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sábado, fevereiro 15, 2014

Pecadora me confesso...

Às vezes sou invejosa. Invejo as pessoas que conseguem tudo, trabalhar, ser exemplares na sua família, ter sempre tudo organizado, casa limpa como se não vivesse lá ninguém... É pá, ou há gente sobre-dotada de talento ou eu sou... sei lá, sou.

sexta-feira, janeiro 17, 2014

Nem te deste conta da sorte que tiveste!

Isto me disse um amigo hoje, quando desabafava com ele sobre o quanto várias pessoas e coisas me têm desiludido.

E é verdade.

Deus protegeu-me de pessoas e situações que poderiam ser muito más para mim, e eu ainda me queixo?

Aquilo que eu pensei: esta pessoa enganou-me, não gostava de mim, desapareceu.
Vejo agora as coisas de outra forma, com o auxílio do meu amigo. Deus rodeou-me de protecção e disse-lhes: Afastem-se da minha menina!

Obrigada, Pai. E perdoa-me por ser tão tonta.

segunda-feira, dezembro 16, 2013

Dizem que sou muito crédula, que acredito em toda a gente e parto sempre do princípio que os outros são boas pessoas. É verdade que já me enganei milhentas vezes, que já chorei muitas lágrimas à conta disso, mas também é em parte por causa disso que tenho tantos e tão bons amigos. E até aqui, Deus sempre me tem protegido de males maiores. De qualquer forma também não é rigorosamente verdade que confie em toda a gente. Há pessoas que à partida me inspiram desconfiança e antipatia. Assim só para dar um exemplo, não posso com gente snob. Lá pelo meu trabalho passam "algumas" pessoas a quem me apetecia mandar... para outra loja.

terça-feira, abril 30, 2013

DIVAGAR, divagarinho. Divagações, di bagacinhos.

Há tanto tempo que não escrevo um texto de jeito que me parece que já nem sei escrever. Será porque me sinto vazia ou porque me sinto intraduzível, não sei bem.
Queria pôr aqui umas fotografias, mas o soalho do meu quarto engoliu-me o carregador da máquina fotográfica, e ela diz que sem bateria não tem obrigação de funcionar.
O meu dia a dia é feito de coisas simples e banais, como sempre foi, e vou rindo e chorando, vou-me emocionando às vezes... E contudo, eu que nunca fui superficial, sinto-me superficial. Ou talvez não eu, talvez superficiais sejam as coisas à minha volta, que não consigo que verdadeiramente me preencham e façam sentido. Sinto falta  de Deus.  Bem sei que Ele está sempre comigo, sou eu que não estou com Ele. Pelas mil distracções dos meus dias e pelo eco de tantas palavras e pensamentos, quando apenas queria acomodar-me nos Seus braços. Dá trabalho, chegar a Deus.
E depois, os meus Amigos, espalhados pelos quatro cantos dum país que não canta. Antes chora, o meu país chora.
Mas estão os meus sobrinhos ao virar da esquina (uma esquina que fica mais ou menos a cem quilómetros, mas vá lá...) que me enchem o coração de abraços e da palavra tão doce... "tia". "Tia" na voz dos meus garotos enche-me por dentro com o rumor de um mantra de paz. Como quando me deito na areia, me confundo com a areia, sou areia, de rosto virado para o mar e ouvidos atentos. O mundo inteiro cabe no som das ondas... tenho saudades de ser simples. Tenho saudades de não ter sono. Porque o meu sono - sinto-o - é falta de vontade de vida,
"Dá-te por feliz por teres um emprego", já sei que mo dirão, eu própria mo digo, mas a felicidade não chega por ser razoável ou justo senti-la. A felicidade É. Ou então não é. Estou farta de centro comerciais. Farta de um centro comercial em particular. Um fábrica de simular alegria. E cada vez mais clientes casmurros e mal dispostos. Cada vez mais gente que pensa que um balcão divide as pessoas do lixo. Sim, eu estou do lado do lixo. Do lado daqueles a quem não é preciso cumprimentar, do lado daqueles a quem às vezes por favor se cumprimenta, o rosto virado para o outro lado. Os não olháveis. Os funcionários fabris de vender sorrisos e objectos. Os funcionários febris.
Mas há os outros clientes: os que olham e falam e sorriem e pedem por favor. Os que compensam. Os que nos alegram as horas de trabalho, aqueles com quem nos rimos e a quem desejamos oferecer o melhor sorriso e o melhor atendimento.
Assim vai a minha vidinha, Assim vai a Vida. E conquanto eu o esqueça demasiadas vezes, ela vale a pena.

