quarta-feira, julho 05, 2006
Pensamento profundo
Não gostava nada de morrer em início do mês, não antes de ter tido tempo de gastar o meu ordenado.
terça-feira, julho 04, 2006
blogue das arrumações - post hiper-longo. Desculpem ou passem ao lado!
Aqui as gatas não conseguem aceder. :)
Andei a arrumar a caixa de cartão. E lá encontrei um relato de umas férias fantásticas, que vou deixar aqui... Mais para mim do que para quem lê, que pode não ter interesse, mas enfim. Não é à toa que toda a gente me diz que sou egocêntrica. Eu cá não me importo: se alguém tem que estar no centro, porque há-de ser outro se posso ser eu? No centro está a virtude, nunca esquecendo...
TRÁS - OS - MONTES. Agosto de 1992
9 horas, 30 minutos do dia 15 de Agosto de 1992. A aventura começaria. Desde as 8 horas que me encontrava pronta para a partida. 9 horas, 30 minutos era a hora do programa para quebrar as amarras, rumo à Terra Prometida. E a terra prometida era o vago destino sem rumo certo em que quatro cidadãs do mundo haviam de encontrar-se.
11 horas e muito minutos. Saída, com percalços, atrasos e muitos esquecimentos. Quase à chegada a Coimbra disse a Lena:
- Temos que voltar atrás, esqueci-me da saboneteira.
Mas continuámos, claro! A Céu esperava-nos em Coimbra. Almoço junto ao rio Mondego, por onde procurámos o Choupal. Estava mesmo ao lado, mas as portas estavam fechadas...
Aveiro. Feira Internacional de Artesanato. Lindas coisas. Coisas maravilhosas. E a cada uma a sua tendência. Uma era mais bolos, a outra mais mochilas, e havia ainda quem fosse mais brinquedos. Comprei um pinto com rodas e cabo, para o meu afilhado Ruben, mas o pinto já se divorciou das rodas. Não una o homem o que Deus separou.
Falando em carros, recomeço. Vejamos as características deste em que ora viajamos.
Retrato físico: branco por fora, cinzento por dentro, pneus pretos.
Retrato moral: cuidadoso com as crianças. Os vidros de trás não abrem completamente; as pequeninas vêem a paisagem sem risco de rebolar por ela abaixo.
De 15 para 16 de Agosto acampámos no parque da Costa Nova, perto de Aveiro. A 16 de Agosto acordei muito esperta e pûs-me à procura do mar. Cheirei-o, senti-o, estive decerto próxima, mas não o vi
A Cristina bebeu groselha por razões óbvias que agora não refiro. Pelas razões inversas havia eu de beber azeite, e comer granulado para coelhos. (Na referência ao segundo produto por mim ingerido, fiz uso duma metáfora da autoria da Cristina.)
De Aveiro a Vila Real (de Trás os Montes) foi um pulinho algo comprido, em que de carro viajámos, ouvindo música e observando as linhas de água, os socalcos, e as coisas simples da vida, de que a Cristina tanto gosta (os solares).
Em Vila Real acampámos ao fim da tarde do dia 16.
17 de Agosto. Saímos em direcção a umas fisgas de Ermelo, onde tivemos muita atenção. Não nos aproximámos demasiado, qualquer descuido podia ser fatal. Fatal também é o fado de Lisboa, contrariamente ao de Coimbra, que é apenas triste. Foi uma observação brilhante da Céu. A dada altura, a Cristina também falou com muita propriedade, e bem, que era bom que a Igreja se consumisse por se dar ao mundo, como a lenha se consome para aquecer os lares. A Céu reparou na beleza do dito: "Estás a falar muito bem!" Inquirida àcerca da razão do seu espanto, alegou falta de hábito.
