quinta-feira, agosto 24, 2006

Querido Bromalex,

pequenino e simpático comprimido cor de rosa, que todas as noites me deitas para dormir, e emprestas cor aos meus sonhos, sê rapidinho hoje, por favor, que, mau grado a vida de coruja que tenho levado nos últimos dias, amanhã (ou melhor, logo) tenho que me levantar cedo.

Muito obrigada.

(E boa noite também para ti; espero que o meu estômago te seja uma caminha confortável. Xuac xuac)

quarta-feira, agosto 23, 2006

O abandono e a velhice, ou só o abandono


(A foto está torta, mas não me interessa. Também não sei endireitá-la, é verdade.)

Uma casa abandonada, velha, vidros partidos, quintal em desalinho, consegue assustar-me se me detenho a olhá-la.
É assim com as casas, é assim com as pessoas.
A casa não sabe cuidar de si própria. Abandonada, abandona-se. A quantos de nós não aconteceu, ou não acontecerá o mesmo?
Quando as pernas fraquejarem, quando o corpo quiser apenas deitar-se, quando o espírito deixar de fazer perguntas e procurar respostas, quando deixarmos de ler, nos olhos dos outros e na vida, o amor...
Mas não tem que acontecer assim, pois não?

terça-feira, agosto 22, 2006

Apenas datas

Há doze anos eu perdia um irmão, um amigo, uma parte do meu coração.
Mas na verdade nunca o perdi.
Só sinto a falta de poder abraçá-lo ("Pareces filha da Maria do Amparo ", dizia ele quando eu lhe punha a mão sobre o ombro e me "amparava" nele), de poder respirar a paz com que ele via as coisas.
O tempo, os dias, as datas, só se contam deste lado da vida.
Até breve e até sempre. Ninguém te esqueceu. Vives connosco.

segunda-feira, agosto 21, 2006

Duas da manhã

Estrondo. Dona desmazelada que deixa a roupa estendida a secar muito tempo depois de ela estar seca. E acrescenta por cima do estendal um lençol dobrado. Gatas regaladas. Maravilha. Felina trapezista. Grande e espectacular salto de cima do computador para cima do estendal! Vá, Julie, força, outra vez! Mais outra! (Desculpa se não te aplaudo, gata linda, é muito tarde...) E agora um triplo salto mortal!! Mortal para o estendal que foi ao chão com roupa e gata. Enquanto eu arrumo finalmente a roupa, D. Julie instala-se na minha cadeira, frente ao computador, e parece zangada.
Felizmente o blog é meu e ela ainda não sabe escrever.

domingo, agosto 20, 2006

Era uma vez uma Nuvem que comeu um iogurte

... e choveu iogurte líquido com sabor a tutti-frutti.

Não, não foi bem assim. Foi a minha pequena gata marada, de nome Nuvem, que comeu o meu iogurte de tutti-frutti. Isso faz-se? A ver se ela gostava que eu fosse comer a ração dela...
Não há respeito, já não há respeito!

(Mas porquê, antes havia?)

sábado, agosto 19, 2006

A partir do perdão, recomeçar


Perdoar é tão difícil como necessário. Não um perdão superficial, tipo "perdoo-lhe porque não sou de guardar rancores, mas ele que não me apareça à frente!" :) (As pessoas que "perdoam" assim, acham mesmo que isto faz sentido)...
Falo do perdão de quando temos que ir ao fundo das nossas feridas e apagá-las. O perdão de quando se reconhece que também nós somos necessitados dele. O perdão que dói, e que não se consegue ao primeiro sopro de brisa. Só esse perdão nos limpa, só esse nos faz caminhar e nos liberta do passado.
Estou longe de o conseguir, em muitas áreas da minha vida, mas cada vez mais lhe reconheço o valor, cada vez mais anseio pela paz que vem depois.

quinta-feira, agosto 17, 2006

E quando és tu a errar (muito)?

Tenho passado um longo período a descrer dos outros, a proteger-me de quem me faz mal, ou me quer mal, e ontem descobri que tenho sido muito...