quinta-feira, agosto 31, 2006

Os meninos gostam de mim.

Sento-me com eles no chão, carrego-os às cavalitas, invento jogos e brincadeiras loucas, recito-lhes poemas de Camões, tiro-lhes fotografias e empresto-lhes a minha máquina digital, ensino-os...
Os meninos gostam de mim.
E no meio deles sou como eles.
Acho que (se calhar) só posso ser assim com os filhos dos outros...
Huummmm....
Mas como não tenho filhos, o problema não se coloca, não se colocou, não se colocará...
E de qualquer forma, não sei.
Mas se eu tivesse filhos precisava cozinhar mais, passar mais a ferro, limpar mais a casa...
Diz que dizia o Salazar: Está tudo muito bem assim, e não podia ser doutra maneira!
Os meninos gostam de mim. Eu sou uma "brincadora" profissional. Uma criança que cresceu.

quarta-feira, agosto 30, 2006

À noite a minha vida transforma-se

Sonho coisas esquisitas, acordo e adormeço e continuo a sonhá-las. Sonho por capítulos, digamos :) Apesar de esquisitas à luz do meu olhar de dia, as coisas fazem TODO o sentido enquanto as sonho. Hoje nos meus sonhos uma pessoa querida faleceu.
(E de facto, na vida real, essa pessoa já não está connosco.)
E havia a noção de que era mais uma, antes dela já tinham falecido mais, não sei quantas, não sei quem. Lembro-me da minha mãe dizer que nós agarrávamos as nuvens, não as deixávamos subir, e isso fazia-nos sofrer mais. As minhas mãos estavam de facto cheias de nuvens, e acima da minha mãe, uma linda espiral branca de nuvem terminava numa nuvem linda no céu. No sonho, tenho a certeza, a nuvem nas minhas mãos correspondia a não deixar voar a pessoa que tinha morrido. Porque a queria. Porque me agarrava a ela. Porque recusava deixá-la esfumar-se.
Raio de sonho.
Mas não era angustiante.

Rouxinol


Disse-me uma amiga querida que

ou somos rouxinois ou cotovias, consoante vivemos mais de noite, ou de dia. Eu, que sou rouxinol, fui à net à procura dos da minha espécie: aqui.

Pois cá estou de olhinho aberto, a perscutar o silêncio da noite. As minhas gatas dormem.

Ocorre-me a pergunta: Será boa ideia um rouxinol dar-se com gatas? Bom, temos co-habitado pacificamente.

Amanhã quando tiver desperdiçado a manhã a dormir, a cotovia frustrada que vive em mim, insultará o rouxinol.

Nada a fazer.

Apenas esperar a mudança de turno no local de trabalho, que contrariará esta tendência de viver ao contrário. Isto é, de noite.

Mas agora, calo o meu canto e vou dormir.

segunda-feira, agosto 28, 2006

Tratamentos de beleza

A minha gata Nuvem lambe-me o rosto com a sua língua áspera.
- Pronto -digo-lhe eu - já chega de exfoliante. Agora quero uma máscara de hidratação.

domingo, agosto 27, 2006

Como alguém disse,


e se não disse digo eu, na vida lutamos sempre contra problemas vários.
Alguns bastante comezinhos.
(Comes inhos ou não comes inhos?)

Forma rebuscada e algo pateta, como eu também sou às vezes, de vos informar que estou com problemas para conseguir colocar aqui as MINHAS imagens. É que o leitor de cds do computador decidiu fazer greve sem especificar quais as reivindicações. E eu protesto que não gasto mais dinheiro a arranjar este velho pc.
Esta imagem retirei-a da net, procurando no google "flor azul". Porque sinto falta de imagens neste blog, e nem as flores azuis sabem o quanto eu as acho belas. Belas de raridade e singeleza.
Esta é para ti, leitor(a) amigo(a)...
Com a maior das gratidões por me leres.

O silêncio dum Domingo à tarde

sábado, agosto 26, 2006

Hoje queria outra vida

Era assim: eu chegava a casa e tinha os tais "dois braços à minha espera", os tais que já a Amália cantava. Tudo brilhava, tudo limpinho e arrumado à minha volta. Alguém, que não eu, tinha tratado de tudo. Não sei se o dono dos tais braços, não sei se um qualquer empregado a dias.
E pronto, e depois ainda havia outras coisas que eu não sei se realmente queria, mas talvez.
Ah! E mais que 10 euros na conta bancária, ainda que fosse final de mês, isso com certeza.
Numa casa portuguesa.