Sem respeitar com escrúpulos demasiados a ordem cronológica dos acontecimentos, referirei ainda que a Céu andou por tortuosas e espinhosas bermas, em equilíbrio precário à beira de um quase abismo, para fugir ao perigo rodoviário. Visitámos uma aldeia lindíssima, Lamas d'Olo, onde todas as pessoas cumprimentavam toda a gente, onde eu caí como se me sentasse num poltrona, e onde as vacas estavam em amena convivência com os humanos. Amena convivência, é como quem diz. Convivência. Quando vi as quatro indefesas cidadãs do mundo dentro do carro, e de frente para elas uns animais munidos de cornos, só pude exclamar:
- Ai, que os cornos partem vidros!
E a céu, a proprietária do veículo, que se sentava ao meu lado esquerdo, imaginou-se regressando ao lar, doce lar, com um carro escavacadinho. Como explicaria ela o sucedido?
- Foram umas vacas, em sentido literal, que...
As fotografias foi vê-las gastarem-se.
Muas e a paisagem circundante é magnífica. Vimos muitas cabras, ou chibos, e vacas, as fatídicas.
À noite, já de novo no parque de Vila Real, recitou-nos a Céu um poema de Khalil Gibran ("O Vagabundo") adaptado à nossa situação histórico-geográfica:
Na margem do Cabril
ao cair da tarde,
uma vaca encontrou-se com um chibo
e pararam a cumprimenta-se.
- Como vai esse dia, meu senhor?
perguntou a vaca.
O chibo respondeu, dizendo:
- Vai mal.
Por vezes na minha dor e na minha tristeza
choro, e as criaturas dizem sempre:
- São apenas lágrimas de chibo.
Isso magoa-me mais do que se pode dizer.
A vaca disse-lhe
- Falas da tua dor e tristeza,
mas pensa em mim durante um momento.
Contemplo a beleza do mundo, as suas maravilhas e os seus milagres,
e, de pura alegria, rio-me,
como se ri o dia.
Então os habitantes de Vila Real dizem:
É apenas o riso de uma vaca.
(Nota: onde se lê vaca leia-se hiena;
onde se lê chibo leia-se crocodilo;
onde se lê Cabril leia-se Nilo;
onde se lê Vila Real leia-se selva.)
18 de Agosto. Às duas horas da madrugada, a Lena e a Céu chegaram de um banho no rio Cabril (iam ficando fora do parque de campismo). Acordei. Chovia. A Lena recolheu para dentro da tenda os apetrechos que a chuva podia "magoar", e a Cristina, a dormir, disse que não conseguia. Mas conseguiu. Ela e a Céu conseguiram dar-me cotoveladas durante toda a noite. A Lena passou por sobre as minhas pernas como se eu fora tapete. Nunca vou esquecer-me desta noite.
De manhã, manhã já alta, pagámos cada uma 750$00 para ver um solar (Casa de Mateus) - daquelas coisas simples de que gosta a Cristina, a que a sua posição de engenheira agrícola a liga. A isso, e às linhas de água, claro.
Depois, viajámos de comboio até à Régua, onde já tínhamos estado. Uma viagem que todas apreciámos muito, especialmente a Lena e a Céu, que dormiram durante a maior parte do trajecto.
E agora farei aqui uma analepse (assiste sempre ao narrador o direito de fazer analepses) para registar um facto importante que até agora me ia olvidando: no dia 16 de Agosto, a caminho de Vila Real, encontrámos uma capela que se dizia da Sra da Dúvida. Gostei muito do nome. À volta havia apenas montanhas. Gosto da dúvida, gosto das montanhas, e da fé que sabe crescer duvidando.
Só uma outra analepse: no dia 17, numa localidade de nome Feira, bebemos um café que tinha pouca arábica. (Informação da nossa consultora agrícola, Cristina.)
No preciso momento em que escrevo estas palavras, estou a ficar cansada de esperar as outras três cidadãs do mundo, que andam a visitar os monumentos de Vila Real. Eu é mais café.
A nossa vagamundagem não terminou por aqui, mas a minha vontade de passar à escrita as coisas vividas terminou. Disso me penitencio, mas cada uma agora que escreva aqui, de sua justiça e boa memória, aquilo de que se recorde. As fotografias hão-de falar de outros momentos, e alguém disse que uma imagem vale por mil palavras. Ou novecentas e noventa e nove.