terça-feira, agosto 14, 2012

Perplexidades

Sempre fiquei confusa quando as pessoas simplesmente desaparecem da minha vida, dum momento para o outro, sem que eu me lembre de lhes ter feito mal algum, e sem explicação alguma. Alguma razão terão... Mas não me parece que seja a forma mais correcta de proceder.

terça-feira, março 20, 2012

"Se ao que busco saber nenhum de vós responde..." *

Sou mais feliz na ignorância. Cada pequena notícia deste pequeno país deste minúsculo mundo, cada douta opinião de quem sabe tudo sobre as causas dos nossos males e diz que "eu bem vos disse", mas não apresenta solução nenhuma, apenas aponta um caminho negro cheio de cadáveres e diz "é por aqui"... cada gota deste mar de informação me baralha e me angustia por uma semana. Eu ainda quero ser feliz, porra! Digam-me assim "faz isto que isto ajuda!" Se eu não posso ajudar, deixem-me em paz. Olhos atentos para os que se cruzam comigo, coração e ajuda (toda a que eu possa) disponível para eles. Para o resto: areia, cabeça, avestruz. E já me disseram que afinal as avestruzes não enterram a cabeça na areia. Desiludi-me com elas, a sério!


* José Régio

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Eu sei

Eu sei que cada um escreve o que quer e que quem não gosta põe na borda do prato. Mas há por aí certos blogues, até bastante frequentados, em que acho que se enfatuam coisas corriqueiras de forma a que pareçam extraordinárias. E eu não entendo isso. Nem entendo que, a avaliar pelos comentários, eu seja a única a pensar assim. Gosto quando as pessoas escrevem sobre coisas simples mas sabem que são simples e as apresentam como tal. Aliás, sou grande fã da simplicidade.

quinta-feira, junho 23, 2011

Alturas há em que as minhas emoções andam à flor da pele... Tudo quanto leio ou ouço me é motivo para um nó na garganta e lágrimas nos olhos. Nem sempre de tristeza. Hoje não é de tristeza. É de ternura pelas histórias dos outros, pelo riso e pelo choro dos outros, pelas vitórias dos outros também. No fundo, lá no fundo, acho que tenho um coração grande, onde cabem todos os meus amigos e há sempre espaço e um abraço para mais alguém que chegue.

terça-feira, junho 21, 2011

Há alturas em que eu só devia estar sozinha. Sozinha sempre me vou entendendo comigo, com os outros irrito-me e entristeço-me sem porquê. Às vezes penso que se as pessoas me aturam nestas alturas e não me mandam à ... (aí) é porque devem gostar muito de mim.

quinta-feira, junho 16, 2011

Nós e os outros.

Ontem à noite estava no carro a conversar com uma amiga quando uma mulher de meia idade se abeira de nós e nos pede "uma moeda para comer uma sopa". Estava tudo fechado excepto um restaurante chinês ali perto, que de resto já estava a fechar. Eu tinha mesmo pouco dinheiro, considerando que hoje tinha uma conta para pagar. Que se lixe, pensei. A mulher parecia um animal acossado, com fome e com medo. Não parecia uma sem-abrigo, não estava suja, não cheirava a álcool. Estava magra, esfomeada, desconfiada. Agarrou-se à sopa e à tigela de arroz e desapareceu à velocidade da luz para ir comê-las num canto qualquer, suponho. Gostava de ter sabido por onde ela anda para poder dar-lhe pelo menos algo para comer todos os dias, mas ela lançou-me uns olhos imensamente assustados e disse que não precisava de nada.
O Banco Alimentar Contra a Fome chega a estas pessoas? Suponho que nem sempre. Que eu seja então uma sucursal. Que Deus me dê olhos para ver, mãos para dar e um coração disponível.

