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sábado, dezembro 06, 2014
terça-feira, julho 01, 2014
terça-feira, janeiro 07, 2014
Dos trambolhões
Têm sido mais do que muitos. Ainda estou de pé, ou então estou ainda mais de pé por causa deles. Aprender que a crueldade e a mentira existem e tomam as formas que menos se imaginam era ensinamento que há muito a vida podia ter-me dado. Ela tentou, mas nunca o aceitei. Agora, aos quarenta e sete anos, cheia de arranhões e crostas a sarar no corpo e nos sentimentos, agora acho que já sei. Obrigada, vida! E porque apesar de tudo me deixas continuar menina.
domingo, maio 12, 2013
Em fim de noite, conversa com o meu criador.
Querido Deus,
Tu sabes o que eu preciso, o que me faz falta, o que é bom para mim. Eu só sei do vazio e das tentativas para o encher. Nem sempre, porque nem sempre há vazio. Tu conheces o meu passado, a minha alegria infantil, a traquinice, as tantas vezes que me magoaram e chorei e fiquei à espera que me pedissem perdão. Aprendi a esperar sentada. Eu era então uma menina, e não sabia que as crianças não contavam. Não sabia, mas aprendi. E depois o mundo fora de portas ensinou-me outras coisas. Muito boas algumas. Muito más outras. Terá sido assim com toda a gente, suponho. Mas a sombra da infância atravessa a alegria. Fiquei um bocadinho chanfrada, um bocadinho insegura, um bocadinho ingénua, um bom pedaço subterraneamente forte. Ando a procurar preencher vazios e não acho que vá sempre pelo melhor caminho. Às vezes começam como veredas agradáveis e serenas e desembocam em pedregulhos onde esfolo os meus joelhos. Volto para trás, não há dramas. Tu conheces o mapa do meu futuro, e às vezes apetecia-me pedir-Te que mo mostrasses. Mas a caminhada tem mais interesse assim, sem dúvida. Só queria que ficasses sorrindo da minha ilusão de auto-suficiência, e que andasses sempre por perto. Porque vou muitas vezes ainda precisar de chorar no Teu peito e partilhar contigo as minhas Tuas vitórias. Ando a engordar a olhos vistos, a ver se ocupo mais espaço e se reparas melhor em mim e não me esqueces. (Just kidding) Orienta-me segundo os Teus planos.
Beijos, meu querido Papá.
Tu sabes o que eu preciso, o que me faz falta, o que é bom para mim. Eu só sei do vazio e das tentativas para o encher. Nem sempre, porque nem sempre há vazio. Tu conheces o meu passado, a minha alegria infantil, a traquinice, as tantas vezes que me magoaram e chorei e fiquei à espera que me pedissem perdão. Aprendi a esperar sentada. Eu era então uma menina, e não sabia que as crianças não contavam. Não sabia, mas aprendi. E depois o mundo fora de portas ensinou-me outras coisas. Muito boas algumas. Muito más outras. Terá sido assim com toda a gente, suponho. Mas a sombra da infância atravessa a alegria. Fiquei um bocadinho chanfrada, um bocadinho insegura, um bocadinho ingénua, um bom pedaço subterraneamente forte. Ando a procurar preencher vazios e não acho que vá sempre pelo melhor caminho. Às vezes começam como veredas agradáveis e serenas e desembocam em pedregulhos onde esfolo os meus joelhos. Volto para trás, não há dramas. Tu conheces o mapa do meu futuro, e às vezes apetecia-me pedir-Te que mo mostrasses. Mas a caminhada tem mais interesse assim, sem dúvida. Só queria que ficasses sorrindo da minha ilusão de auto-suficiência, e que andasses sempre por perto. Porque vou muitas vezes ainda precisar de chorar no Teu peito e partilhar contigo as minhas Tuas vitórias. Ando a engordar a olhos vistos, a ver se ocupo mais espaço e se reparas melhor em mim e não me esqueces. (Just kidding) Orienta-me segundo os Teus planos.
Beijos, meu querido Papá.
sábado, maio 11, 2013
Olhar
E para encher o vazio interior que de vez em quando insiste em ficar, nada como fixar os olhos em pequenos nadas. Ontem, ainda que sem verdadeiramente me apetecer, aceitei o convite de duas colegas para ir almoçar à pizzaria. As pizzas são óptimas, as colegas também, mas foi cá fora, nuns minutinhos para mim ("Para mim pede uma imperial, Cátia, por favor.") que me reencontrei. Com a máquina fotográfica, o cheiro da terra, a cor. E os cavalos.
terça-feira, abril 30, 2013
DIVAGAR, divagarinho. Divagações, di bagacinhos.