Andei a arrumar a caixa de cartão. E lá encontrei um relato de umas férias fantásticas, que vou deixar aqui... Mais para mim do que para quem lê, que pode não ter interesse, mas enfim. Não é à toa que toda a gente me diz que sou egocêntrica. Eu cá não me importo: se alguém tem que estar no centro, porque há-de ser outro se posso ser eu? No centro está a virtude, nunca esquecendo...
TRÁS - OS - MONTES. Agosto de 1992
9 horas, 30 minutos do dia 15 de Agosto de 1992. A aventura começaria. Desde as 8 horas que me encontrava pronta para a partida. 9 horas, 30 minutos era a hora do programa para quebrar as amarras, rumo à Terra Prometida. E a terra prometida era o vago destino sem rumo certo em que quatro cidadãs do mundo haviam de encontrar-se.
11 horas e muito minutos. Saída, com percalços, atrasos e muitos esquecimentos. Quase à chegada a Coimbra disse a Lena:
- Temos que voltar atrás, esqueci-me da saboneteira.
Mas continuámos, claro! A Céu esperava-nos em Coimbra. Almoço junto ao rio Mondego, por onde procurámos o Choupal. Estava mesmo ao lado, mas as portas estavam fechadas...
Aveiro. Feira Internacional de Artesanato. Lindas coisas. Coisas maravilhosas. E a cada uma a sua tendência. Uma era mais bolos, a outra mais mochilas, e havia ainda quem fosse mais brinquedos. Comprei um pinto com rodas e cabo, para o meu afilhado Ruben, mas o pinto já se divorciou das rodas. Não una o homem o que Deus separou.
Falando em carros, recomeço. Vejamos as características deste em que ora viajamos.
Retrato físico: branco por fora, cinzento por dentro, pneus pretos.
Retrato moral: cuidadoso com as crianças. Os vidros de trás não abrem completamente; as pequeninas vêem a paisagem sem risco de rebolar por ela abaixo.
De 15 para 16 de Agosto acampámos no parque da Costa Nova, perto de Aveiro. A 16 de Agosto acordei muito esperta e pûs-me à procura do mar. Cheirei-o, senti-o, estive decerto próxima, mas não o vi
A Cristina bebeu groselha por razões óbvias que agora não refiro. Pelas razões inversas havia eu de beber azeite, e comer granulado para coelhos. (Na referência ao segundo produto por mim ingerido, fiz uso duma metáfora da autoria da Cristina.)
De Aveiro a Vila Real (de Trás os Montes) foi um pulinho algo comprido, em que de carro viajámos, ouvindo música e observando as linhas de água, os socalcos, e as coisas simples da vida, de que a Cristina tanto gosta (os solares).
Em Vila Real acampámos ao fim da tarde do dia 16.
17 de Agosto. Saímos em direcção a umas fisgas de Ermelo, onde tivemos muita atenção. Não nos aproximámos demasiado, qualquer descuido podia ser fatal. Fatal também é o fado de Lisboa, contrariamente ao de Coimbra, que é apenas triste. Foi uma observação brilhante da Céu. A dada altura, a Cristina também falou com muita propriedade, e bem, que era bom que a Igreja se consumisse por se dar ao mundo, como a lenha se consome para aquecer os lares. A Céu reparou na beleza do dito: "Estás a falar muito bem!" Inquirida àcerca da razão do seu espanto, alegou falta de hábito.
Sem respeitar com escrúpulos demasiados a ordem cronológica dos acontecimentos, referirei ainda que a Céu andou por tortuosas e espinhosas bermas, em equilíbrio precário à beira de um quase abismo, para fugir ao perigo rodoviário. Visitámos uma aldeia lindíssima, Lamas d'Olo, onde todas as pessoas cumprimentavam toda a gente, onde eu caí como se me sentasse num poltrona, e onde as vacas estavam em amena convivência com os humanos. Amena convivência, é como quem diz. Convivência. Quando vi as quatro indefesas cidadãs do mundo dentro do carro, e de frente para elas uns animais munidos de cornos, só pude exclamar:
- Ai, que os cornos partem vidros!
