Quando estou muito triste fico cansada.
Quando estou muito cansada fico triste.
O meu cérebro baralha os conceitos, deve ser.
sexta-feira, março 12, 2010
segunda-feira, março 08, 2010
Talvez seja esta,
entre todas, a minha música preferida.
E hoje é para mim.
Ergam lá um copo à minha saúde, que hoje completo 44 anos de vida, e muito feliz estou por isso.
sexta-feira, março 05, 2010
Ser
Desde ontem à noite que um vento me invadiu e ainda não parei de estar feliz. Paradoxalmente, porque me fizeram mal, ou melhor, alguém fez. E isso despoletou dentro de mim uma força imensa, depois das lágrimas. Porque sou muito mais eu. Há em mim amor e inocência, quase nenhuma inveja e muito pouco egoísmo. Há talento e há alegria a jorrar das nuvens.
Façamos um brinde e deixemo-nos de tristezas, Dulce Maria!
Façamos um brinde e deixemo-nos de tristezas, Dulce Maria!
quarta-feira, março 03, 2010
Balançar - Mafalda Veiga
Esta música na rádio, mas em dueto com Tiago Bettencourt... Ao longe uns raios de sol com uma luz maravilhosa em leque de céu para terra, do céu para a ria. Conduzir de volta a casa. Vontade de chorar por ser tudo tão belo.
sábado, fevereiro 20, 2010
Há 11 anos
nascia o meu primeiro sobrinho. Lembro-me de tudo. Das muitas horas de espera a passear pela baixa de Coimbra; de chorar quando recebi a notícia; do meu pai que, pela primeira vez desde a morte do A., tirou o fato preto. (Era cinzento claro o fato do meu pai, quando nesse dia cheguei a casa.) Por essa altura a minha vida doía-me tanto! Lembro-me de um tempo tão triste, de tanta incompreensão, duma espécie de dorida e tardia adolescência na minha alma velha. Lembro-me de que as mimosas no caminho para a escola onde eu era professora estavam em flor. E lembro-me de ti, enroscado e minúsculo, vestido de azul. Não azul-bebé. Azul mesmo, azul azul. E o teu rosto pequenino da cor das mimosas - depois passou.
E lembro-me de que nasci mais ou menos por essa altura. Outra vez. Entre as tantas vezes que renasço. Tu fizeste-me pela primeira vez ter vontade de festejar o Natal. Dois meses antes de nasceres: a minha única prenda para toda a família foi aquele cabaz de Natal que enchi de prendas só para ti. Depois de ti começou a alegria, o riso verdadeiro, o abraço sem inibições. Depois de ti - acho - aprendemos todos a ser família. Abriste caminho. Fizeste passagem. E tudo isso só pela força de seres um menino pequeno que nos foi dado. Ainda não sei como vivi tantos anos sem esse amor que agora reparto (extravazo) pelos meus quatro sobrinhos. Sou definitivamente uma pessoa melhor depois de ser tia.
E se em cada um dos meus meninos admiro e amo qualquer coisa única, em ti é sem dúvida a serenidade. Mistura de sensatez, inteligência, humor, amor. Serenidade, chamo-lhe.
E lembro-me de que nasci mais ou menos por essa altura. Outra vez. Entre as tantas vezes que renasço. Tu fizeste-me pela primeira vez ter vontade de festejar o Natal. Dois meses antes de nasceres: a minha única prenda para toda a família foi aquele cabaz de Natal que enchi de prendas só para ti. Depois de ti começou a alegria, o riso verdadeiro, o abraço sem inibições. Depois de ti - acho - aprendemos todos a ser família. Abriste caminho. Fizeste passagem. E tudo isso só pela força de seres um menino pequeno que nos foi dado. Ainda não sei como vivi tantos anos sem esse amor que agora reparto (extravazo) pelos meus quatro sobrinhos. Sou definitivamente uma pessoa melhor depois de ser tia.
E se em cada um dos meus meninos admiro e amo qualquer coisa única, em ti é sem dúvida a serenidade. Mistura de sensatez, inteligência, humor, amor. Serenidade, chamo-lhe.
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
O meu Deus improvável
Chamo-Lhe improvável porque não posso provar que Ele existe, nem é necessário.
Chamo-o à minha vida, e acredito que me conduz através dela, embora os passos sejam meus. Vejo a Sua mão em todo o bem que me acontece, e nunca no mal. Nunca nas tragédias, sejam elas minhas ou da humanidade. Porque o meu Deus é o próprio bem. Não me manipula, estrutura-me e ampara-me. Crer n'Ele já me libertou do desespero algumas vezes.
É muito maior do que eu e não cabe nas palavras que eu conheço. Mas cabe inteiro no meu coração, e a maior graça que Lhe peço é nunca me envergonhar da Sua companhia.
Sim, este texto apareceu-me por tua causa, mas já disse não serão estas nossas diferenças que farão alguma diferença.
Chamo-o à minha vida, e acredito que me conduz através dela, embora os passos sejam meus. Vejo a Sua mão em todo o bem que me acontece, e nunca no mal. Nunca nas tragédias, sejam elas minhas ou da humanidade. Porque o meu Deus é o próprio bem. Não me manipula, estrutura-me e ampara-me. Crer n'Ele já me libertou do desespero algumas vezes.
É muito maior do que eu e não cabe nas palavras que eu conheço. Mas cabe inteiro no meu coração, e a maior graça que Lhe peço é nunca me envergonhar da Sua companhia.
Sim, este texto apareceu-me por tua causa, mas já disse não serão estas nossas diferenças que farão alguma diferença.
terça-feira, fevereiro 16, 2010
...
Eu para uma amiga reencontrada no facebook (o facebook tem coisas boas!):
- Curioso, tu que nunca pensaste ter filhos tens uma menina (ela é família de acolhimento de uma menina de 16 anos), eu que sempre quis ter um filho e viver sozinha com ele, continuo a viver sozinha, sem filho nem filha, só com as gatas. E deve estar bem assim, porque nem sempre sonhamos as coisas certas para nós. Deus sabe melhor do que nós aquilo de que precisamos.
- Bem verdade - diz ela.
Bem verdade, detenho-me eu a pensar.
- Curioso, tu que nunca pensaste ter filhos tens uma menina (ela é família de acolhimento de uma menina de 16 anos), eu que sempre quis ter um filho e viver sozinha com ele, continuo a viver sozinha, sem filho nem filha, só com as gatas. E deve estar bem assim, porque nem sempre sonhamos as coisas certas para nós. Deus sabe melhor do que nós aquilo de que precisamos.
- Bem verdade - diz ela.
Bem verdade, detenho-me eu a pensar.
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