Há tanto tempo que não escrevo um texto de jeito que me parece que já nem sei escrever. Será porque me sinto vazia ou porque me sinto intraduzível, não sei bem.
Queria pôr aqui umas fotografias, mas o soalho do meu quarto engoliu-me o carregador da máquina fotográfica, e ela diz que sem bateria não tem obrigação de funcionar.
O meu dia a dia é feito de coisas simples e banais, como sempre foi, e vou rindo e chorando, vou-me emocionando às vezes... E contudo, eu que nunca fui superficial, sinto-me superficial. Ou talvez não eu, talvez superficiais sejam as coisas à minha volta, que não consigo que verdadeiramente me preencham e façam sentido. Sinto falta de Deus. Bem sei que Ele está sempre comigo, sou eu que não estou com Ele. Pelas mil distracções dos meus dias e pelo eco de tantas palavras e pensamentos, quando apenas queria acomodar-me nos Seus braços. Dá trabalho, chegar a Deus.
E depois, os meus Amigos, espalhados pelos quatro cantos dum país que não canta. Antes chora, o meu país chora.
Mas estão os meus sobrinhos ao virar da esquina (uma esquina que fica mais ou menos a cem quilómetros, mas vá lá...) que me enchem o coração de abraços e da palavra tão doce... "tia". "Tia" na voz dos meus garotos enche-me por dentro com o rumor de um mantra de paz. Como quando me deito na areia, me confundo com a areia, sou areia, de rosto virado para o mar e ouvidos atentos. O mundo inteiro cabe no som das ondas... tenho saudades de ser simples. Tenho saudades de não ter sono. Porque o meu sono - sinto-o - é falta de vontade de vida,
"Dá-te por feliz por teres um emprego", já sei que mo dirão, eu própria mo digo, mas a felicidade não chega por ser razoável ou justo senti-la. A felicidade É. Ou então não é. Estou farta de centro comerciais. Farta de um centro comercial em particular. Um fábrica de simular alegria. E cada vez mais clientes casmurros e mal dispostos. Cada vez mais gente que pensa que um balcão divide as pessoas do lixo. Sim, eu estou do lado do lixo. Do lado daqueles a quem não é preciso cumprimentar, do lado daqueles a quem às vezes por favor se cumprimenta, o rosto virado para o outro lado. Os não olháveis. Os funcionários fabris de vender sorrisos e objectos. Os funcionários febris.
Mas há os outros clientes: os que olham e falam e sorriem e pedem por favor. Os que compensam. Os que nos alegram as horas de trabalho, aqueles com quem nos rimos e a quem desejamos oferecer o melhor sorriso e o melhor atendimento.
Assim vai a minha vidinha, Assim vai a Vida. E conquanto eu o esqueça demasiadas vezes, ela vale a pena.
Queria pôr aqui umas fotografias, mas o soalho do meu quarto engoliu-me o carregador da máquina fotográfica, e ela diz que sem bateria não tem obrigação de funcionar.
O meu dia a dia é feito de coisas simples e banais, como sempre foi, e vou rindo e chorando, vou-me emocionando às vezes... E contudo, eu que nunca fui superficial, sinto-me superficial. Ou talvez não eu, talvez superficiais sejam as coisas à minha volta, que não consigo que verdadeiramente me preencham e façam sentido. Sinto falta de Deus. Bem sei que Ele está sempre comigo, sou eu que não estou com Ele. Pelas mil distracções dos meus dias e pelo eco de tantas palavras e pensamentos, quando apenas queria acomodar-me nos Seus braços. Dá trabalho, chegar a Deus.
E depois, os meus Amigos, espalhados pelos quatro cantos dum país que não canta. Antes chora, o meu país chora.