E a céu, a proprietária do veículo, que se sentava ao meu lado esquerdo, imaginou-se regressando ao lar, doce lar, com um carro escavacadinho. Como explicaria ela o sucedido?
- Foram umas vacas, em sentido literal, que...
As fotografias foi vê-las gastarem-se.
Muas e a paisagem circundante é magnífica. Vimos muitas cabras, ou chibos, e vacas, as fatídicas.
À noite, já de novo no parque de Vila Real, recitou-nos a Céu um poema de Khalil Gibran ("O Vagabundo") adaptado à nossa situação histórico-geográfica:
Na margem do Cabril
ao cair da tarde,
uma vaca encontrou-se com um chibo
e pararam a cumprimenta-se.
- Como vai esse dia, meu senhor?
perguntou a vaca.
O chibo respondeu, dizendo:
- Vai mal.
Por vezes na minha dor e na minha tristeza
choro, e as criaturas dizem sempre:
- São apenas lágrimas de chibo.
Isso magoa-me mais do que se pode dizer.
A vaca disse-lhe
- Falas da tua dor e tristeza,
mas pensa em mim durante um momento.
Contemplo a beleza do mundo, as suas maravilhas e os seus milagres,
e, de pura alegria, rio-me,
como se ri o dia.
Então os habitantes de Vila Real dizem:
É apenas o riso de uma vaca.
(Nota: onde se lê vaca leia-se hiena;
onde se lê chibo leia-se crocodilo;
onde se lê Cabril leia-se Nilo;
onde se lê Vila Real leia-se selva.)
18 de Agosto. Às duas horas da madrugada, a Lena e a Céu chegaram de um banho no rio Cabril (iam ficando fora do parque de campismo). Acordei. Chovia. A Lena recolheu para dentro da tenda os apetrechos que a chuva podia "magoar", e a Cristina, a dormir, disse que não conseguia. Mas conseguiu. Ela e a Céu conseguiram dar-me cotoveladas durante toda a noite. A Lena passou por sobre as minhas pernas como se eu fora tapete. Nunca vou esquecer-me desta noite.
De manhã, manhã já alta, pagámos cada uma 750$00 para ver um solar (Casa de Mateus) - daquelas coisas simples de que gosta a Cristina, a que a sua posição de engenheira agrícola a liga. A isso, e às linhas de água, claro.
Depois, viajámos de comboio até à Régua, onde já tínhamos estado. Uma viagem que todas apreciámos muito, especialmente a Lena e a Céu, que dormiram durante a maior parte do trajecto.
E agora farei aqui uma analepse (assiste sempre ao narrador o direito de fazer analepses) para registar um facto importante que até agora me ia olvidando: no dia 16 de Agosto, a caminho de Vila Real, encontrámos uma capela que se dizia da Sra da Dúvida. Gostei muito do nome. À volta havia apenas montanhas. Gosto da dúvida, gosto das montanhas, e da fé que sabe crescer duvidando.
Só uma outra analepse: no dia 17, numa localidade de nome Feira, bebemos um café que tinha pouca arábica. (Informação da nossa consultora agrícola, Cristina.)
No preciso momento em que escrevo estas palavras, estou a ficar cansada de esperar as outras três cidadãs do mundo, que andam a visitar os monumentos de Vila Real. Eu é mais café.
A nossa vagamundagem não terminou por aqui, mas a minha vontade de passar à escrita as coisas vividas terminou. Disso me penitencio, mas cada uma agora que escreva aqui, de sua justiça e boa memória, aquilo de que se recorde. As fotografias hão-de falar de outros momentos, e alguém disse que uma imagem vale por mil palavras. Ou novecentas e noventa e nove.
