...quando constato que, mais do que adulta, ainda acreditava em contos de fadas. Eu ia sendo a gata borralheira que se preparava para ser Cinderela numa festa sem fim, e depois havia de ficar perdida no bosque negro quando descobrisse que não era à festa que queriam conduzir-me. Eu preocupei-me muito com a saúde de alguém que não estava doente, eu amei alguém inventado, eu fui tão tão tão ingénua! As teias da net prestam-se a isso, quando um vigarista encontra uma alma de criança e alguma falta de auto-estima à mistura. Felizmente existem os amigos. E os amigos dos amigos que nos alertam. Os amigos que nos trazem pela mão de volta ao caminho plano onde há luz sem ser de fingir.
Mas sim, fiquei desanimada. Não tive como não ficar. Só um bocadinho.
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sexta-feira, janeiro 10, 2014
quinta-feira, julho 26, 2012
Crescer
Nos últimos meses mudei tanto, mas tanto! Tanto como não mudei em anos. E foram mudanças muito positivas. Cresci muito, estou mais descontraída e mais feliz. Mais em paz comigo própria. Outros disseram de mim coisas maravilhosas, e repetiram, e eram muitos a dizer, a minha auto-estima cresceu imenso. E o medo abrandou. Sou bem mais feliz. Sei que as coisas nunca são para sempre e haverá ainda períodos negros para passar, mas por agora é aproveitar, fregueses, que a cigana está louca!
terça-feira, janeiro 03, 2012
Da aprendizagem do medo.
Quando era menina não tinha medo. Quando era adolescente, não tinha medo. Nem do escuro, nem de sair de casa, nem de desconhecidos... Demorei muito tempo a aprender o medo. Já adulta, convidei um toxicodependente para jantar em minha casa, levei no meu carro um bêbedo que me pediu que o levasse a casa, abri a porta a um estrangeiro que me pediu café (coffee) à meia noite... Não sei bem porquê nunca ninguém me fez mal, nesses momentos de perfeita inconsciência... O meu anjo da guarda tem umas grandes asas e gosta muito de mim, é o que posso concluir. Sempre tive uma quase ilimitada confiança na bondade dos outros, ainda que não os conhecesse. A verdade é que sempre recebi feed-back positivo dessa confiança, repito, nunca desconhecido algum me fez mal. Pelo contrário, muitas pessoas se cruzaram no meu caminho e me ajudaram quando eu precisava de ajuda, e não perguntaram quem eu era nem desconfiaram de mim. Lembro-me de um abraço inesquecível que um bombeiro me deu, depois de um acidente, quando eu apenas precisava de um abraço. Recordo pessoas que me devolveram o ânimo só porque me sorriram, ou passaram um braço sobre os meus ombros... não me conheciam.
Mas este mundo está perigoso. Ou sou eu que vejo mais televisão, ou ouço, mesmo sem querer ouvir, histórias menos felizes que as minhas.
Fiquei triste quando hoje descobri em mim medo do escuro, medo de pessoas que passam na noite em ruas por onde também tenho que passar.
Mas este mundo está perigoso. Ou sou eu que vejo mais televisão, ou ouço, mesmo sem querer ouvir, histórias menos felizes que as minhas.
Fiquei triste quando hoje descobri em mim medo do escuro, medo de pessoas que passam na noite em ruas por onde também tenho que passar.
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