quarta-feira, setembro 20, 2006

Aviso

Encerrado para balanço.
Prometo balançar rapidamente.

O mar no meu baldinho de plástico.

Às vezes tenho vergonha de mim.
De ser tão naba e ingénua.
De pensar que posso resolver as coisas e ajudar o mundo, assim: transportando o mar no meu baldinho de plástico.
:(

segunda-feira, setembro 18, 2006

As desculpas não se pedem,

evitam-se. - Dizem alguns, seguros da sua razão.
Eu, que tenho sempre muitas dúvidas e todos os dias me engano, não sei.
Peço desculpa, sim, peço sentidamente.
Até que o outro, às vezes talvez por cansaço, me perdoe.
Peço e sinto necessidade de pedir desculpa de todas as vezes em que deixo a raiva tomar conta de mim, e depois vejo que não tinha razão para isso.
Mesmo quando são as circunstâncias que me enganam, sinto-me sempre muito mal por dar mais crédito às circunstâncias que às pessoas.
"Por favor, desculpa." Digo-o muitas vezes.
E sinto sempre que dizê-lo de coração aberto é o único bálsamo possível. Para todos os ferimentos. (O agressor também se fere.)
As desculpas nem sempre se podem evitar.

sábado, setembro 16, 2006

Vocês lembram-se?

"Eu quero um homem / Homem muito brasa / Pra meter na mala / E levar pra casa"

A minha versão:

Eu quero um homem,
homem muito brasa,
pra pagar metade
das despesas lá de casa...

E não, não se candidatem. Isto não é um anúncio! LOL

Pensamento do dia

Em cada gordo há um magro que tenta libertar-se.

(Como se diz na RFM, "já agora, vale a pena pensar nisto".
... Valerá?)

quarta-feira, setembro 13, 2006

Ok, eu explico.

Porque o Jorge perguntou, eu explico:
Sim, fui professora. Desde pequenina que queria ser professora. As crianças são inconscientes, toda a gente sabe. Menos as crianças, claro. Eu fui criança muiiiiiiiiiiito tempo. (Ainda sou, mas não a tempo inteiro). Estudei para ser professora de português e francês. Quando passei do sonho à realidade, o sonho assumiu contornos de pesadelo.
O que mais me custava? Sendo franca: a única coisa que me custava era a indisciplina de alguns alunos. É que tenho uma (velha) má relação com a autoridade. Confundo autoridade e autoritarismo, não nos conceitos mas na prática. Não sou autoritária, mas também não sou autoridade. E na escola, é muitas vezes preciso. Sofri muito, durante mais ou menos cinco anos.
Durante todo o tempo fui procurando alguma airosa saída para escapar daquela angústia.
E finalmente, encontrei-a: Há 7 anos que trabalho num centro comercial, e apesar dos horários marados, de ganhar menos e das outras desvantagens que vocês possam imaginar, sinto que só ganhei.
Ainda hoje, se vou a uma escola, arrepia-me o toque da campainha, o "pega nas chaves, repõe as chaves, agarra o livro de ponto, arruma o livro de ponto..." Para mim essas rotinas são uma espécie de aguilhão. Se houver inferno, e se eu lá for parar, tenho a certeza que me vão obrigar a dar aulas.
Dito isto, ponto final.

(Já agora, Jorge, eu não consigo comentar lá no teu blog. Acho que é desde que ele é blog beta. Realmente, os betinhos nunca se deram comigo... :)...)

E quando és tu a errar (muito)?

Tenho passado um longo período a descrer dos outros, a proteger-me de quem me faz mal, ou me quer mal, e ontem descobri que tenho sido muito...