La valise en carton
É a segunda vez que escrevo este post. Digamos que se trata de um repost... O blogger engoliu a primeira tentativa.
Então quero falar da valise en carton. A bem dizer, neste caso não se trata de valise mas de uma caixa de cartão que comprei para manter arrumadas as minhas papeladas. Papeladas e fotografias, muitas, algumas de pessoas e coisas que já mal recordo, porque eu era uma fotógrafa compulsiva. E tinha uma máquina fantástica, uma Canon não sei quantas, que ofereci ao meu irmão e cunhada quando comecei a ver os rolos a acumularem-se e eu sem carcanhol para os revelar. Abençoada fotografia digital. E no entanto, que saudades da outra máquina, que me permitia habilidades e brincadeiras maravilhosas no jogo de luz, sombra, cor, movimento, cristalização!...
Voltando à vaca fria, não há caixa de cartão que resista às investidas de duas gatas. Agora tenho muitos bocadinhos de caixa de cartão, duas gatas felizes (valha-nos isso!) e milhentas fotografias inarquiváveis...
Bem, a propósito do título, eu espero que a Linda de Suza não tivesse gatas lá na terre de France, porque senão imagino que tenha tido que comprar uma valise nova...
P.P. (pós post): Afinal, o post perdido apareceu! Um brincalhão, este blogger. Agora, por causa das tosses, ficam os dois...
Então quero falar da valise en carton. A bem dizer, neste caso não se trata de valise mas de uma caixa de cartão que comprei para manter arrumadas as minhas papeladas. Papeladas e fotografias, muitas, algumas de pessoas e coisas que já mal recordo, porque eu era uma fotógrafa compulsiva. E tinha uma máquina fantástica, uma Canon não sei quantas, que ofereci ao meu irmão e cunhada quando comecei a ver os rolos a acumularem-se e eu sem carcanhol para os revelar. Abençoada fotografia digital. E no entanto, que saudades da outra máquina, que me permitia habilidades e brincadeiras maravilhosas no jogo de luz, sombra, cor, movimento, cristalização!...
Voltando à vaca fria, não há caixa de cartão que resista às investidas de duas gatas. Agora tenho muitos bocadinhos de caixa de cartão, duas gatas felizes (valha-nos isso!) e milhentas fotografias inarquiváveis...
Bem, a propósito do título, eu espero que a Linda de Suza não tivesse gatas lá na terre de France, porque senão imagino que tenha tido que comprar uma valise nova...
P.P. (pós post): Afinal, o post perdido apareceu! Um brincalhão, este blogger. Agora, por causa das tosses, ficam os dois...
La valise en carton
Por acaso não se trata de uma valise. Eram umas caixas de cartão que eu comprei cheia de boas intenções para manter as papeladas arrumadas. Não há absolutamente rien en carton que resista à fúria destruidora de duas gatas, uma delas pequenina e cheia de genica. Numa das caixas guardei fotografias antigas. Tenho milhentas, algumas muito bonitas e imensas sem interesse, de pessoas e tempos e coisas que já passaram... Abençoada fotografia digital, que nos permite imprimir apenas o que realmente interessa!
E no entanto... que saudades da minha velha máquina não digital, dos maravilhosos barulhinhos que fazia e das habilidades que me permitia!
Bem... voltando ao título, espero que a Linda de Suza não tivesse gatas lá a viver com ela sur la terre de France. Porque caso contrário só a imagino querendo voltar ici, à son Portugal et... evidemment, teve que comprar outra valise.
La pauvre!
Por falar em la pauvre, que é que eu faço a uma caixa de cartão roído e a muitas fotografias inarquiváveis?
La poubelle, peut-être...
E no entanto... que saudades da minha velha máquina não digital, dos maravilhosos barulhinhos que fazia e das habilidades que me permitia!
Bem... voltando ao título, espero que a Linda de Suza não tivesse gatas lá a viver com ela sur la terre de France. Porque caso contrário só a imagino querendo voltar ici, à son Portugal et... evidemment, teve que comprar outra valise.
