Eu perco todos os papéis importantes e guardo todos os que não servem para nada. E tenho a lata de estranhar quando não sei onde pûs tal e tal coisa de que precisava.
Mil e tantas vezes prometo mudar, mil e tantas vezes tento afincadamente, mil e tantas desisto. Eu sou uma mil e tante...
segunda-feira, julho 31, 2006
sábado, julho 29, 2006
De volta
da terrinha dos meus pais, descubro festa e ranchos folclóricos na minha. Sento-me confortavelmente, em frente ao computador, enrolada num vestido chinês vêlde (tlês eulos e meio), que hoje comprei para andar em casa, cansada que estou de pingar, salpicar e estragar a minha roupa.
Hoje foi um dia cansativo, um cansativo dia de folga, um dia muito bom.
Agora a gata Nuvem corre atrás e à frente da gata Julie, escondem-se nos armários e nos sacos de plástico, desfazem-me a paciência... Gosto tanto delas! :)
Hoje o dia foi longo. Cheio de reencontros.
Os emigrantes estão de férias, e agora os emigrantes não são só pessoas da idade dos meus pais. Agora os emigrantes são ex-colegas, vizinhos, amigos da minha infância e adolescência, com quem partilhei risos e tropelias e zangas.
- Estás com quantos anos? - pergunta-me o Carlos.
E quando lhe digo "quarenta", desce sobre mim a consciência do quatro e do zero, de irrevogavelmente ser adulta e ter pelo menos tanto passado quanto futuro. Talvez mais passado.
Reencontrei hoje, também, a I., uma amiga mais velha. Ela é parte daquele universo de amigos que se sabe que existem e estão e estarão lá, e até podem ver-se poucas vezes. Ela é mãe duma menina deficiente. Uma menina com quinze anos que não anda nem fala, que é a luz dos olhos da minha amiga I., e que faz os olhos dela ficarem brilhantes de amor e lágrimas. A C., a menina, é que me ensinou que amar uma criança deficiente é simplesmente amar uma criança.
Depois a Lena, exactamente a minha idade, vivemos uma com a outra metade das nossas vidas. Sempre um prazer reencontrá-la, sempre de alguma maneira o espanto por se escolherem caminhos tão distintos, e todos estarem certos.
E mais mimos, no final do dia: a luz dourada do céu a dar às árvores um ar de coisas de postal. E uma paragem para olhar o mar, na Costa de Lavos, virada para a Figueira da Foz. Final de dia. Luz, névoa, espuma. Podia ser uma paisagem de neve, e as luzes das casas ao longe um presépio inesperado. Lindo!
Lindo o meu dia!
Hoje foi um dia cansativo, um cansativo dia de folga, um dia muito bom.
Agora a gata Nuvem corre atrás e à frente da gata Julie, escondem-se nos armários e nos sacos de plástico, desfazem-me a paciência... Gosto tanto delas! :)
Hoje o dia foi longo. Cheio de reencontros.
Os emigrantes estão de férias, e agora os emigrantes não são só pessoas da idade dos meus pais. Agora os emigrantes são ex-colegas, vizinhos, amigos da minha infância e adolescência, com quem partilhei risos e tropelias e zangas.
- Estás com quantos anos? - pergunta-me o Carlos.
E quando lhe digo "quarenta", desce sobre mim a consciência do quatro e do zero, de irrevogavelmente ser adulta e ter pelo menos tanto passado quanto futuro. Talvez mais passado.
Reencontrei hoje, também, a I., uma amiga mais velha. Ela é parte daquele universo de amigos que se sabe que existem e estão e estarão lá, e até podem ver-se poucas vezes. Ela é mãe duma menina deficiente. Uma menina com quinze anos que não anda nem fala, que é a luz dos olhos da minha amiga I., e que faz os olhos dela ficarem brilhantes de amor e lágrimas. A C., a menina, é que me ensinou que amar uma criança deficiente é simplesmente amar uma criança.
Depois a Lena, exactamente a minha idade, vivemos uma com a outra metade das nossas vidas. Sempre um prazer reencontrá-la, sempre de alguma maneira o espanto por se escolherem caminhos tão distintos, e todos estarem certos.
E mais mimos, no final do dia: a luz dourada do céu a dar às árvores um ar de coisas de postal. E uma paragem para olhar o mar, na Costa de Lavos, virada para a Figueira da Foz. Final de dia. Luz, névoa, espuma. Podia ser uma paisagem de neve, e as luzes das casas ao longe um presépio inesperado. Lindo!
Lindo o meu dia!
quarta-feira, julho 26, 2006
Um problema difícil
Estava eu na minha absoluta e tranquila pacatez, quando me telefona um ilustre desconhecido a informar que ganhei quatro dias e três noites de alojamento num hotel (?), num de três lugares à minha escolha: Rio de Janeiro, Ilhas Canárias, Algarve.
Ãã??!
E digo que não senhor, muito obrigada, que não quero comprar nada.
Diz-me o ilustre desconhecido que não há nada para comprar, e que queira dirigir-me a um hotel próximo, para apenas levantar o voucher de estadia. Soa bem, "voucher"... Ah! e que tenho um ano para gozar a estadia.
Então, de voucher na mão, vai-se o meu pouco entusiasmo.
