sábado, julho 14, 2012

À espera de Godot.

À espera de quem não vem, de quem nem sequer prometeu vir, mas também não disse que não vinha. Penso que um dia deixarei de ser assim, que vou crescendo todos os dias, e as minhas lágrimas apagam-se numa espécie de paz.

Resultados do concurso

Há dois prémios: para as duas únicas participantes. Porque gostei dos textos, e pelo interesse manifestado. Aguardem contacto, Marria e Margarida.

quarta-feira, junho 20, 2012

Quem quer continuar?


Era uma chave verde. Abria jardins inesperados, mas só nas mãos do senhor Afonso.
O senhor Afonso trazia sempre a chave consigo. De repente, no meio da confusão das ruas, ou quando precisava de sossego para pensar, o senhor Afonso sacava da chave e desaparecia.
Lá na empresa onde trabalhava diziam que ele era  um tipo muito estranho.
- Onde está o Afonso?
- Não faço ideia. Ainda agora estava aqui a falar comigo...
Poucos minutos depois, o tempo talvez de ir à casa de banho ou chegar à janela a ver se havia nuvens no céu, o senhor Afonso reaparecia.
- Onde estiveste?
- Ah, fui só ali dormir uma sesta na risca amarela do arco-íris.
Estas respostas não ajudavam nada.
Mas havia um menino de coração perfumado de violetas em flor que às vezes o senhor Afonso levava consigo. Passava pela casa onde o garoto vivia com a avó...


Isto é um jogo. Proponho que continuem esta história nos vossos blogues, ou onde entenderem, e deixem aqui nos comentários um link para eu ir ler. A história que mais me agradar (sim, sou eu o democrático júri) receberá um prémio. Uma surpresa. Quem se habilita?




ADENDA: O "concurso" termina no dia 4 de JULHO de 2012.
Porque é que não me apetece fazer coisa nenhuma de útil? Só ficar sossegadinha sossegadinha, à espera que o tempo passe, que é coisa que eu sei que ele fará?
Se eu fosse um gato enrolava-me sobre mim mesma para que o mundo me parecesse mais longe, e a cabeça  a descansar sobre a barriga para melhor proteger os meus son(h)os.
Eu queria ser um gato.

domingo, junho 17, 2012

Não tenho tido nenhuma vontade de escrever. Por muitas razões mas sobretudo porque a minha vida tem andado um emaranhado de emoções, novas e velhas, muito boas e muito más. Acho que acalmámos, eu e as emoções.

sábado, maio 12, 2012

Para as mães da minha vida.

Mãe é amor feito colo e carinho.
Mãe é por vezes uma lágrima
e muitas vezes um enorme sorriso.

Mãe - tu és a minha âncora
e as velas que me fazem navegar.
Tu és a raiz que me prende
e o vento que me impele para a luz.

quinta-feira, maio 03, 2012

Agora mesmo.

Fui ali comprar pão. E um menino pequenino, daqueles meio trôpegos que se vê que ainda mal aprenderam a caminhar, encostou-se às minhas pernas. Era suave como uma nuvem de algodão e leve como uma pétala de flor que Deus em pessoa me tivesse oferecido. Foi um instante. Mas afagou qualquer coisa muito ferida dentro do meu coração.

E quando és tu a errar (muito)?

Tenho passado um longo período a descrer dos outros, a proteger-me de quem me faz mal, ou me quer mal, e ontem descobri que tenho sido muito...