La pauvre!
Por falar em la pauvre, que é que eu faço a uma caixa de cartão roído e a muitas fotografias inarquiváveis?
La poubelle, peut-être...
segunda-feira, julho 03, 2006
Intervalo
O intervalo canta-se e conta-se no meu blog dos lírios...
Espero que gostem. Eu escrevi há 8 anos, e gostei.
Banalidadezinhas: como o tempo passa!
Espero que gostem. Eu escrevi há 8 anos, e gostei.
Banalidadezinhas: como o tempo passa!
domingo, julho 02, 2006
Namoralavras
Desfilam hoje nesta praça palavras felizes, casos de amor. Porque me apetece e a passadeira vermelha está estendida:
O balde e a balda
O traço e a traça
O tesouro e a tesoura
O luto e a luta
(O puto e a puta)*
O falo e a fala
O solo e a sola
O meio e a meia
....Ai! Mandem-me ir dormir!!!
*Estes introduziram-se aqui à socapa, fintando a apertada segurança.
As nossas desculpas.
O blogue segue dentro de momentos...
O balde e a balda
O traço e a traça
O tesouro e a tesoura
O luto e a luta
(O puto e a puta)*
O falo e a fala
O solo e a sola
O meio e a meia
....Ai! Mandem-me ir dormir!!!
*Estes introduziram-se aqui à socapa, fintando a apertada segurança.
As nossas desculpas.
O blogue segue dentro de momentos...
Chiça!
Tenho grande dificuldade em comer ao pé da minha Nuvem, a minha gatinha pequena. Sempre esfomeada, sempre esganada, não me desampara a loja. E eu juro que a mantenho alimentada! Quer provar tudo. Então, queijo, que já viu que gosta!... O mal dela é que somos duas. Eu também adoro queijo.
Há bocadinho estava ali a preparar um pão com queijo para mim. Veio a gata desarvorada não sei de onde (não sei que árvore, não é o que "desarvorada" quer dizer?) e cola-se a mim e ao MEU queijinho. Chiça!, disse eu.
E porque o disse lembrei-me duma coisa que digo às vezes, desconhecendo o autor:
Porra - disse a D. Marquesa,
batendo com os seios* na mesa.
Mas depois,
lembrando-se da esmerada educação
que seu pai lhe dera na Suiça,
retirou o porra
e disse:
Chiça!
* Não era "os seios", mas quis ser delicada neste lugar de acesso a muitas e desvairadas gentes. Eu nunca estive na Suiça, nem o meu pai, mas ainda assim...
Há bocadinho estava ali a preparar um pão com queijo para mim. Veio a gata desarvorada não sei de onde (não sei que árvore, não é o que "desarvorada" quer dizer?) e cola-se a mim e ao MEU queijinho. Chiça!, disse eu.
E porque o disse lembrei-me duma coisa que digo às vezes, desconhecendo o autor:
Porra - disse a D. Marquesa,
batendo com os seios* na mesa.
Mas depois,
lembrando-se da esmerada educação
que seu pai lhe dera na Suiça,
retirou o porra
e disse:
Chiça!
* Não era "os seios", mas quis ser delicada neste lugar de acesso a muitas e desvairadas gentes. Eu nunca estive na Suiça, nem o meu pai, mas ainda assim...
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E quando és tu a errar (muito)?
Tenho passado um longo período a descrer dos outros, a proteger-me de quem me faz mal, ou me quer mal, e ontem descobri que tenho sido muito...
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...de querer que me digam, claramente dito, que faço falta, que sou importante. De ter 14 anos e fazer amanhã 41. Era do que falaria, se não...
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Às vezes o mundo dói-me, e é uma dor indefinida, algures entre a mente e a alma. A imprecisão dos versos escrevinhados ajuda a não...
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Uma coisa que me deixa realmente curiosa, inutilmente curiosa, aliás, é esta: quem são vocês, os que aparecem nas estatísticas do blogger e...