Here am I. Após 15 dias de dieta consegui perder 2 kg e vários cm de largura, o que me anima a continuar.
De resto a vidinha vai-se empurrando, às vezes com um sorriso, outras vezes com a minha cara de boxer das ocasiões de neura. Esta da "cara de boxer" disseram-me, foi um elogio que me fizeram. A verdade é que sou demasiado transparente, a minha cara espelha sempre o que sinto. Devia ser diferente. Devia ser diferente em muitas coisas. Por exemplo, um exemplo rasteirinho, manter a casa arrumada, que a minha casa parece muitas vezes (quase sempre) um acampamento. E já vi acampamentos mais arrumadinhos. Caraças, preciso de um Workshop de arrumação. Quem sabe de algum formador disposto a conduzir-me no início deste caminho tortuoso de tentar ser disciplinada?
Além disso, tenho saudades de ler. De me embrenhar em mundos diferentes dos meus, de me emocionar com as histórias de mil personagens, de vogar ao sabor da criatividade de outros. De que estás tu à espera, Dulce Maria?
Pois é verdade que ando enmimmesmada, centrada sobre os meus problemas pequenos, que nem problemas são. Neuras. Pedrinhas na sandália, que o verão já chegou e eu já arrumei os meus sapatos. Arrumar é força de expressão: pûs de lado.
Aguardo as férias. Nas férias sou mais livre e mais sensata, ouço o mar e o correr do vento nas folhas altas das árvores, rodeio-me de amigos e sou muito mais feliz.
terça-feira, maio 17, 2011
quarta-feira, maio 11, 2011
domingo, abril 17, 2011
Convite
Diz que recebi hoje um convite de Jesus Cristo. Foi-me entregue em mão por três testemunhas de Jeová. Que honra! :) E no entanto, declinei o convite. São tão chatinhos os testemunhas de Jeová. Mas acho que tenho que os tratar bem, porque são seres humanos convictos de que estão a cumprir um mandamento. E parece-me que se temos algo a aprender com eles é a não termos vergonha, muitos de nós, de afirmar a nossa fé.
quinta-feira, abril 14, 2011
Também vos acontece?
Quando não estou nos meus dias, basta que me toquem nalgum ponto sensível para eu explodir de tristeza e raiva. Às vezes a coisa é tão extemporânea que fico com mais raiva e vergonha de mim. E cansada, fisicamente cansada, como sempre que estou triste ou estive agitada. Parece que o meu corpo me pede que me acalme e descanse. Já aprendi que não vale a pena massacrar-me com isso depois, porque o que está feito feito está, e nem sempre tenho oportunidade de pedir desculpa. Ontem fiz uma cena dessas, e foi a primeira coisa de que me lembrei hoje quando acordei. Depois pensei para comigo, "deixa lá", virei-me para o outro lado e adormeci de novo para sonhar com férias.
Para não dizer "paz à minha alma", que por força das circunstâncias em que habitualmente se diz, é um bocado mórbido, eu desejo paz para o meu espírito e o meu coração. E agora vou fazer o jantar para levar para o trabalho.
Para não dizer "paz à minha alma", que por força das circunstâncias em que habitualmente se diz, é um bocado mórbido, eu desejo paz para o meu espírito e o meu coração. E agora vou fazer o jantar para levar para o trabalho.
quarta-feira, abril 13, 2011
terça-feira, abril 12, 2011
Feijão com arroz
Fiz o meu almoço e instalei-me para almoçar: arroz de feijão com pedacinhos de bacon refogado e um ovo escalfado. É inevitável, lembro-me sempre desta música de Chico Buarque quando como isso.
Fiz ontem um voto de simplicidade e pureza: viver com pouco e não desperdiçar recursos. Porque tenho que guardar dinheiro para as férias de Setembro, e porque creio que me fará bem ao corpo e à alma ser disciplinada. E depois porque tenho que me penitenciar, porque é praticamente imoral empanturrar-me de coisas inúteis e comida de plástico, quando à minha volta há cada vez mais gente sem nada.
Fiz ontem um voto de simplicidade e pureza: viver com pouco e não desperdiçar recursos. Porque tenho que guardar dinheiro para as férias de Setembro, e porque creio que me fará bem ao corpo e à alma ser disciplinada. E depois porque tenho que me penitenciar, porque é praticamente imoral empanturrar-me de coisas inúteis e comida de plástico, quando à minha volta há cada vez mais gente sem nada.
segunda-feira, abril 11, 2011
Das fotografias do antigamente, das tralhas inúteis e da vida.
As casas onde escolho viver têm todas uma grande tendência para a desarrumação, que eu combato de tempos a tempos. Hoje foi tempo. É tempo. As tralhas que eu acumulo, meu Deus! Coisas de que me esqueço em recantos insuspeitos, em esconderijos com que a minha casa me surpreende. Coisas que sou obrigada a concluir que não me fazem falta nenhuma, porquanto me esqueço delas durante longos períodos.
Hoje encontrei coisas antigas cheia de pó - o pó tem um certo charme, porque confere aos objectos uma aura de passado remoto que nos convida à nostalgia, e a nostalgia é poética. E fotografias. Muitas fotografias dos tempos em que não havia máquinas digitais. E cartas de amigos, e outras de pessoas que já tenho que me esforçar para saber quem foram.
Às vezes imagino que no final da minha vida Deus me mostrará, qual Teresa Guilherme no Big Brother, as cenas da minha vida, e talvez até eu conclua que nem estive assim tão mal, que o encanto das histórias dos filmes é uma questão de banda sonora. As fotografias antigas remetem-me para esse show futuro dos meus delírios. E por isso de certa forma concluo que arrumar a casa tem a sua poesia.
Enquanto arrumava a casa, abri a porta para deixar entrar o sol. Passou o vizinho do lado que se meteu com as gatas e esteve um pouco a conversar comigo. Perguntei-lhe pela esposa, que está internada em Coimbra. Nos cuidados paliativos, disse ele.
E fico a pensar na p***a da vida, no sofrimento e no fim, e sobre isto calo-me, porque não me ocorre nada de inteligente.
Hoje encontrei coisas antigas cheia de pó - o pó tem um certo charme, porque confere aos objectos uma aura de passado remoto que nos convida à nostalgia, e a nostalgia é poética. E fotografias. Muitas fotografias dos tempos em que não havia máquinas digitais. E cartas de amigos, e outras de pessoas que já tenho que me esforçar para saber quem foram.
Às vezes imagino que no final da minha vida Deus me mostrará, qual Teresa Guilherme no Big Brother, as cenas da minha vida, e talvez até eu conclua que nem estive assim tão mal, que o encanto das histórias dos filmes é uma questão de banda sonora. As fotografias antigas remetem-me para esse show futuro dos meus delírios. E por isso de certa forma concluo que arrumar a casa tem a sua poesia.
Enquanto arrumava a casa, abri a porta para deixar entrar o sol. Passou o vizinho do lado que se meteu com as gatas e esteve um pouco a conversar comigo. Perguntei-lhe pela esposa, que está internada em Coimbra. Nos cuidados paliativos, disse ele.
E fico a pensar na p***a da vida, no sofrimento e no fim, e sobre isto calo-me, porque não me ocorre nada de inteligente.
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