Mas a este, confesso, achei alguma graça. Reza assim:
sábado, setembro 30, 2006
PROFESSOR BLY
Mas a este, confesso, achei alguma graça. Reza assim:
quinta-feira, setembro 28, 2006
Arejar um pouco a conversa
Hoje não estou nos meus dias, foi dia de formação, estou cansada e ainda por cima com dor de barriga, mas amanhã penso estar melhor. E espero.
O que vinha aqui contar, só visto é que tem graça: a minha gatinha pequena (de nome Nuvem) a tentar apanhar com a pata a água que corria na torneira do lavatório. Que se passará nas cabecinhas pensantes daqueles animais ditos irracionais?
quarta-feira, setembro 27, 2006
Muito me contam!
Bom, pergunto eu, qual dos dois terá maior concentração de ácido butírico?
E se é certo que um queijo pode "tornar-se vómito" (isto é, vomitar-se), penso que dificilmente dum vómito se pode fazer um queijo.
LOL
Não estão a sentir-se assim um pouco indispostos?
É do ácido butírico...
terça-feira, setembro 26, 2006
Mimenina
Lembro-me de não ter medo nenhum do escuro, e de ser apontada como exemplo ao meu irmão.
Em contrapartida, tinha um medo terrível das trovoadas. Escondia-me debaixo da cama e ninguém me arrancava de lá. Lembro-me perfeitamente de me parecer, nesses dias, que o tecto do meu quarto tombava para o meu lado. Em qualquer dos lados para que eu me dirigisse. E por isso, debaixo da cama sentia-me melhor. E o meu irmão mostrou-me uma vez um pára-raios que havia na parte de trás da casa, e disse-me que aquilo impedia o raio de cair na casa. Em boa verdade, não confiei muito naquele aramezito...
Lembro-me de ir visitar a minha avó:
- Que querem vocês, meninos? - perguntava ela.
- Não é preciso nada, avó.
- Não é preciso, é pra quem morre...
Coitadinha da minha avó, que me dava bolachas de água e sal (ela era diabética) e eu escondia-as todas atrás duma sardinheira que havia encostada à parede. Não gostava mesmo daquilo...
E lembro-me de ir para cima do telhado da casa da minha outra avó, apanhar arroz-dos-telhados. Quem sabe o que é arroz-dos-telhados? Não, não se come... é uma planta que nasce nos telhados velhos e tem uns bagos verdes que parecem arroz, excepto na cor. Servia para brincarmos às cozinheiras.
E as camarinhas nas dunas, à beira mar?
E lembro-me de achar que as janelas das casas se pareciam com quem lá vivia. Eu olhava para o "rosto" das janelas e via-lhes traços do rosto dos donos ...
E na missa? Quando o padre dizia "Eis o mistério da fé" os fiéis, que estavam de joelhos, levantavam-se. Então eu achava que o padre se enganava, e ficava sempre à espera de o ouvir dizer a coisa correcta: "Eis o mistério de pé!"
E hoje estou aqui a lembrar-me disto, e já devia estar a dormir...
segunda-feira, setembro 25, 2006
O amor, a amizade, a solidão e as vacas

As vacas
(imagem tirada daqui) estão para disfarçar, e por causa dum filme qualquer que me lembro de ter passado nos cinemas com um título parecido.
Então é assim: hoje estou cansada. E quando estou cansada fico carente. Fica a apetecer-me um abraço, colinho, mimo, nem sei bem o quê. Quando estou muito cansada, fico com pena de mim própria, que vivo sozinha e não tenho ninguém que me ame, coitadinhazinha! O que não é, nem de longe nem de perto, verdade. Quer dizer: vivo sozinha, sim. Mas tenho um coração cheio de amigos; o amor incondicional dos meus pais; uma ligação fortíssima, visceral, direi, aos meus irmãos; um amor quase impossível aos meus sobrinhos. Estou super-povoada, portanto!
E no entanto, em dias como hoje, sinto-me só.
Hoje, no decurso do meu dia cansativo, uma mulher disse: "Nós sem os homens não somos ninguém!". Saltei na minha cadeirinha e perguntei: "Quem disse?!". Toda a gente olhou para mim e riu, que eu sou a contestatária de sempre, a feminista de sempre (serei feminista?), a defensora dos frascos e dos comprimidos (fracos e oprimidos).
E, caramba, gosto de mim. Sim, gosto. Porque sou íntegra e autêntica, e não vivo segundo os padrões dos outros, se não forem os meus. Orgulho-me de mim. E nem sei se isto me fica bem, e nem sequer me importo. Não, não sou vaidosa. Agarro-me ao que tenho, às minhas convicções, ao pé firme que sabe para onde não quer ir... e já fiz algumas incursões por onde não queria, sim... :)
Acho até que só esta força, e a fé em Deus, e o amor aos meus muitos amores, me ajuda a superar as minhas fases depressivas, que são relativamente frequentes, e às vezes bem fundas.
Ontem conversava eu com uma amiga no MSN, e fiquei com muita vontade de lhe dizer o quanto gosto dela. Porque - embora eu seja muito afectiva e verbalize bastante os meus sentimentos - às vezes acho que pecamos por não dizer. Porque podia fazer diferença. Porque um dia perdemos as pessoas, ou elas perdem-nos...
Pensava eu ontem o quanto gostava dessa minha amiga e porquê. Porque ela, uns vinte anos de mais vida vivida do que eu, corrige-me muitas vezes, faz-me às vezes reflectir que não tenho razão no que penso ou no que sinto, mas eu percebo que ela gosta de mim, mesmo quando estamos em total desacordo. Acho que só os amigos AMIGOS conseguem essa proeza.
Confesso que não gosto muito de críticas. Nem mesmo das chamadas construtivas, porque sempre destroem antes de construirem. Defeito meu, provavelmente. Eu acho que só quem me ama tem o direito de me criticar. Os outros podem sugerir diferente. Sugerir não é criticar.
E eu sei que esta opinião sobre as críticas é discutível. E até sei que em certo ponto nem eu concordo comigo.
Mas pronto. Este texto comprido e quiçá desconexo, teve o condão de afastar os meus pensamentos da auto-comiseração e da solidão.
O meu bem haja a este texto.
E os parabéns a quem conseguiu lê-lo.
domingo, setembro 24, 2006
Como uma amiga me vê
Coração de manteiga
Cabeça de coco duro - mas com muito sumo.
Sim, senti-me perfeitamente retratada... :)
Febre?
Alguém tem um termómetro que me empreste?
E quando és tu a errar (muito)?
Tenho passado um longo período a descrer dos outros, a proteger-me de quem me faz mal, ou me quer mal, e ontem descobri que tenho sido muito...
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