Porque o
Jorge perguntou, eu explico:
Sim, fui professora. Desde pequenina que queria ser professora. As crianças são inconscientes, toda a gente sabe. Menos as crianças, claro. Eu fui criança muiiiiiiiiiiito tempo. (Ainda sou, mas não a tempo inteiro). Estudei para ser professora de português e francês. Quando passei do sonho à realidade, o sonho assumiu contornos de pesadelo.
O que mais me custava? Sendo franca: a única coisa que me custava era a indisciplina de alguns alunos. É que tenho uma (velha) má relação com a autoridade. Confundo autoridade e autoritarismo, não nos conceitos mas na prática. Não sou autoritária, mas também não sou autoridade. E na escola, é muitas vezes preciso. Sofri muito, durante mais ou menos cinco anos.
Durante todo o tempo fui procurando alguma airosa saída para escapar daquela angústia.
E finalmente, encontrei-a: Há 7 anos que trabalho num centro comercial, e apesar dos horários marados, de ganhar menos e das outras desvantagens que vocês possam imaginar, sinto que só ganhei.
Ainda hoje, se vou a uma escola, arrepia-me o toque da campainha, o "pega nas chaves, repõe as chaves, agarra o livro de ponto, arruma o livro de ponto..." Para mim essas rotinas são uma espécie de aguilhão. Se houver inferno, e se eu lá for parar, tenho a certeza que me vão obrigar a dar aulas.
Dito isto,
ponto final.(
Já agora, Jorge, eu não consigo comentar lá no teu blog. Acho que é desde que ele é blog beta. Realmente, os betinhos nunca se deram comigo... :)...)