíveis de ignorar,
madurezas não pedidas,
podridões também...)

E quando és tu a errar (muito)?

Tenho passado um longo período a descrer dos outros, a proteger-me de quem me faz mal, ou me quer mal, e ontem descobri que tenho sido muito...