quarta-feira, agosto 09, 2006

Provérbios

Eu adoro provérbios, quanto mais estapafúrdios melhor.

Há coisas giríssimas, algumas são tão absurdas que me fazem rir, outras apenas sorrir, outras entristecem-me de tão... pungentes:

A minha cara não é feia, as minhas mãos não têm peçonha, se eu não me casar é uma pouca vergonha.

Quem quer casar sempre casou, ou com quem quis ou com quem achou.

Quando o pobre come galinha, um dos dois está doente.

Não se pescam trutas com bragas enxutas.

Gosto também muito dos provérbios adulterados, tipo

Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem anda contigo

ou

Mais vale ser rico e saudável do que pobre e doente (Bem, este não é bem um provérbio, mas promovo-a a provérbio, é lindo!)

Então vá, por favor, digam mais. Escrevam aí nos comentários. De preferência que eu ainda não conheça...

Querida gata Julie,

amanhã levo-te à clínica.
Vou buscar-te na sexta feira.
Esterilizada.

É porque gosto de ti e me preocupo contigo que te vou submeter a essa intervenção, embora possa parecer-te estranho.

(Escrevo este post porque pretendo ensinar a minha gata a ler.)

Hoje

uma colega de trabalho disse-me que o relacionamento da Manuela Moura Guedes com o seu Moniz, começou por um simples incidente: estavam a cumprimentar-se, ele, sem querer, acertou-lhe na boca, e ela exigiu um compromisso mais sério.

:) Pode ter sido. Pode muito bem ter sido assim...

terça-feira, agosto 08, 2006

Rugas

Fui à procura duma imagem na net que fosse expressiva bastante para o que quero, mas não encontrei nenhuma no tempo que durou a minha paciência para procurar.

Uma reportagem na tv. Falava-se de rugas, falta de firmeza, e essas coisas que inevitavelmente chegam com a idade. E houve uma frase que me escandalizou: "Dois meses e três mil euros depois, ela readquiriu a auto-estima". Ou isto ou coisa que o valha.

Eu, cuja auto-estima sofre abalos consideráveis, às vezes por muito pouco, às vezes por nada, sei conviver com as rugas. Com a celulite também, e com as pequenas (Digo eu, pequenas...) imperfeições do meu corpo.
Mais me incomodam as imperfeições da alma. Ou lá o que lhe quiserem chamar.

Por acaso já repararam na beleza dum sorriso enrugado, envelhecido?
(Era a imagem de que eu andava à procura na net...)

segunda-feira, agosto 07, 2006

Ai, esta dependência do carro!...

Mesmo velhinho - idoso, diria - e cheio de problemas, faz-me muita falta. Quando fico sem ele, sinto-me incompleta, especialmente quando não estou na minha casa. Assim foi hoje, em casa de uma amiga, enquanto o carro se arranjava. O calor impedia-nos de andar na rua à vontade, e ela tinha muito que fazer.
Tentei até dormir, mas irritava-me a ideia de dormir em pleno dia. Fiquei assim, sem saber o que fazer com os meus braços, as minhas pernas, as minhas vontades, a falta delas, a falta de espaço. Acabei por me rir a bandeiras despregadas com as refilices das crianças da casa. A B., de 11 anos, queria que eu jogasse Pictionnary, mas eu não estava com paciência. O P., de quatro anos, queria jogar com a irmã:
- Mas ele não sabe ler, assim não dá! - dizia ela.
E ele, zangado, a afastar-se:
- Pronto, se dizes que eu não sei ler, NÃO LEIO!

Ao final da tarde, acabámos na piscina municipal quase vazia. Soube tão bem! A água refrescou-me as ideias, o cloro aclorou-mas.
Depois o carro ficou quase pronto (ainda tem que lá voltar) e vim para casa.
Lar, doce lar. (Mesmo quando me aborreço, é melhor aborrecer-me na minha casa!)

domingo, agosto 06, 2006

Sobremesa para gatos

Despeja-se descuidadosamente cerca de meio quilo de açucar no chão da sala. Pega-se numa vassoura, e, de uma assentada, parte-se com ela um aquário cheio de água, tendo tido previamente o cuidado de ter lá por perto um prato de ração para gatos. Com os vidros do aquário, faz-se um pequeno golpe na mão. Deixa-se cair uma gota de sangue sobre a mistura água / ração / açucar. Envolve-se tudo na pá do lixo com a vassoura.
(N.B. - Trata-se de um aquário sem peixes, apenas com o aroma dos falecidos.) A mixórdia serve-se à temperatura ambiente. Ou, melhor ainda, não se serve.

Ainda antes do banho de água fria


É assim que me sinto: tremida, com o sol na cabeça. Com o sol em vez da minha cabeça. Mal desenhada porque em meia hora não cosegui melhor. E as sirenes dos bombeiros tocam...
Passa depressa, tempo, passa rapidinho!!

E quando és tu a errar (muito)?

Tenho passado um longo período a descrer dos outros, a proteger-me de quem me faz mal, ou me quer mal, e ontem descobri que tenho sido muito...