Mas estão os meus sobrinhos ao virar da esquina (uma esquina que fica mais ou menos a cem quilómetros, mas vá lá...) que me enchem o coração de abraços e da palavra tão doce... "tia". "Tia" na voz dos meus garotos enche-me por dentro com o rumor de um mantra de paz. Como quando me deito na areia, me confundo com a areia, sou areia, de rosto virado para o mar e ouvidos atentos. O mundo inteiro cabe no som das ondas... tenho saudades de ser simples. Tenho saudades de não ter sono. Porque o meu sono - sinto-o - é falta de vontade de vida,
"Dá-te por feliz por teres um emprego", já sei que mo dirão, eu própria mo digo, mas a felicidade não chega por ser razoável ou justo senti-la. A felicidade É. Ou então não é. Estou farta de centro comerciais. Farta de um centro comercial em particular. Um fábrica de simular alegria. E cada vez mais clientes casmurros e mal dispostos. Cada vez mais gente que pensa que um balcão divide as pessoas do lixo. Sim, eu estou do lado do lixo. Do lado daqueles a quem não é preciso cumprimentar, do lado daqueles a quem às vezes por favor se cumprimenta, o rosto virado para o outro lado. Os não olháveis. Os funcionários fabris de vender sorrisos e objectos. Os funcionários febris.
Mas há os outros clientes: os que olham e falam e sorriem e pedem por favor. Os que compensam. Os que nos alegram as horas de trabalho, aqueles com quem nos rimos e a quem desejamos oferecer o melhor sorriso e o melhor atendimento.
Assim vai a minha vidinha, Assim vai a Vida. E conquanto eu o esqueça demasiadas vezes, ela vale a pena.
sábado, abril 27, 2013
segunda-feira, abril 08, 2013
#9 Dias assim
Vontade de ser pequena. Menina linda e amada. Mas hoje consigo apenas sentir-me pequena de espírito e de vontade.
domingo, março 31, 2013
# 4 - O descanso do guerreiro
A manta linda feita pela minha mãe, aqui em representação da cama toda, uma garrafa de água, qualquer coisa para petiscar, a gata Nuvem por perto, é tudo o que me faz falta quando regresso do trabalho tarde da noite. E o computador com net, claro! Como é que eu ia esquecer-me duma coisa dessas? :p
By the way, não sou daquelas pessoas que dizem que escrevem apenas para si próprias. Eu gosto de ler e de ser lida. Escrevo para vocês. Sejam bem-vindos!
sexta-feira, setembro 21, 2012
Cuidar de nós
Atravesso um período de falta de motivação, e inércia, e a coisa tem que mudar. Por todos os motivos, e principalmente porque tal estado me é desconfortável. Muito.
As férias, tendo tido coisas muito boas, foram cansativas. Porque, com os meus quase cinquenta anos, preciso de algum sossego, e ter andado de um lado para o outro, mais o calor excessivo do Alentejo, me entorpeceu. Ah, pudesse o Alentejo ter só a temperatura amena dos fins de tarde... ou tivesse eu paciência para dormir sestas estando de férias...
Para que conste, participei na minha primeira manifestação: "Que se lixe a Troika. Queremos as nossas vidas!" 15 de Setembro. E congratulei-me com a mole de gente pacífica que apenas queria dizer que não quer que nos destruam. E, não fora eu ter um trabalho de horários irregulares e estranhos (os horários dos centros comerciais), participaria doravante em tudo o que desse continuidade a esta luta. Por mim, pelas crianças de futuro confiscado, pelos muitos de nós, portugueses, que vivem abaixo dos limites da miséria, pelos muitos que têm fome, e filhos, e nada para lhes dar. Eu digo e repito que nada percebo de política. Apenas tenho a certeza de que é uma possível uma distribuição mais equitativa dos sacrifícios, e que é necessário olharmos para além dos nossos umbigos e levantarmos a voz por quem já não tem voz.
As férias, tendo tido coisas muito boas, foram cansativas. Porque, com os meus quase cinquenta anos, preciso de algum sossego, e ter andado de um lado para o outro, mais o calor excessivo do Alentejo, me entorpeceu. Ah, pudesse o Alentejo ter só a temperatura amena dos fins de tarde... ou tivesse eu paciência para dormir sestas estando de férias...
Para que conste, participei na minha primeira manifestação: "Que se lixe a Troika. Queremos as nossas vidas!" 15 de Setembro. E congratulei-me com a mole de gente pacífica que apenas queria dizer que não quer que nos destruam. E, não fora eu ter um trabalho de horários irregulares e estranhos (os horários dos centros comerciais), participaria doravante em tudo o que desse continuidade a esta luta. Por mim, pelas crianças de futuro confiscado, pelos muitos de nós, portugueses, que vivem abaixo dos limites da miséria, pelos muitos que têm fome, e filhos, e nada para lhes dar. Eu digo e repito que nada percebo de política. Apenas tenho a certeza de que é uma possível uma distribuição mais equitativa dos sacrifícios, e que é necessário olharmos para além dos nossos umbigos e levantarmos a voz por quem já não tem voz.
quarta-feira, julho 18, 2012
Oração
A minha oração:
- Deus, manda uns soporíferos na água da chuva. Põe-nos todos a dormir por sete dias e reconstrói o mundo. Isto está a precisar de reparação total.
