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segunda-feira, janeiro 08, 2007

Carta a mim própria, porque preciso, porque me apetece.


Minha querida,
já chega.
Promete-me hoje que não vais mais violentar-te, nem com palavras nem com pensamentos. A caridade, a compaixão, o amor, começam por nós, alguém o disse.
Vá lá, compra um espelho em que possas ver-te de corpo inteiro.
Olha para ti. Para dentro e para fora. Olha por ti.
Às vezes é demasiado fácil mergulhar no mais difícil.
Esse desamor mil vezes repetido, essa tristeza, essa voz cruel que dentro de ti sussurra que vais ser sempre desinteressante e feia, e triste, e que não vale a pena.
Quem disse que o és?
Às vezes é difícil lutar.
Mas, minha querida, acho que a coisa funciona mais ou menos assim: a crença perpetua aquilo em que acreditamos.
Repete que és linda, amada, maravilhosa.
Repete.
Tantas vezes quantas repetiste o contrário.
Até aprender. Até SER ainda mais.
Nunca desistas de ti... Não estará cá mais ninguém capaz de lutar como tu lutas.
...
Bora lá trabalhar?!

E quando és tu a errar (muito)?

Tenho passado um longo período a descrer dos outros, a proteger-me de quem me faz mal, ou me quer mal, e ontem descobri que tenho sido muito...