...de querer que me digam, claramente dito, que faço falta, que sou importante.
De ter 14 anos e fazer amanhã 41.
Era do que falaria, se não tivesse mais que fazer.
quarta-feira, março 07, 2007
segunda-feira, março 05, 2007
Olhar
É preciso prestar muita atenção às coisas, concluo eu. E é uma conclusão cheia de reticências, porque acho que a vida só me permite concluir no fim, e não me avisa quando é o fim. A vida é inconclusiva, eu diria...
Se presto atenção, vêm ter comigo a beleza das coisas e a sede dos outros, como eu sequiosos da beleza das coisas.
Se presto atenção, sinto-me viva, e sinto-me útil.
Se me distraio, adormeço. E o sono, quando ando de olhos abertos a fingir-me acordada, é terrível.
Se presto atenção, vêm ter comigo a beleza das coisas e a sede dos outros, como eu sequiosos da beleza das coisas.
Se presto atenção, sinto-me viva, e sinto-me útil.
Se me distraio, adormeço. E o sono, quando ando de olhos abertos a fingir-me acordada, é terrível.
sexta-feira, março 02, 2007
Coisas tontas que me fazem rir muito
Dois galgos a correr atrás de um táxi.
E quando chegam perto, diz um para o outro:
- Vês? Eu não te disse que era "LIVRE", não era "LEBRE"?
E quando chegam perto, diz um para o outro:
- Vês? Eu não te disse que era "LIVRE", não era "LEBRE"?
quinta-feira, março 01, 2007
Desabafo em dó maior
Não atinjo qual seja a razão, mas seguramente que os bêbedos simpatizam comigo. E todos, todos, me dizem "estou muito bêbedo".
Há muitos anos, era eu uma alegre teenager, um bêbedo que me conheceu numa viagem de comboio, ofereceu-me uma caneta Parker. Começou aí a minha carreira como confidente e apoiante de seres alcoolizados.
Eles espreitam, a cada esquina, conheçam-me ou não, e eu não sou capaz de os abandonar.
Hoje tive uma conversa absolutamente surrealista (e estúpida) com um:
- Porque é que o senhor bebe assim?
- Para esquecer.
- Esquecer o quê? Já se esqueceu, se calhar...
- Pois, esquecer o que passei. Não tenho mãe nem pai...
Não. Não tenho simpatia por bêbedos. Arrepia-me o cheiro a álcool. Pergunto-me sempre o que os leva a chegar àquilo.
Mas são seres humanos, não posso deixar de lhes estender a mão, ampará-los até porto seguro, se for caso disso.
Uma vez na Madeira vi um homem morto na berma da estrada. Tinha caído, durante a noite, e ali ficara. De manhã, já lá estava o lençol branco, a polícia... E eu passei, naquele dia como nos outros, a caminho da escola. Na verdade, dessa vez não soube o que se passou. Disse-se por lá que esse homem andava às vezes bêbedo pelos caminhos.
Eu não queria que as pessoas perdessem (ou jogassem fora) a dignidade que têm. Sei que há mil maneiras de a perder, essa tal dignidade, e muitas vezes de forma mais inocente.
Às vezes também tenho medo do meu futuro, do que posso viver, da valeta, e de que ninguém me estenda a mão.
Há muitos anos, era eu uma alegre teenager, um bêbedo que me conheceu numa viagem de comboio, ofereceu-me uma caneta Parker. Começou aí a minha carreira como confidente e apoiante de seres alcoolizados.
Eles espreitam, a cada esquina, conheçam-me ou não, e eu não sou capaz de os abandonar.
Hoje tive uma conversa absolutamente surrealista (e estúpida) com um:
- Porque é que o senhor bebe assim?
- Para esquecer.
- Esquecer o quê? Já se esqueceu, se calhar...
- Pois, esquecer o que passei. Não tenho mãe nem pai...
Não. Não tenho simpatia por bêbedos. Arrepia-me o cheiro a álcool. Pergunto-me sempre o que os leva a chegar àquilo.
Mas são seres humanos, não posso deixar de lhes estender a mão, ampará-los até porto seguro, se for caso disso.
