
Há dias alguém disse:
- Gosto mais da praia x do que da y, sem sombra de dúvida.
E eu, que tinha pouco em que pensar, fiquei a pensar no quão útil me podia ser uma dúvida que me fizesse sombra, na praia...
| Numa noite que se adivinha longa, porque tenho que acordar muito cedo, e isso retira-me a tranquilidade para adormecer pacificamente, ponho-me a pensar na vida. Na minha, claro. Neste ser assim, sendo que não é mau ser assim, apenas incomum. Porque mo fizeram (re)pensar hoje, partilho-o aqui: Sou uma pessoa muito afectiva, talvez excessivamente, o que às vezes gera mal-entendidos e confusões. Acontece às vezes que me apetece abrir o meu coração a pessoas que mal conheço. E confiar nelas. E gostar delas. E faço-o. Simplesmente porque não aprendi a ter defesas e a esperar pelo tempo razoável da confiança e dos afectos. Para mim, as defesas vêm depois, se determinada pessoa me magoa ou desilude. A velha história: casa roubada, trancas à porta. A verdade é que, correndo algumas vezes o risco de ser incompreendida, (já) não me importo muito. De resto, esse risco corrêmo-lo todos, mesmo os prudentes... E, como dizia a minha prima, Chacun est comme chacal! |
* pequena reflexão
(Isto é a gente - me and my-self - a falar. Isto sou eu a pensar que tenho que me esforçar, até que estas coisas me sejam naturais como respirar, e venham sem esforço.)
Tenho passado um longo período a descrer dos outros, a proteger-me de quem me faz mal, ou me quer mal, e ontem descobri que tenho sido muito...