terça-feira, outubro 10, 2006

A minha gatinha Nuvem

vem estender-se perto de mim, quase em cima do teclado do computador. Agarro-a e ronrona nos meus braços, felpudinha, mimenta... Fico a olhá-la e a pensar que amanhã provavelmente me aguardam preocupações e tristezas, mas isso é amanhã.
E quem as não tem, muito mais até do que as famosas cartas de amor?...

O Quitério

O Quitério é o meu braço direito.

E perguntam vocês:
- Quem é o Quitério?

Já disse. É o meu braço direito.
Ao esquerdo não dei nome.

Será inviável?

Eu queria uma casa com auto-limpeza.
Com um botãozinho junto à porta de saída. Antes de ir trabalhar, carregava no botãozinho e a casa ficava a limpar-se.

Pensem nisto, senhores engenheiros...

quinta-feira, outubro 05, 2006

Aceito o "réptil"

Esta do "réptil", li pela primeira vez no blog da Rosa e gostei muito.
O Deprofundis lançou-me um réptil, num comentário ao post anterior. Aceito. Aqui vai então a história da estrela que tinha uma vaquinha na testa:

Era aparentemente uma estrela comum. Quando nasceu, a estrela enfermeira parteira virou-a de todos os lados para se assegurar de que era perfeitinha, sem maleitas, sem pontas bicudas nem arestas. Colocou-a depois sobre o peito da Estrela-Mãe para que a amamentasse, acariciasse e lhe ensinasse a vontade de brilhar. Cresceu feliz no meio das suas amigas estrelinhas, num espaço magnífico de céu limpinho, azul claro - azul escuro, consoante a hora e a latitude donde se visse.
O problema foi quando um dia, nos seus passeios, a estrela menina desceu demais e viu o mar. Achou-o lindo! E uma onda que se julgava superior às outras subiu uns metros acima do que lhe tinha mandado o vento, que é o vento que manda nas ondas. E a onda altiva segredou ao ouvido da estrelinha, que havia estrelas do mar.
- E agora vai-te embora, que o vento está a ralhar comigo - disse-lhe ela. E desceu.
A estrela menina voltou para o céu, mas nunca mais descansou. Dormiu mal naquela noite, e dormiu mal todas as noites a seguir. Não lhe apetecia brincar com as amigas. Não tinha vontade de brilhar. Os pais chamaram o médico, e o médico fechou-se num pedacinho de céu forrado de nuvens, a conversar com a estrela pequena. E percebeu que eram as saudades do mar que a deixavam triste. Carregou-a ao colo nos seus braços brilhantes (o médico era uma estrela, claro!), deu-lhe um xarope especial feito de beijos e abraços, e foi deitá-la para que dormisse e descansasse. Depois aconselhou os pais a deixarem-na ir viver no mar. Ser uma estrela do mar. Os pais não queriam muito, porque gostavam muito da sua menina e preferiam tê-la por perto, mas percebendo que ela só seria feliz se fizesse o que o seu coração queria, deixaram-na ir.
Ela saiu do céu numa manhã de muito nevoeiro, e pelo caminho, perdeu-se. Além disso ainda não tinha aprendido as cores. Viu um grande campo verde, ao longe, e dirigiu-se para lá a correr a toda a velocidade, pensando "É o mar!". Porque ela viu verde e pensou que era azul. E como ia a toda a velocidade não teve tempo de parar quando lhe apareceu pela frente uma linda vaquinha. Era uma vaquinha pequena, andava a pastar no campo. E a estrela, mesmo sendo ainda criança, era grande. As estrelas são muito grandes, mas a nós parecem-nos pequeninas só porque o céu onde vivem é muito longe. A estrela que era muito grande bateu na vaquinha, e a vaquinha ficou colada na testa da estrela.
E então, para não molhar a vaquinha, ela já não quis ir para o mar.
Voltou para o céu, contente com aquela companhia que trazia na testa. E brilhava muito. E quando chegou ao céu todos ficaram muito contentes, as estrelas todas, e aquela vaquinha, que passou a morar no céu, na testa da estrela menina.
E nenhuma estrela se admira, quando no céu se ouve: muuuu!!!!!

quarta-feira, outubro 04, 2006

A vaquinha que tinha uma estrela na testa

viveu toda a minha infância no curral das vacas que havia junto à casa da minha avó. Chamava-se Estrelinha. Ao que parece, só eu a conheci. Quando falei dela lá em casa, ninguém se lembrava. Nem os meus irmãos, nem os meus pais, ninguém! E agora também já não me lembro. Não sei se era castanha se era preta, só sei que tinha uma estrela branca na testa, e que a mimávamos muito. Devia tê-la guardado para mim. Compartilhei-a com o mundo, e como era feita de imaginação, esfumou-se. E eu que achava mesmo que ela tinha existido!
Ainda hoje, quando conto aos meus irmãos qualquer coisa que eu tenha por verdadeira, mas que lhes pareça imaginada, eles me dizem:
- Sim, isso deve ser como a história da vaquinha que tinha uma estrela na testa!...

terça-feira, outubro 03, 2006

Asas

Dizia-me hoje uma amiga que eu tenho uma multidão de gente que me quer bem e me estende a sua asa protectora. E é verdade. Tenho. E gosto. Tanto!...
Fiquei a pensar que talvez a minha vocação não seja mesmo ser mãe.
Talvez a minha vocação seja ser filha.
Ser protegida, ser acolhida, ser amada.
Alguém sempre velando o meu sono, e olhando, pela janela, os meus passos. Torcendo por mim.
Mas sei lá se isto é verdade!
Eu gostava tanto de ser mãe!
Enfim, não calhou... talvez venha a ser avó! LOL

"Eles andem aí"

São lobos disfarçados de cordeiros. Esperam que lhes façamos uma festa e depois mordem-nos.
Acontece, sim.
Acontece na net, mas acontece também no nosso mundo visível e palpável do dia a dia.
Manda o bom senso que sejamos prudentes.
Mas manda também que não sejamos excessivamente desconfiados.
E, das duas uma:
Ou eu sou burra
ou o equilíbrio é difícil.

E quando és tu a errar (muito)?

Tenho passado um longo período a descrer dos outros, a proteger-me de quem me faz mal, ou me quer mal, e ontem descobri que tenho sido muito...