domingo, agosto 06, 2006
Este calor
deixa-me doida, desorientada, semi-inconsciente (hipérbole, claro!). Fui fazer um salame de chocolate, e fiquei enjoada de lamber os dedos. Nhac... Depois entornei meio pacote de acúcar no chão da sala. Doce porcaria. Já limpei. Agora falta lavar este chão, mergulhar-me numa banheira de água quase fria... e o que a seguir a inspiração me ditar... se houver alguma. Espero pela noite, desejando que seja fresca!
Noite bonita,

véspera de folga. Sento-me na cadeira nova, de lona vermelha, que disputo com as gatas. Relaxo. Olho pela janela e vejo uma lua em quarto crescente, quase cheia, alegre. Pela primeira vez consegui ver na lua o homem da forquilha e das silvas, o tal que se diz que lá ficou para exemplo da humanidade. Um teimoso que decidiu trabalhar ao Domingo, limpar a terra das silvas. Domingo, o dia santificado, o dia de descanso. Lá ficou perpetuado na lua, para seu castigo e exemplo nosso. Dizem os antigos. Hoje vi o homem, que nunca tinha conseguido enxergar. Talvez as silvas e a forquilha sejam o Mar da Tranquilidade, penso. Ai o que eu gosto desse mar que nunca pisei!
[PDF] Observação da Lua
Formato do ficheiro: PDF/Adobe Acrobat - Ver em HTML35- Mar da Tranquilidade, com 421 000 km2, onde. pela primeira. vez, um astronauta pisou a Lua. 44- Circo ou grande cratera (118 km) acidentada nos bordos e ...www.cienciaviva.pt/veraocv/astronomia/astro2002/materiais/observ_lua.pdf -
Eu quero ir à lua, quero ir! Vestir um fato de astronauta, sentir-me esvoaçante e leve, com os meus setenta e tal quilos! Mas quero ir pelos meus próprios meios, a pé, por uma tranquila escadinha que hão-de construir, que eu não confio nessa coisa das naves!
Isto se antes o castigo divino não me pespegar a mim na lua, eu a atender clientes, para exemplo dos vindouros, porque eu trabalho ao Domingo. Mas não neste Domingo! Estou de folga! :)
sábado, agosto 05, 2006
As minhas gatas, o eterno tema!


Elas inspiram-me ternura. O amor que têm uma pela outra.
Chego a casa, e junto-as um pouco, sob vigilância cerrada. Para que se deixem dessa coisa de serem mãe e filha, para que a Julie recupere a saúde. Saúdam-se, parece que se beijam, pulam de contentes. Enfim, comem e bebem para festejar o reencontro e saciar a fome e a sede. Separadas, quase não comeram.
Penso: que lições de amor nos dão os animais. Que sentimentos fundos que têm! O que nos distingue deles, afinal? O pensamento, dizem. Talvez.
E lembro-me de um aluno, em Évora, que depois de ouvir dizer que o homem era um animal bio-psico-social, perguntou:
- Então não era racional?
sexta-feira, agosto 04, 2006
Estamos tristes

Nesta cidade
falta um lugar
onde eu te espere
onde eu te veja chegar.
Assim canta Zélia Duncan, assim cantarolo eu hoje.
Dia triste.
Estamos tristes.
O meu carro porque reprovou na inspecção; as minhas gatas porque as separei (a conselho médico); eu porque vou ter que gastar mais aéreos, e porque detesto sentir tristes as minhas "meninas".
Bem, vamos trabalhar a ver se isto passa.
quinta-feira, agosto 03, 2006
Amigos

Os amigos são luz, calor, alegria, beleza.
Eu tenho amigos. Bons amigos. Nem poucos nem muitos. Bons.
Com eles continuo a aprender a dividir e multiplicar tudo o que tenho. Porque estas são as contas que nos dão alegria, por isso as aprendemos nos caderninhos quadriculados, à entrada da infância.
Meu Deus, livra-me de ser grande!
terça-feira, agosto 01, 2006
Vida boa,
a das minha gatas. Comem, dormem, brincam. Estendo um pé à Julie, que está deitada na minha cama, e ela enrola-se no meu pé e adormece, como se o meu pé fosse o seu peluche, objecto transaccional, essas coisas.
Que é que tens?
Que pergunta!...
Há alturas em que faço um esforço para estar bem, por falta de razões para estar mal. Mas com tão pouco sucesso que mais tarde ou mais cedo alguém pergunta: "O que é que tens?" Não podendo responder "um dia a mais que ontem" detenho-me à procura de conseguir explicar-me.
"Andas esquisita", dizem-me. E talvez queiram dizer a minha falta de paciência, o alheamento do que se passa à minha volta, um "vou ali e fico aqui mas venho já".
Não se percebe, pois não?
Há coisas que não se percebem nem se explicam, vão-se vencendo, porque só de dentro é possível conhecê-las.
Há alturas em que faço um esforço para estar bem, por falta de razões para estar mal. Mas com tão pouco sucesso que mais tarde ou mais cedo alguém pergunta: "O que é que tens?" Não podendo responder "um dia a mais que ontem" detenho-me à procura de conseguir explicar-me.
"Andas esquisita", dizem-me. E talvez queiram dizer a minha falta de paciência, o alheamento do que se passa à minha volta, um "vou ali e fico aqui mas venho já".
Não se percebe, pois não?
Há coisas que não se percebem nem se explicam, vão-se vencendo, porque só de dentro é possível conhecê-las.
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