Acorda-nos só quando tudo estiver limpinho e fresco, e, como dizia a outra, suspende a democracia por algum tempo. Isto é: esquece lá essa coisa do livre arbítrio até achares que o merecemos.
Obrigada.
Assina a tua filha que gostava de saber amar-Te mais.
- Deus, manda uns soporíferos na água da chuva. Põe-nos todos a dormir por sete dias e reconstrói o mundo. Isto está a precisar de reparação total.
Acorda-nos só quando tudo estiver limpinho e fresco, e, como dizia a outra, suspende a democracia por algum tempo. Isto é: esquece lá essa coisa do livre arbítrio até achares que o merecemos.
Obrigada.
Assina a tua filha que gostava de saber amar-Te mais.
quarta-feira, março 07, 2012
quarta-feira, fevereiro 15, 2012
Sometimes...
Às vezes sobrevem-me uma falta de paz que não sei que vem cá fazer ou quem a chamou. Fecho os olhos ou abro-os bem para ver as coisas pequeninas imensas à minha volta, e esforço-me por não alimentar a perturbação. Mas não sei, acho que às vezes a alimento. Ou então é ela que vai ao frigorífico e se alimenta sozinha.
(A ver se compro cervejas para pôr no frigorífico, a ver se a tal da Perturbação se embebeda e entra em coma alcoólico.)
(A ver se compro cervejas para pôr no frigorífico, a ver se a tal da Perturbação se embebeda e entra em coma alcoólico.)
domingo, janeiro 22, 2012
...
Desde que me conheço adulta vivi sozinha. Tive e tenho muitos e bons amigos, mas nunca encontrei um companheiro com quem pudesse partilhar os dias e as horas, que envelhecesse comigo, que visse o meu corpo criar rugas e flacidez e fosse capaz de me achar bela ainda assim. E reciprocamente. Nunca isto me incomodou e soube sempre que esta era a forma de vida que mais convinha ao meu feitio difícil, às minhas inesperadas neuras, à minha originalidade e independência. E porque quero que as minhas asas não se deixem limitar por externas condições que não sejam as absolutamente necessárias. Mas agora que começo a envelhecer - diz-se que os quarenta anos são a velhice da juventude - confesso que me sinto muitas vezes muito só, que muitas vezes me apetecia um abraço que fosse inteiramente meu...
E lembro-me de uma coisa que uma vez um amigo da escola me escreveu, naqueles livrinhos de autógrafos que usávamos - quando ainda sabíamos que éramos todos suficentemente importantes para querermos autógrafos uns dos outros, e isso faz de facto muito mais sentido que ter autógrafos de gente absolutamente desconhecida apenas porque, por mérito nenhum, apareceram na televisão. Escrevia esse amigo, com quem tenho o imenso prazer de conviver ainda: "Podes ser livre e podes ser amado, mas nunca penses ter as duas coisas ao mesmo tempo". Pois eu, garganeira me confesso, queria as duas.
Acho verdadeiramente que nestas coisas não fazemos escolhas, a vida fá-las por nós. Em parte, pelo menos.
E lembro-me de uma coisa que uma vez um amigo da escola me escreveu, naqueles livrinhos de autógrafos que usávamos - quando ainda sabíamos que éramos todos suficentemente importantes para querermos autógrafos uns dos outros, e isso faz de facto muito mais sentido que ter autógrafos de gente absolutamente desconhecida apenas porque, por mérito nenhum, apareceram na televisão. Escrevia esse amigo, com quem tenho o imenso prazer de conviver ainda: "Podes ser livre e podes ser amado, mas nunca penses ter as duas coisas ao mesmo tempo". Pois eu, garganeira me confesso, queria as duas.
Acho verdadeiramente que nestas coisas não fazemos escolhas, a vida fá-las por nós. Em parte, pelo menos.
segunda-feira, janeiro 16, 2012
Obrigada por não cederes sempre à minha vontade.
Porque às vezes - muitas vezes - as coisas que desejo muito só me fariam mal, a médio ou longo prazo. A mim e / ou a outros.
Deus meu, ajuda-me a compreender que o Teu amor por mim é infinitamente maior que o meu amor por quem quer que seja, incluindo, claro, eu própria.
