domingo, março 31, 2013

# 5


Flores. Arranjos florais num lar de idosos, no quarto de alguém que já não pode apreciá-las...

# 4 - O descanso do guerreiro


A manta linda feita pela minha mãe, aqui em representação da cama toda, uma garrafa de água, qualquer coisa para petiscar, a gata Nuvem por perto, é tudo o que me faz falta quando regresso do trabalho tarde da noite. E o computador com net, claro! Como é que eu ia esquecer-me duma coisa dessas? :p

By the way, não sou daquelas pessoas que dizem que escrevem apenas para si próprias. Eu gosto de ler e de ser lida. Escrevo para vocês. Sejam bem-vindos!

sexta-feira, março 29, 2013

# 3


Hoje é um clássico das fotografias. Gotas de água na janela. Chuva. Gosto sempre. O vidro a chorar as mágoas do mundo, a janela que nos separa do desconforto da chuva, a beleza das gotículas que desfocam a paisagem como as nossas próprias lágrimas nos desfocam a visão.
Está tudo bem por aqui. Apesar de todos os disparates que faço, apesar das distracções, apesar da casa eternamente desarrumada, apesar dos inesperados acontecimentos que nos suspendem o coração e nos fazem chorar, está tudo bem. Chora-se a mágoa no momento, chora-se também a mágoa dos dos outros porque nenhum homem é uma ilha, mas depois ficamos em paz até ao próximo abanão. Sabendo que a vida é feita de pequenos nadas e de grandes tudos. E que felizmente não temos calendário programado, nada sabemos do que nos acontecerá amanhã. Nenhuma dor é maior do que nós.  E, acho que foi Fernando Pessoa que  o escreveu, quem quiser passar o Bojador tem que passar além da dor. Ainda há-de haver esperança para todos nós. Enquanto respirarmos e até depois.

quinta-feira, março 28, 2013

# 2





Como a minha cidadezinha é bonita, à chuva ou ao sol! E como gosto de encontrar na rua gatinhos preguiçosos que me deixam fazer-lhes festas! Como a cidade me surpreende e o vento me anima e o sol me aquece nos dias de folga em que resisto à tentação de ficar quietinha no meu cantinho desarrumado. Tenho mesmo que sair mais!

quarta-feira, março 27, 2013

# 1 - projecto 365

Também eu decidi alinhar neste projecto de publicar em cada dia uma fotografia, a ver se reanimo um pouco este adormecido, desmaiado, em coma, quase morto blogue.
Deitei-me hoje, já a claridade me inundava a casa. Quase sete de manhã. Que estive a fazer  até tão tarde? Pois... nada de jeito. A jogar no computador e a pensar "já chega, tenho que dormir"... Hoje estou de folga, é certo. Mas não é lá muito saudável trocar as voltas aos dias e contrariar o Big Ben. Se não me contrariasse podia ficar o dia inteiro na cama. Na boa, como se diz aí jovenmente. Mas imperou a sensatez, levantei-me, arrumei por aqui uns milésimos de coisa e fui à rua buscar frutos, brócolos e queijos. Então a foto hoje são duas (este texto está um mimo): o meu guarda-chuva flor e a Igreja de Ílhavo, porque sim. Ambas as fotos tiradas quando, sob o domínio da sensatez, fui à rua. Pois claro, a Igreja não cabe dentro da minha casa, e nem aqui preciso do guarda-chuva, o que não seria impeditivo para que o abrisse.


domingo, março 24, 2013

Feliz

Hoje ao fim do dia conheci estas maravilhosas pessoas que já conhecia, e depois chego a casa a tempo de ouvir a máquina de fazer pão anunciar-me um pão de sementes com mel e manteiga (invenções), que ainda não provei mas cheira a delicioso!

domingo, março 17, 2013

Quase fim, quase início.

As férias estão a terminar, e, consequentemente, o trabalho a começar. Desta vez não me custa voltar ao trabalho. As férias foram razoavelmente boas, de descanso e brincadeira, não fora aquele acontecimento trágico relatado no post abaixo. Não fui ao funeral, não tive coragem, escudei-me nos 100 km de distância para não ouvir o eco do abismo dentro de mim. Estarei presente para vocês, Sofia, Lili, Luísa, tanto quanto me for possível, embora por experiência saiba que a vida recomeça devagar e baixinho, muito muito devagar. Não falarei dele, a não ser que vocês queiram. A vida continua aqui. E talvez muitas vezes vocês queiram ficar sozinhas. Tentarei estar, nas minhas visitas à aldeia, para quando preferirem a companhia dos amigos. O negro das vossas noites dissipar-se-á muito lentamente. E felizmente há as crianças.

E quando és tu a errar (muito)?

Tenho passado um longo período a descrer dos outros, a proteger-me de quem me faz mal, ou me quer mal, e ontem descobri que tenho sido muito...