quarta-feira, agosto 22, 2012

Dezoito anos sem ti. E a certeza de que nunca te esqueceremos. Talvez nem depois da nossa morte.

domingo, agosto 19, 2012

O escaranovo

O escaravelho nasceu, olhou-se no espelho dos olhos da sua mãe e perguntou:
- Quem sou eu, mamã?
- Quem és, na tua essência, descobrirás mais tarde. Por agora basta-te saber que és um escaravelho.
O escaravelho, que sabia por instinto as palavras todas e o seu significado, achou aquilo muito injusto. Acabara de nascer e já se chamava velho? Escara velho?
- Não, mãe, desculpa lá, eu vou ser um escaranovo. Aliás, só o corpo escarenvelhece. No fundo de mim vou ser sempre um escaranovo.

- Ok, fica combinado. Assim respondeu a mãe que, cheia de dores do pós-parto, se achava  com pouca paciência para filosofias baratas. Baratas não, escaravelhas.

terça-feira, agosto 14, 2012

Perplexidades

Sempre fiquei confusa quando as pessoas simplesmente desaparecem da minha vida, dum momento para o outro, sem que eu me lembre de lhes ter feito mal algum, e sem explicação alguma. Alguma razão terão... Mas não me parece que seja a forma mais correcta de proceder.

quinta-feira, julho 26, 2012

Crescer

Nos últimos meses mudei tanto, mas tanto! Tanto como não mudei em anos. E foram mudanças muito positivas. Cresci muito, estou mais descontraída e mais feliz. Mais em paz comigo própria. Outros disseram de mim coisas maravilhosas, e repetiram, e eram muitos a dizer, a minha auto-estima cresceu imenso. E o medo abrandou. Sou bem mais feliz. Sei que as coisas nunca são para sempre e haverá ainda períodos negros para passar, mas por agora é aproveitar, fregueses, que a cigana está louca!

sexta-feira, julho 20, 2012

Que bom!

Hoje foi um dia tão tranquilo que dou por mim e já é meia noite, já tenho que me deitar, sob pena de amanhã no trabalho andar intratável. Dormi uma sesta, fui tranquilamente fazer compras e ao fim da tarde estendi-me na praia a receber na pele beijinhos de sol e a encher os ouvidos de mar. Com tão pouco sou tão feliz! E acho que a infelicidade é precisamente obrigarem-me a afastar-me das coisas pequenas e simples como beijinhos de sol. Quem me obriga? A vida, claro. Ou talvez o contrário dela, que não é necessariamente a morte.

quarta-feira, julho 18, 2012

Oração

A minha oração:
- Deus, manda uns soporíferos na água da chuva. Põe-nos todos a dormir por sete dias e reconstrói o mundo. Isto está a precisar de reparação total.
Acorda-nos só quando tudo estiver limpinho e fresco, e, como dizia a outra, suspende a democracia por algum tempo. Isto é: esquece lá essa coisa do livre arbítrio até achares que o merecemos.
Obrigada. 
Assina a tua filha que gostava de saber amar-Te mais.

sábado, julho 14, 2012

À espera de Godot.

À espera de quem não vem, de quem nem sequer prometeu vir, mas também não disse que não vinha. Penso que um dia deixarei de ser assim, que vou crescendo todos os dias, e as minhas lágrimas apagam-se numa espécie de paz.

E quando és tu a errar (muito)?

Tenho passado um longo período a descrer dos outros, a proteger-me de quem me faz mal, ou me quer mal, e ontem descobri que tenho sido muito...