domingo, outubro 31, 2010

Sonhos

Apesar da chuva e de ter que ir trabalhar no que seria a minha folga - hei-de ter outra em substituição - acordei contente.
Sonhei muito e só coisas parvas, comme d'habitude: Fiz um chá de framboesas para uma convidada cá em casa num prato com água fria. E depois aprendi que com água fria não se faz chá. Vi terminar um namoro por causa de um singelo prato de arroz de queijo (isso mesmo, arroz de queijo) disputado entre os dois. Fui jantar a uma papelaria... coisas assim, triviais e estranhas, como talvez a minha vida.
Gostava de me lembrar sempre dos meus sonhos porque têm pormenores hilariantes, mas são tão intrincados que me dá uma trabalheira registá-los, e se não os registo esqueço-os rapidamente. Contudo há algumas coisas recorrentes, que à força de tanto se repetirem acabo por não esquecer: que ando nua ou descalça na rua ou no meu trabalho e não me apercebo; que me surgem portas estreitas, janelas apertadas, caminhos esconsos onde não consigo passar; que por desleixo não terminei o curso, ou não tenho documentos importantes e passou o prazo para os levantar...

(enfim, este post, pela falta de interesse que possa ter para os outros, é mais um registo para mim própria...)

terça-feira, outubro 26, 2010

Epifania

Daqui a 20 anos estou na terceira idade.

segunda-feira, outubro 25, 2010

Mais ou menos

Trabalhar mais. Acreditar mais. Ser mais feliz.
Recear menos. Comer menos. Sonhar mais.
Caminhar mais. Fotografar mais. Escrever mais. Estudar mais.
Rir muito mais.
Arrumar mais a casa. Arrumar melhor a vida.
Levar-me menos a sério. E por outro lado, levar-me mais a sério.
Dar mais tempo e atenção a quem amo. Dar menos tempo e menos atenção àqueles com quem convivo só enquanto não ganhar o euromilhões.
Conversar mais com Deus. Ouvi-Lo mais. Ouvir-me mais.
Gastar menos dinheiro.


E mais?

Da minha cobardia

Há coisas nesta vida que me assustam tanto, que mexem tanto comigo, que evito cruzar-me com elas. Falo de velhice, doença, morte e coisas assim. Falo da Grande Tristeza, a Tristeza sem consolo, que se apossa por vezes das pessoas e fica. Às vezes, por uma ânsia de vida ou de sobrevivência, tendo a fugir dos locais e das pessoas que espelham essa tristeza que me assusta.

sábado, outubro 23, 2010

Das coisas "imblogáveis".

Num blogue partilhamos algumas coisas, mas não todas. Nos últimos dias houve coisas que me deixaram sem fôlego, desequilibrada, a tremer. Coisas que me obrigaram a voltar a recorrer ao pequeno comprimido cor de rosa para dormir... Começa a passar o desequilíbrio, embora as coisas propriamente ditas sejam daquelas que não passam.

quinta-feira, outubro 14, 2010

"Gosto da palavra indolência. Dá mais classe à minha preguiça."

sábado, outubro 09, 2010

Eu tenho uma amiga.

Eu tenho bastantes, sou uma sortuda. Tenho amigas com quem sei que posso contar até ao fim dos meus dias e que contarão comigo para o que precisarem e para sempre. Tenho amigas que me conhecem do avesso e a quem não chocam os meus erros e as minhas fraquezas, que não me abandonam, que me fazem rir até quando estou triste. Sou muito feliz nisto.  Muita gente me diz que apenas os homens são fieis e dignos de confiança, que as mulheres são invejosas e maledicentes. Eu e as minhas amigas somos cúmplices, companheiras, repartimos dores e alegrias, encorajamo-nos mutuamente a melhorar e não conhecemos a inveja. Nunca consegui este tipo de relação com homem algum. Embora goste de muitos, embora tenho por muitos um imenso carinho. Um dia escrevo uma ode às mulheres. Às mulheres da minha vida, e às muitas que não conheço, à coragem do amor e da tolerância quase maternais com que (quase) só as mulheres compreendem o mundo.

Desviei-me do assunto. Mas apeteceu-me esta homenagem e este desabafo, que ando cansada de ouvir tantas coisas injustas.

Rebeginemos: eu tenho uma amiga que é uma lutadora, e que mantém um sorriso e um brilho no olhar como conheço poucos. E não é porque a vida lhe sorria sempre. Direi que é antes porque, mesmo por entre as lágrimas, ela sorri sempre para a vida. Conheço-a há pouco tempo, a minha amiga, mas parece-me que a conheço desde que me conheço a mim. E ela lançou-se agora num projecto que é bonito e desejamos feliz. Eu poderia falar-vos desse projecto, mas ela fá-lo melhor.

quinta-feira, outubro 07, 2010

Repito,

porque hoje preciso muito: Mesmo presa, posso voar. Peço a Deus que me dê uma estrela que me indique o caminho da minha felicidade.

quarta-feira, outubro 06, 2010

Mesmo presa, posso voar.




Chegou o dia 6 de Outubro e com ele a obrigação de voltar ao trabalho. Chegaram ao fim os longos passeios sem horas marcadas, a maravilha de um tanque cheio de combustível e nenhum compromisso. Os dias enchem-se de nuvens e chuva para me encorajar a voltar.
E é bom ter um trabalho aonde voltar, é certo. Um dia vou ser muito mais livre. Mas por agora é bom lembrar que já sou livre.