quinta-feira, junho 11, 2015

quarta-feira, junho 03, 2015

Gosto dos livros antigos, de mergulhar neles o meu distinto nariz, de aspirar aquele cheiro das páginas envelhecidas. Cheiro de memórias e de momentos distantes, nem sempre meus, os momentos ou as memórias. Os livros antigos contam histórias paralelas às dos textos. Os livros antigos cheiram a outono. E gosto.

terça-feira, junho 02, 2015

Não tenho escrito. Nem aqui, nem em papel, nem em pergaminho, nem em qualquer outro suporte. Não tenho lido. Não tenho orado. Não tenho. Vem um dia em que me sinto pouco viva, em que sinto a falta de coisas bonitas, a falta que me faz a poesia. Não falo de poesia em verso, falo dos dias que são poemas. É preciso procurar para encontrar. É preciso querer para ter. Estarei de volta?
Olá vida!

sábado, dezembro 06, 2014

Dói-me a cabeça. Muito, muito. Por mim, não ia trabalhar; enfiava-me na cama à espera que o mundo girasse um pouco mais, para ficar exactamente igual. Pois, mas se fizesse isso, eu ficaria exactamente diferente no final do mês: para pior. E para pior, cantava o outro, já basta assim.

sábado, setembro 13, 2014

O facebook não basta. Não é possível abrir a alma no facebook. Nem se deve. O blogue é mais intimista, menos apressado, mais pessoal. Ainda assim também não é aqui que posso falar do que vai cá por dentro. Este meu "cá dentro" é um mundo do tamanho cá de fora. Não consigo nem posso dizê-lo. Às vezes tenho a sensação de que me engasgo e me afundo no meio do que sinto. Sou pequena demais para mim, pequena demais para suportar e conciliar o que sou. Em certas alturas, como hoje, como agora, suplico a Deus um abraço de pai, com direito a lágrimas meninas  no tecido da Sua veste, contra o Seu peito. Eis-me à beira dos cinquenta anos, e tão precisada dum pai como um recém-nascido. Shame on me. Ou, como dizia a minha mãe antigamente, vergonha te mate. Vergonha tomate.

quinta-feira, setembro 11, 2014

Gostava de saber de que massa sou feita para a dor dos outros me doer como dói. Quem me pôs cá dentro este coração que se magoa em cada ferida daqueles que amo.

sexta-feira, setembro 05, 2014

Sim, eu sei, falamos de tudo, sem antes procurarmos compreender coisa nenhuma. Sim, eu também.

E quando és tu a errar (muito)?

Tenho passado um longo período a descrer dos outros, a proteger-me de quem me faz mal, ou me quer mal, e ontem descobri que tenho sido muito...