é que sabe viver: mia à porta pela manhã quando desço para tomar o pequeno almoço. "Dona, deixa-me ir à rua." Se não lhe ligo e venho dormir um pouco mais, aproveita e faz o mesmo. Depois abro-lhe a porta e ela vai à vida dela. Se se arrepende antes de eu ter saído de casa, volta para trás e pede que lhe abra de novo a porta. Se lhe aprouver fica na rua. Acho que sabe exactamente a que horas eu chego, venha eu de carro, a pé, de bicicleta, o que seja. Não preciso realmente de me preocupar com ela. Foi esterilizada novinha e é, digamos, uma gata decidida, que se move à vontade na cidade, que se afasta dos perigos e sabe o que quer. Aliás, ela bem conhece os perigos: já caiu dum terceiro andar e partiu um vidro a uma carrinha, já foi atropelada e voltou a casa após quatro dias e quatro noites, já se deixou morder numa luta de gatos e ganhou um abcesso na cauda. Do atropelamento ficou-lhe uma imagem de marca, tem apenas meia orelha do lado direito.
Mima-me e deixa-se mimar apenas o suficiente para assegurar que junto de mim encontrará sempre lar e aconchego.
Independente, serena e altiva como só ela.
Numa próxima vida quero ser sábia como esta minha gata. E ter a sorte de ter quem cuide de mim como eu cuido dela. Claro, dispenso os atropelamentos e as quedas.
segunda-feira, maio 31, 2010
sexta-feira, maio 28, 2010
Que se lixe!
Eis que acordei hoje com este belo pensamento: que se lixe!
O blogue é meu, o espaço é meu, também o que aqui escrevo de mim é meu, e não tenho porque escondê-lo ou abafá-lo. Continuarei por aqui.
Há joio entre o trigo deste meu campo, mas a verdade é que há joio por aí, e não vamos deixar de ser trigo!
O blogue é meu, o espaço é meu, também o que aqui escrevo de mim é meu, e não tenho porque escondê-lo ou abafá-lo. Continuarei por aqui.
Há joio entre o trigo deste meu campo, mas a verdade é que há joio por aí, e não vamos deixar de ser trigo!
quinta-feira, maio 27, 2010
quarta-feira, maio 26, 2010
domingo, maio 23, 2010
O facebook
mostrou-me o rosto de amigos que já não via há cerca de vinte anos, e sobre alguns detive-me a pensar em como estão diferentes... mais velhos, pronto. E depois olho para o espelho, e reparo que os anos, esses vinte, deixaram no meu rosto e no meu corpo marcas semelhantes, mais ruga menos ruga, mais flacidez ou menos, uma variz aqui ou umas mancha de pigmentação além. Não tenho mesmo a noção de que não sou uma menina.
Diz-se que só os corpos envelhecem. E eu acho que é verdade.
Diz-se que só os corpos envelhecem. E eu acho que é verdade.
sábado, maio 22, 2010
O meu pensamento mais profundo do dia de hoje
Se viajar de comboio é tão cansativo para mim, imagine-se para o comboio!
(não consigo deixar de sorrir com este humor meio infantil que conservo...)
(não consigo deixar de sorrir com este humor meio infantil que conservo...)
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