Tenho que deixar registado isto, porque foi a coisa mais gira que eu vi hoje: Na Multiópticas, o oftalmologista pediu-me que fixasse a sua orelha esquerda enquanto ele olhava para um dos meu olhos. Tive pena de não ter lá uma máquina fotográfica (E naquelas circunstâncias também não conseguiria fotografar...). A orelha, apenas um vulto escuro à frente de um foco de luz, era algo perfeito: via-se em contraluz cada pelinho. Certinhos, os pêlos: obra de mestre. E só me dava vontade de rir, pensar que estava a observar e a apreciar uma orelha.
Conclusão: deve olhar-se de perto e na penumbra, sempre! "Ao natural" a orelha era banal!...
6 comentários:
Tens veia artística, não há dúvida! E o mais giro é que, com o teu pequeno texto, conseguiste pôr-me a imaginar o que viste. Não há dúvida de que a luminosidade (ou falta dela) realça a beleza das coisas. Mas a beleza também reside muito nos olhos de quem a vê!
Tens veia artística, não há dúvida! E o mais giro é que, com o teu pequeno texto, conseguiste pôr-me a imaginar o que viste. Não há dúvida de que a luminosidade (ou falta dela) realça a beleza das coisas. Mas a beleza também reside muito nos olhos de quem a vê!
Lá estou eu a repetir-me sem querer! Imaciento-me, clico segunda vez no botão porque me parece que a primeira não surtiu efeito... e o resultado está à vista! Desculpa, Dulcineia!
Imaciento-me?! Oh, bolas... era impaciento-me. :(
Pequena crónica bem escrita e bem humorada.
Porque o humor é isso mesmo: olhar a realidade a partir de um ângulo diferente.
"Imaciento-me" é giro... Nós (eu e os meus irmãos) costumávamos dizer uns aos outros "não te impancenteies", um misto de impaciência e pão de centeio... :)
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