sábado, novembro 18, 2006

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Apetecia-me ser leve. Flutuar. Deixar-me levar por um sopro. Viver planando de asas abertas por cima da minha vida, atenta mas leve...

quinta-feira, novembro 16, 2006

As minhas manias.

Desafiou-me a Xuinha a contar quais são. Nem sei se devia, mas conto...

Primeiro, diz que é para dizer qual é o regulamento.
Regulamento. Dois pontos. :) :
Cada bloguista terá que enumerar cinco manias suas, o mais estranhas possível, e passar a pasta a outros cinco bloguistas, avisando-os nos seus respectivos blogues.
Quem tiver as manias mais incomuns ganha uma estadia no hospital psiquiátrico mais próximo. Concurso autorizado pelo Governo Civil de Lisboa.

(Ó pá, não tenho paciência para copiar regulamentos. Vão lá ler, faz favor, em http://xuinha.blogspot.com, no texto intitulado Manias.)

E aqui ficam os meus mais bizarros hábitos:

  1. Depois de estacionar o meu velho pópó, ando à volta dele 3550 vezes, para verificar se está fechado, travado, luzes apagadas, etc. Até já me aconteceu, num parque, às duas da manhã, fazer a polícia desconfiar que eu me preparava para roubar o meu próprio carro.
  2. Durmo sempre (especialmente no inverno) completamente tapada. Não suporto um fiozinho de ar que seja a tocar um milímetro quadrado da minha pele.
  3. Quando me sinto contente, corro, pulo e canto (em voz mais ou menos baixa) no meio da rua.
  4. Falo muito sozinha, especialmente depois de ter deixado por dizer coisas que queria ter dito. Digo tudo o que me vai na alma, sempre. O interlocutor é que pode já não estar presente.
  5. Olho muito para o chão. Quase sempre. Na esperança de encontrar dinheiro, talvez.

Passo o T.P.C. à Deep, ao Tsiwari, às minhas amigas Tikka e Limonada e ao Deprofundis. Porque sim. Porque me lembrei deles. E não é bom?

quarta-feira, novembro 15, 2006

Quase nada

A quem ocorreria escrever um texto sobre quase nada, as minhas pequenas rotinas em que decorre quase tudo?...
A mim, ocorreu-me.
Porque este é um espaço de diálogo convosco, e se fico calada muito tempo, sinto a falta das minhas e das vossas palavras.
Como se aqui, nesta pequena janela, e a horas incertas nos encontrássemos. Se no final do dia me falha o encontro, o texto, o comentário, fico um pouco menos completa.

Saio do banho e encontro as gatas à minha espera. Estiveram a ouvir o som da água a correr, que adoram, embora não queiram nada com água que lhes toque o pêlo. A Julie está encavalitada na porta da casa de banho, a Nuvem enrodilhada no balde da esfregona (o balde está seco, claro...) Tão diferentes, as minhas gatinhas! (Jamais imaginaria a Nuvem a equilibrar-se em cima da porta da casa de banho... nem ela se imaginaria, suponho.)

Hoje, vontade e necessidade de ir trabalhar inversamente proporcionais...
Tenho tido as minhas noites povoadas de sonhos mais complicados que a minha vida, e ela, a vida, não é sempre fácil. (Mas é fixe!) De noite há acidentes, discórdias, e sei lá que mais que felizmente esqueço assim que o estado de vigília se me impõe. Ó Freud, please, anda cá ver isto do meu id, que há dentro de mim mundos que quero submersos. Ou não venhas, telefona, que te dará menos trabalho, se lá no assento etéreo onde subiste se consentem telemóveis e o roaming não é incomportavelmente caro.

Vou-me.

terça-feira, novembro 14, 2006

Desconforto

Quase uma da manhã. Prestes a deitar-me, decido-me a ir espreitar o correio. Vizinho no elevador. Extraordinariamente bêbedo. O vizinho, claro.
Peço-lhe que se vá deitar, que não saia.
Percebo nele uma angústia qualquer, para além (ou atrás) da bebedeira. Pressinto e percebo-o num telefonema que me pede para fazer, do telefone cá de casa. "Eu pago-lhe tudo", diz.
"Tudo bem", tranquilizo-o.
Pede-me para aceder à internet. Digo-lhe que sim. E quando fica claro que não consegue sequer escrever o endereço de uma página, peço-lhe gentilmente que saia, que vá para casa (ao lado), que me deixe sozinha, por favor, que quero descansar. Ele sai. Ouço ainda o elevador, e as portas, e as portas, e o elevador. Nunca o vi assim, antes.

Não é um desconhecido. É o vizinho. Sempre solícito, sempre educado.
Deixou-me de recordação uma beata de um cigarro, que não fumou, trincou (literalmente). E deixou-me este desconforto. Preocupação. Porque tão próximos da vida dos outros, estamos tão longe.
Estamos tão sozinhos.
Se ele me tivesse pedido atenção, ajuda, antes de se embebedar, não apenas depois?
Eu teria achado estranho, incomum, mas não lha teria recusado.
E como podia ele saber?
E quando eu me sinto só?! Tão perto que os outros estão, e contudo tão longe de mim!
Mas não, eu não costumo embebedar-me.
Há muito que aprendi que isso só agiganta os meus problemas...

segunda-feira, novembro 13, 2006

Ontem foi assim



A Célia veio ver-me. Levámos umas sandes e fomos espreitar o mar.

Ontem não havia tantas gaivotas.

Ontem conversámos muito, rimos muito, chorei um bocado.

Gosto tanto dela, da minha amiga.

Vamos beber champagne juntas e velhinhas, tremelicantes, quando eu fizer noventa anos. Está prometido.

Tão amiga ela, e há tanto tempo, que é como se fosse família. Da melhor família. Do melhor da família.

Mas ontem recuei a tempos tão longe... e as mágoas desses tempos doeram mais à noite, quando fiquei sozinha em casa.

O sono, entretanto, ajudou-me.

Fascinação


Estamos assim. Fascinadas.
A gata Nuvem com a água corrente, e eu com o computador novo, recém-chegado aqui a casa. E feliz por poder de novo partilhar as MINHAS fotografias, claro!!!

Outra utilidade

para o homem muito brasa:

transportar as garrafas de gás cá para casa.
:)

E quando és tu a errar (muito)?

Tenho passado um longo período a descrer dos outros, a proteger-me de quem me faz mal, ou me quer mal, e ontem descobri que tenho sido muito...