Ajudem-me a resolver este problema:
Tenho um ano a contar de hoje para usufruir da estadia, sendo que devo gozar destas espantásticas férias no período compreendido 30 de Outubro e 30 de Março, exceptuando-se os períodos de Fim de Ano, Carnaval e Páscoa.
Devo enviar este voucher num máximo de 30 dias após a data da recepção e um mínimo de sessenta dias antes da data pretendida para utilização, sob pena de caducar.
É impressão minha, estão a gozar com a minha cara, ou têm um calendário que inclui as famosas calendas gregas?
Vou fazer um aviãozinho de papel com o queridíssimo voucher. E vou voar até sei lá onde, e instalar-me nos simpáticos apart hotéis da minha imaginação.
Adenda: Bem, quando escrevi este artigo tinha bloqueada uma importante zona do meu cérebro. Mas se quiserem perceber o meu raciocínio, que até era engraçado, encalhem na palavra "mínimo" e substituam-na por "máximo".
Portanto, onde se lê "Devo enviar este voucher num máximo de 30 dias após a data da recepção e um mínimo de sessenta dias antes da data pretendida para utilização, sob pena de caducar." leia-se "Devo enviar este voucher num máximo de 30 dias após a data da recepção e um MÁXIMO de sessenta dias antes da data pretendida para utilização, sob pena de caducar."
Tudo assim explicadinho a cores percebem a minha confusão?
Ai que o mê cérebro está a pifar!!!
Ãã??!
E digo que não senhor, muito obrigada, que não quero comprar nada.
Diz-me o ilustre desconhecido que não há nada para comprar, e que queira dirigir-me a um hotel próximo, para apenas levantar o voucher de estadia. Soa bem, "voucher"... Ah! e que tenho um ano para gozar a estadia.
Então, de voucher na mão, vai-se o meu pouco entusiasmo.
Ajudem-me a resolver este problema:
Tenho um ano a contar de hoje para usufruir da estadia, sendo que devo gozar destas espantásticas férias no período compreendido 30 de Outubro e 30 de Março, exceptuando-se os períodos de Fim de Ano, Carnaval e Páscoa.
Devo enviar este voucher num máximo de 30 dias após a data da recepção e um mínimo de sessenta dias antes da data pretendida para utilização, sob pena de caducar.
É impressão minha, estão a gozar com a minha cara, ou têm um calendário que inclui as famosas calendas gregas?
Vou fazer um aviãozinho de papel com o queridíssimo voucher. E vou voar até sei lá onde, e instalar-me nos simpáticos apart hotéis da minha imaginação.
Adenda: Bem, quando escrevi este artigo tinha bloqueada uma importante zona do meu cérebro. Mas se quiserem perceber o meu raciocínio, que até era engraçado, encalhem na palavra "mínimo" e substituam-na por "máximo".
Portanto, onde se lê "Devo enviar este voucher num máximo de 30 dias após a data da recepção e um mínimo de sessenta dias antes da data pretendida para utilização, sob pena de caducar." leia-se "Devo enviar este voucher num máximo de 30 dias após a data da recepção e um MÁXIMO de sessenta dias antes da data pretendida para utilização, sob pena de caducar."
Tudo assim explicadinho a cores percebem a minha confusão?
Ai que o mê cérebro está a pifar!!!
terça-feira, julho 25, 2006
Saudades
Saudades de estar aqui. Saudades de vos escrever e ler. Por ora, muito cansaço e dores de estômago.
Eu volto.
Eu volto.
sexta-feira, julho 21, 2006
E crio-as eu com tanto amor!!

A pequena convenceu-se que era filha da grande.
A grande convenceu-se que era mãe da pequena.
Tão firmes foram nas suas convicções, e tanto a pequena mamou em seco, que agora a grande tem leite. E dores também tem, que eu percebo. Claro que a vou levar ao veterinário, mas hoje já tive uma conversa séria com elas.
Assim:
- Duma vez por todas, Julie! Tu vieste pequenina para cá. Nunca conheceste gato. És virgem, não podes ser mãe!
E tu, Nuvem, eras uma pobre bastarda que eu recolhi e alimentei com leite maternizado, a biberão, enquanto precisaste. Gratidão, já ouviste falar?! Faz-me lá o favor de me ser grata e de deixar em paz a gata Julie. Tens ali comida e água, estás a ver? Quem foi buscar? A dona, claro! EU!!! PERCEBERAM BEM?!
"Não é hora de contar os mortos"
Via tv, chegam-me ecos do que se passa em Israel e no Líbano. Não sei quem proferiu esta assustadora frase: "Estamos em guerra. Não é hora de contar os mortos."
As minhas perguntas não as faço. Desfaço-as.
Não é hora de compreender.
As minhas perguntas não as faço. Desfaço-as.
Não é hora de compreender.
TOU-ME A PASSAR!!!
Quem é que veio aqui descarregar comentários ultra-simpáticos inadequados, descontextualizados, em inglês?
Agora gramem aí com a word verification!
Que coisa mais chata!
(Desculpem o incómodo, mas não quero a minha caixa de comentários cheia de desconhecidos sem criatividade nem oportunidade!)
Agora gramem aí com a word verification!
Que coisa mais chata!
(Desculpem o incómodo, mas não quero a minha caixa de comentários cheia de desconhecidos sem criatividade nem oportunidade!)
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