Uma vez na Madeira vi um homem morto na berma da estrada. Tinha caído, durante a noite, e ali ficara. De manhã, já lá estava o lençol branco, a polícia... E eu passei, naquele dia como nos outros, a caminho da escola. Na verdade, dessa vez não soube o que se passou. Disse-se por lá que esse homem andava às vezes bêbedo pelos caminhos.
Eu não queria que as pessoas perdessem (ou jogassem fora) a dignidade que têm. Sei que há mil maneiras de a perder, essa tal dignidade, e muitas vezes de forma mais inocente.
Às vezes também tenho medo do meu futuro, do que posso viver, da valeta, e de que ninguém me estenda a mão.
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Deixa lá
"Deixa lá, filha, que esta vida é um mar de lágrimas!" - isto me dizia a minha mãe quando me via triste. E eu, adolescente, a pensar que mais me alegrava a minha tristeza que aquele consolo.
Muito mais tarde vieram os Trovante, e cantavam "deixa lá, não ligues a coisas de nada / não faças da vida enxada / a cavar em terra dura". E para mim, já fazia sentido.
E faz.
E eu luto.
(E pergunto-me, a mãos com as palavras, o que terá a luta a ver com o luto?)
Menos sentido me faz a minha tristeza quando é feita de nada, um leve rumor de alma, um lugar fundo cheio de cinzento a resistir às outras cores.
Caraças!! Eu vou mas é encher a barriga de legumes, que são ricos em serotonina. Obrigada por mo ensinares, Papel Químico!
(Ora vejam: afinal o que me falta são tomates e bananas, mais o tal triptofano! Quem diria!)
Muito mais tarde vieram os Trovante, e cantavam "deixa lá, não ligues a coisas de nada / não faças da vida enxada / a cavar em terra dura". E para mim, já fazia sentido.
E faz.
E eu luto.
(E pergunto-me, a mãos com as palavras, o que terá a luta a ver com o luto?)
Menos sentido me faz a minha tristeza quando é feita de nada, um leve rumor de alma, um lugar fundo cheio de cinzento a resistir às outras cores.
Caraças!! Eu vou mas é encher a barriga de legumes, que são ricos em serotonina. Obrigada por mo ensinares, Papel Químico!
(Ora vejam: afinal o que me falta são tomates e bananas, mais o tal triptofano! Quem diria!)
É assim que me sinto...

como a mãe Simpson, quando saio do cabeleireiro. À conta deste desabafo, vai mais espuma, e mais cera, e menos cinco euros na conta. Para a próxima calo-me, e venho para casa lavar o cabelo e secá-lo à minha maneira.
Não, não pintei o cabelo de azul!
Imagem daqui
O clube dos sete
A Vilma desafiou-me a responder a umas questões que circulam por aí, de blogue em blogue. Aqui vai:
7 coisas que faço com gosto
- Escrever neste blogue
- Escrever
- Viajar (assim houvesse meios...)
- Brincar com os meus sobrinhos
- Conversar muuuuito com os amigos (sinto tanta falta!)
- Comer
- Dormir
7 coisas que não posso ou não sei fazer
- Não sei saltar à corda.
- Não sei fazer bolas com pastilha elástica.
- Não sei assobiar (só me saem sopros, a maior parte das vezes).
- Não sei estalar os dedos.
- Não sei cantar (mas canto!)
- Não sei desenhar nada de jeito.
- Não sei fazer milagres (e como eu gostava!)
7 coisas que me atraem no sexo oposto
- Atrai-me o sexo oposto, em primeiro lugar. :)
- Força, protecção, amor (junto na mesma alínea todas as minhas ilusões)
- Inteligência
- Sensibilidade
- não sei
- não faço ideia
- não me ocorre mais nada... :)
7 coisas que eu digo
- "Até à próstata!"
- "Beijinhos, abraços e palhaços"
- "bardamerda" (digo, pronto!)
- "pior a ementa que o cianeto"
- "Desculpa..."
- "Ora essa!"
- "Posso ajudar?" (por incumbência da profissão)
Nomeia 7 pessoas para serem celebridades
- Eu
- nomear
- sete
- pessoas
- para
- serem
- celebridades????!!! (Mas quem sou eu para tamanha responsabilidade?!...)
Não passo desafio a 7 pessoas. A pessoa nenhuma. Mas devia.
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