Há pessoas e situações que me deixam possessa, cheia de raiva, revoltada e pouco racional. Sei que é mau mas ainda não aprendi a controlá-lo.
Conheço quem não seja assim intempestivo, mas alimente uma satisfação interior com o mal que acontece aos outros. Disso, eu não sou capaz. Nem queria.
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Do meu baú de "recuerdos"
Nós duas
O muro da escola.
Hoje caminhei por cima de um que era tal e qual... :)
E perguntei à menina dentro de mim
se lhe parecia lógico
fazer aos quarenta anos as mesmas tontas tropelias que fazia ao sete.
Respondeu que sim, a garota.
Que era lógico e saudável.
E do alto dos quarenta anos,
do alto do muro,
dei-lhe razão.
Nunca vou crescer e não quero!
(Conquanto a vida traga no ventre adultices
impossíveis de ignorar,
madurezas não pedidas,
podridões também...)
Hoje caminhei por cima de um que era tal e qual... :)
E perguntei à menina dentro de mim
se lhe parecia lógico
fazer aos quarenta anos as mesmas tontas tropelias que fazia ao sete.
Respondeu que sim, a garota.
Que era lógico e saudável.
E do alto dos quarenta anos,
do alto do muro,
dei-lhe razão.
Nunca vou crescer e não quero!
(Conquanto a vida traga no ventre adultices
impossíveis de ignorar,
madurezas não pedidas,
podridões também...)
sexta-feira, fevereiro 11, 2011
Combater a letargia
Escrever é apenas mais uma das muitas coisas boas que não me tem apetecido fazer.
...
Devagarinho, começo a mudar, a retomar rotinas pequenas que me animam, como simplesmente caminhar. Primeiro é preciso empurrar-me, mas depois o próprio caminho me convida a libertar-me.
Tenho saudades de mim. Tenho saudades de entusiasmo, de motivação, de riso, de vida. Porque ando muito amorfa, muito abandonada, muito velha e muito gorda.
Blharc.
...
Devagarinho, começo a mudar, a retomar rotinas pequenas que me animam, como simplesmente caminhar. Primeiro é preciso empurrar-me, mas depois o próprio caminho me convida a libertar-me.
Tenho saudades de mim. Tenho saudades de entusiasmo, de motivação, de riso, de vida. Porque ando muito amorfa, muito abandonada, muito velha e muito gorda.
Blharc.
sábado, janeiro 29, 2011
Tirei uns dias de férias. Mas sem dinheiro para grandes devaneios, elas têm sido caseirinhas, com vislumbres de luz e de coisas pequenas e bonitas, como flores silvestres, chão molhado e conversas com crianças.
Ainda assim ando um bocadinho aborrecida: porque esta casa nasceu desarrumada e tarde ou nunca se endireita, porque tenho taaanto!! frio, porque me dão ganas de fazer e ter coisas que provavelmente nunca farei ou terei... e porque estou gorda como um texugo.
Ok, tudo isto tem solução, e a solução é o esforço, que é precisamente aquilo que por ora o meu corpo e a minha mente recusam.
Entretanto leio um livro, sentada num pouf, encostadinha ao aquecedor: Bipolar, Memórias de Extremos, Terri Cheney.
Entretanto leio um livro, sentada num pouf, encostadinha ao aquecedor: Bipolar, Memórias de Extremos, Terri Cheney.
domingo, janeiro 16, 2011
sábado, janeiro 15, 2011
Bem, parece que não me calo.
Não é que tenha que o fazer, mas era melhor. Porque estou cansada de tudo e de coisa nenhuma, porque me tenho desconhecido (e também reconhecido) numa não-vontade intermitente, persistente...
Ando irritante, eu acho. E sem paciência.
A vida ensinou-me que estas coisas passam.
Vou esperar.
(Obrigada por gostarem de mim. Ajuda.)
Ando irritante, eu acho. E sem paciência.
A vida ensinou-me que estas coisas passam.
Vou esperar.
(Obrigada por gostarem de mim. Ajuda.)
quinta-feira, janeiro 13, 2011
O silêncio é de ouro.
... vou abrir uma ourivesaria.
(Que é como quem diz que vou remeter-me ao silêncio, rodear-me de silêncio, reorganizar-me em silêncio. Porque tenho pouco a dizer, e porque me parece que preciso assim de uma espécie de... retiro.)
(Que é como quem diz que vou remeter-me ao silêncio, rodear-me de silêncio, reorganizar-me em silêncio. Porque tenho pouco a dizer, e porque me parece que preciso assim de uma espécie de... retiro.)
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