quinta-feira, julho 01, 2010
Psicocap
É a palavra que inventámos hoje para falar das nossas dificuldades psicológicas, do que nos ataranta e perturba, ou antes, da própria perturbação.
domingo, junho 27, 2010
Gosto de pessoas
Gosto de pessoas e não me importa que sejam pretas, brancas, malhadas; que tenham pouca ou muita cultura; que usem rastas e andrajos ou se vistam bem... Gosto de pessoas desde que sorriam.
domingo, junho 20, 2010
Who am I?
Sempre me habituei a que as pessoas me vissem como uma pessoa muito doce, suave...
Triste também.
Penso que por causa dessa tristeza e da dor que me traz, fui mudando ao longo dos anos. Mudei muito.
Nos últimos anos tenho descoberto cá dentro uma raiva profunda, que sai em catadupa nos momentos menos oportunos. Não tenho controlo sobre mim nessas alturas. Uma coisa vulgar e sem importância pode desencadear uma tempestade emocional violentíssima, agressiva para mim e para os outros. Depois, quando me acalmo (e apenas sozinha me acalmo), penso que nada daquilo faz sentido, que a minha violência é absolutamente desproporcional aos motivos por que surge. E arrependo-me. Se me arrependo! Choro. Fico cansada, fisicamente cansada, como se me tivessem batido.
Ontem passou por mim uma ventania assim. Ou fui, eu própria, uma ventania assim. Hoje, de novo, um momento apenas antes de cair em mim e me crucificar por ser tão impulsiva e impaciente.
E então, lembrei-me de um tempo muito lá atrás, quando eu era menina, em que reagia como agora. Mas pior: quando me passava dos carretos, fazia coisas que não lembravam ao diabo. Atirar com o que quer que fosse à cara de quem me chateava; uma espiga de milho, uma sardinha assada, ou um alguidar de água. Uma vez empurrei uma amiga dum muro abaixo: tive sorte porque ela não se magoou. Passada a explosão, chorava de arrependimento, sempre.
Agora, quarentona, respeito a integridade física dos outros, mas sou à mesma tão violenta!
Gostava de me perceber, porque se me percebesse talvez me pudesse libertar disto.
Tenho que gostar de mim com tudo o que sou, mas tenho muita vergonha destas cenas que faço. Muita.
Triste também.
Penso que por causa dessa tristeza e da dor que me traz, fui mudando ao longo dos anos. Mudei muito.
Nos últimos anos tenho descoberto cá dentro uma raiva profunda, que sai em catadupa nos momentos menos oportunos. Não tenho controlo sobre mim nessas alturas. Uma coisa vulgar e sem importância pode desencadear uma tempestade emocional violentíssima, agressiva para mim e para os outros. Depois, quando me acalmo (e apenas sozinha me acalmo), penso que nada daquilo faz sentido, que a minha violência é absolutamente desproporcional aos motivos por que surge. E arrependo-me. Se me arrependo! Choro. Fico cansada, fisicamente cansada, como se me tivessem batido.
Ontem passou por mim uma ventania assim. Ou fui, eu própria, uma ventania assim. Hoje, de novo, um momento apenas antes de cair em mim e me crucificar por ser tão impulsiva e impaciente.
E então, lembrei-me de um tempo muito lá atrás, quando eu era menina, em que reagia como agora. Mas pior: quando me passava dos carretos, fazia coisas que não lembravam ao diabo. Atirar com o que quer que fosse à cara de quem me chateava; uma espiga de milho, uma sardinha assada, ou um alguidar de água. Uma vez empurrei uma amiga dum muro abaixo: tive sorte porque ela não se magoou. Passada a explosão, chorava de arrependimento, sempre.
Agora, quarentona, respeito a integridade física dos outros, mas sou à mesma tão violenta!
Gostava de me perceber, porque se me percebesse talvez me pudesse libertar disto.
Tenho que gostar de mim com tudo o que sou, mas tenho muita vergonha destas cenas que faço. Muita.
quinta-feira, junho 17, 2010
Quero sempre alguma coisa nova.
Agora quero muito encontrar uma casinha barata com quintal. Apetece-me um quintal. Apetecem-me flores, alfaces, morangos, apetece-me mexer na terra, apetece-me um quintal. Um murinho e uma cancela antes de chegar verdadeiramente a casa. Um caminho para fazer com pedrinhas e um tapete à entrada que diga qualquer coisa foleira como "bem-vindo".
terça-feira, junho 15, 2010
A ver se.
De cada vez que deixo caír moedas e me dizem que o dinheiro não nasce, fico tentada a testar a veracidade de tal informação. A verdade é que tenho perguntado a essas pessoas se já tentaram de facto, se já o semearam em boa terra de cultivo, adubando, regando, etc. Ninguém tentou.
O investimento não pode ser grande, mas um dia destes semeio uma moeda de cinco cêntimos num vaso ali à entrada da casa. Se se verificar que nasce, fico rica.
O investimento não pode ser grande, mas um dia destes semeio uma moeda de cinco cêntimos num vaso ali à entrada da casa. Se se verificar que nasce, fico rica.
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