Deus meu, ajuda-me a compreender que o Teu amor por mim é infinitamente maior que o meu amor por quem quer que seja, incluindo, claro, eu própria.
terça-feira, janeiro 03, 2012
Da aprendizagem do medo.
Quando era menina não tinha medo. Quando era adolescente, não tinha medo. Nem do escuro, nem de sair de casa, nem de desconhecidos... Demorei muito tempo a aprender o medo. Já adulta, convidei um toxicodependente para jantar em minha casa, levei no meu carro um bêbedo que me pediu que o levasse a casa, abri a porta a um estrangeiro que me pediu café (coffee) à meia noite... Não sei bem porquê nunca ninguém me fez mal, nesses momentos de perfeita inconsciência... O meu anjo da guarda tem umas grandes asas e gosta muito de mim, é o que posso concluir. Sempre tive uma quase ilimitada confiança na bondade dos outros, ainda que não os conhecesse. A verdade é que sempre recebi feed-back positivo dessa confiança, repito, nunca desconhecido algum me fez mal. Pelo contrário, muitas pessoas se cruzaram no meu caminho e me ajudaram quando eu precisava de ajuda, e não perguntaram quem eu era nem desconfiaram de mim. Lembro-me de um abraço inesquecível que um bombeiro me deu, depois de um acidente, quando eu apenas precisava de um abraço. Recordo pessoas que me devolveram o ânimo só porque me sorriram, ou passaram um braço sobre os meus ombros... não me conheciam.
Mas este mundo está perigoso. Ou sou eu que vejo mais televisão, ou ouço, mesmo sem querer ouvir, histórias menos felizes que as minhas.
Fiquei triste quando hoje descobri em mim medo do escuro, medo de pessoas que passam na noite em ruas por onde também tenho que passar.
Mas este mundo está perigoso. Ou sou eu que vejo mais televisão, ou ouço, mesmo sem querer ouvir, histórias menos felizes que as minhas.
Fiquei triste quando hoje descobri em mim medo do escuro, medo de pessoas que passam na noite em ruas por onde também tenho que passar.
sexta-feira, dezembro 23, 2011
terça-feira, novembro 08, 2011
sábado, outubro 01, 2011
Da amizade, de mim.
Nas férias passadas, numa daquelas conversas de fim de tarde, enquanto se partiam e se comiam pinhões, a Paula disse-me:
- Tu tens sorte. Tens muitas pessoas que gostam muito de ti.
Tenho. É um facto. Muitos e bons amigos.
Mas não acho que seja sorte. Há sempre quem nos devolva o que damos e eu sempre me dei muito. Porque sou naturalmente afectuosa e carente de afecto. (Uma qualidade e um defeito que são apenas as duas faces da mesma moeda...)
Às vezes sou também muito má. E já várias pessoas me disseram que me perdoam coisas que não perdoariam a mais ninguém... Eu tenho a presunção de me lembrar daquela frase do evangelho: "Porque muito amou, muito lhe será perdoado".
Sou muito grata aos que me amam, e à vida.
- Tu tens sorte. Tens muitas pessoas que gostam muito de ti.
Tenho. É um facto. Muitos e bons amigos.
Mas não acho que seja sorte. Há sempre quem nos devolva o que damos e eu sempre me dei muito. Porque sou naturalmente afectuosa e carente de afecto. (Uma qualidade e um defeito que são apenas as duas faces da mesma moeda...)
Às vezes sou também muito má. E já várias pessoas me disseram que me perdoam coisas que não perdoariam a mais ninguém... Eu tenho a presunção de me lembrar daquela frase do evangelho: "Porque muito amou, muito lhe será perdoado".
Sou muito grata aos que me amam, e à vida.
terça-feira, setembro 13, 2011
I'm back
As férias foram óptimas com p porque, caramba, merecem bem o p. Estive a tostar durante quase duas semanas e também a relaxar, e a rir, e a chorar. Porque quando é preciso chorar, chora-se. E eu aprecio muito que me deixem chorar em silêncio e me deixem estar, que continuem a conversar comigo sem me dizerem não chores ou porque é que estás a chorar? Porque preciso, porque me apetece. Parece-me óbvio, não?
Volto revigorada, embora de coração um bocadinho choroso por entre os muitos sorrisos, porque há coisas que não passam com as férias, só com o tempo e auto-carinho.
Beijinhos e abraços para quem aqui vem.
Volto revigorada, embora de coração um bocadinho choroso por entre os muitos sorrisos, porque há coisas que não passam com as férias, só com o tempo e auto-carinho.
Beijinhos e abraços para quem aqui vem.
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