domingo, abril 17, 2011

Convite

Diz que recebi hoje um convite de Jesus Cristo. Foi-me entregue em mão por três testemunhas de Jeová. Que honra! :) E no entanto, declinei o convite. São tão chatinhos os testemunhas de Jeová. Mas acho que tenho que os tratar bem, porque são seres humanos convictos de que estão a cumprir um mandamento. E parece-me que se temos algo a aprender com eles é a não termos vergonha, muitos de nós, de afirmar a nossa fé.

quinta-feira, abril 14, 2011

Também vos acontece?

Quando não estou nos meus dias, basta que me toquem nalgum ponto sensível para eu explodir de tristeza e raiva. Às vezes a coisa é tão extemporânea que fico com mais raiva e vergonha de mim. E cansada, fisicamente cansada, como sempre que estou triste ou estive agitada. Parece que o meu corpo me pede que me acalme e descanse. Já aprendi que não vale a pena massacrar-me com isso depois, porque o que está feito feito está, e nem sempre tenho oportunidade de pedir desculpa. Ontem fiz uma cena dessas, e foi a primeira coisa de que me lembrei hoje quando acordei. Depois pensei para comigo, "deixa lá", virei-me para o outro lado e adormeci de novo para sonhar com férias.
Para não dizer "paz à minha alma", que por força das circunstâncias em que habitualmente se diz, é um bocado mórbido, eu desejo paz para o meu espírito e o meu coração. E agora vou fazer o jantar para levar para o trabalho.

terça-feira, abril 12, 2011

Feijão com arroz

Fiz o meu almoço e instalei-me para almoçar: arroz de feijão com pedacinhos de bacon refogado e um ovo escalfado. É inevitável, lembro-me sempre desta música de Chico Buarque quando como isso.

Fiz ontem um voto de simplicidade e pureza: viver com pouco e não desperdiçar recursos. Porque tenho que guardar dinheiro para as férias de Setembro, e porque creio que me fará bem ao corpo e à alma ser disciplinada. E depois porque tenho que me penitenciar, porque é praticamente imoral empanturrar-me de coisas inúteis e comida de plástico, quando à minha volta há cada vez mais gente sem nada.

sexta-feira, março 18, 2011

Para ti, que não me lês.

Tenho algumas coisinhas para te dizer. Infelizmente consegues perturbar-me e não consigo dizer-tas cara a cara.

Não me parece que esse feitiozinho de m--da que te caracteriza te seja de alguma forma benéfico, mas percebo que também não te incomoda, porque o teu coração é uma espécie de lugar vazio onde não habita nenhuma espécie de tristeza ou compaixão.
Sabes? Se eu pudesse não convivia contigo. Mas como não é possível garanto-te que um dia vou aprender a ignorar-te.

sábado, fevereiro 26, 2011

Eu preciso muito de me pacificar.
Há pessoas que parecem ter nascido para desestabilizar. Pessoas que entram em determinado sítio e gelam o ambiente. Pessoas que cortam a vontade de comunicação, a alegria, o sorriso. Pessoas talentosas cujo talento é destruir. Nem sempre é possível evitar o convívio com esse tipo de pessoas. Eu preciso de apurar a minha paz para conseguir passear tranquila sobre as águas tumultuosas.

sábado, julho 17, 2010

Zangada

E desiludida, talvez magoada. Na próxima encarnação quero nascer cão, gato ou formiga, qualquer coisa menos humana. Ensinaram-me a ser honesta e autêntica, coisas que só servem para que outros me enganem com mais facilidade.

E quando és tu a errar (muito)?

Tenho passado um longo período a descrer dos outros, a proteger-me de quem me faz mal, ou me quer mal, e ontem descobri que tenho sido muito...