terça-feira, novembro 29, 2011

Quarenta e cinco anos, Dulce, vê bem! Quarenta e cinco anos e esse coração adolescente. Devia ser proibido a gente não se tornar de facto adulta. Devia ser proibido chorar aos quarenta e cinco anos as lágrimas que devíamos ter chorado aos quinze. Um, dois, três, acabou o prazo. Não quiseste viver isto, não viveste, deixaste passar a tua oportunidade. Mas não, caramba, ficou tudo à minha espera! Tudo!

sábado, novembro 12, 2011

O outono está bonito, aqui pela cidade... As árvores balançando com o vento ao som de uma música imaginária, o chão dos jardins atapetado de folhas vermelhas, o tempo suave... Dá gosto passear devagar por aí. Malheureusement também me dói a cabeça, e para onde vou, para onde vou? Trabalhar num centro comercial, pois claro...

quarta-feira, novembro 09, 2011

O Beato Salu.

http://www.facebook.com/salubeato?sk=wall

Hoje encontrei na net uma página dele. Fiquei contente como se o tivesse reencontrado! Uma personagem dos meus tempos de estudante em Évora, com quem nunca troquei mais do que um cumprimento e um sorriso, e que contudo me marcou tanto que, vinte anos depois, me alegra ver a sua fotografia!

terça-feira, novembro 08, 2011

Finalmente de regresso a alguma paz. A chuva já me refresca e o sol já me sorri. Há castanhas assadas e gargalhadas boas, se bem que eu nunca deixei de rir, nos intervalos das lágrimas, mesmo quando estava triste. Estou de regresso a mim, e tinha saudades.

sábado, outubro 22, 2011

Não tenho escrito. Não me tem apetecido escrever. Época de balanço. Dentro de mim e com poucas palavras.

segunda-feira, outubro 10, 2011

Porque será que sonho tantas vezes que não acabei o curso, que não tenho bilhete de identidade porque nunca fui tirá-lo, que me aparecem multas impagáveis para pagar por coisas absurdamente fáceis que deixei de fazer por desleixo, preguiça, vocação para adiar?

Talvez a minha consciência a gritar comigo quando, por estar a dormir, não posso gritar com ela...

sábado, outubro 01, 2011

Da amizade, de mim.

Nas férias passadas, numa daquelas conversas de fim de tarde, enquanto se partiam e se comiam pinhões, a Paula disse-me:
- Tu tens sorte. Tens muitas pessoas que gostam muito de ti.
Tenho. É um facto. Muitos e bons amigos.
Mas não acho que seja sorte. Há sempre quem nos devolva o que damos e eu sempre me dei muito. Porque sou naturalmente afectuosa e carente de afecto. (Uma qualidade e um defeito que são apenas as duas faces da mesma moeda...)
Às vezes sou também muito má. E já várias pessoas me disseram que me perdoam coisas que não perdoariam a mais ninguém... Eu tenho a presunção de me lembrar daquela frase do evangelho: "Porque muito amou, muito lhe será perdoado".
Sou muito grata aos que me amam, e à vida.

E quando és tu a errar (muito)?

Tenho passado um longo período a descrer dos outros, a proteger-me de quem me faz mal, ou me quer mal, e ontem descobri que tenho sido muito...