Ignorância

Percorro os blogues conhecidos, os blogues dos amigos, e entre uns que estão de férias e outros que andam mais ocupados a viver, lembro-me que a internet é também um meio muito bom de procurar saber mais. Google.
Um nome de um país que me vem à memória pelo seu som sugestivo, mas acerca do qual quase nada sei: Zimbábue. Rumo a uma página com informação para hoje e para amanhã, e no meio do texto que hei-de ruminar mais tarde, pergunto-me porque é tão grande e tão alta a minha ignorância. Na verdade a História, a Geografia, a Política, sempre me aborreceram. (Sempre as aborreci também - vingançazinha! :)) Não me orgulho disso. Vivo no meu mundinho longe do mundo, o que efectivamente torna ainda maior a minha impotência. Reconheço que é minha obrigação tornar um bocadinho menos mau o mundo em que vivo, e também reconheço que ando longe de cumprir a minha obrigação. A ignorância também não ajuda.
Está reconhecido, e só não faço aqui os meus veementes protestos de mudança, porque tenho o mau hábito de mudar pouco, mudar devagar. E tropeço sempre nos meus próprios passos.

sexta-feira, agosto 25, 2006

Diálogo surreal

Ontem no supermercado. A menina do caixa tinha vestida uma T-shirt vermelha onde se lia "As suas compras ajudam a apagar fogos".
- Como é que as minhas compras ajudam a apagar fogos? - perguntei.
- Ãhn??!
E olhando para a camisola que trazia vestida:
- Ah! Não sei. Pergunte àquela senhora ali na recepção. Mas acho que por cada compra são dois cêntimos para os bombeiros...
- Ah! - digo eu - Uma fartura!
- Quer uma factura?

(Ok...)

quinta-feira, agosto 24, 2006

Final de tarde, luz, movimento, ideias.


Depois do trabalho, e duma animada conversa com a colega que chegou de férias, fui passear. Minhas queridas, o que eu me lembrei de vocês, de nós! Fui passear à Barra, Costa Nova, Vagueira... Mas estava tanta gente, tanto trânsito, tão pouco silêncio! Apenas a ria acenava a sua paz azul. Não parei. Para complicar mais, havia obras na estrada.
Vi um saco de plástico que esvoaçava à beira-ria, como se quisesse ser pássaro. Um louco e sonhador saco de plástico, portanto. Mais à frente vi um papagaio de papel, a que umas crianças davam espaço e céu. O papagaio também não é propriamente de papel, aquilo é uma espécie de plástico. Então tive pena do saco de plástico que vira lá atrás, porque ele podia estar apenas a tentar elevar-se como um qualquer papagaio que tivesse visto. Mas ele, plástico, nascera saco, enquanto o outro nascera papagaio. Tive pena do saco de plástico, mas com um sorriso, rindo-me por dentro e alegrando-me com as minhas ideias loucas, porque tantas e tantas vezes me fazem companhia.
E depois, desviei-me. Fui pelos pinhais, pelas estradas estreitas ladeadas de árvores, casinhas rasteiras e campos de cultivo. Enchendo os olhos de verde. Verdes e azuis estão os meus olhos agora. E eles são castanhos. Banais. Leais. Com coração, cantava o outro.

Rir da nossa tristeza

às vezes é bom.

Há uns anos fui ter com uma amiga para conversar com ela e animá-la um pouco. Ela estava triste, deprimida até, por causa de uma paixão avassaladora e inconveniente. Sentámo-nos na praia e ouvi-a, dei-lhe a minha mão, falámos, sorrimos, chorámos. Depois fomos partilhar uma pizza, que entre as minhas confidências e as dela, ficou quase por comer. E às tantas aparece na TV o Bin Laden. Disse-lhe eu: olha, podia ser pior! Imagina que estavas apaixonada pelo Bin Laden.


Hoje, no MSN, conversa com uma menina do outro lado do Atlântico:
- Eu acho que não tenho capacidade (já não) para me encantar e apaixonar. Quer dizer, se conhecesse o Super-Homem, era capaz de me apaixonar. Mas ele tinha que tirar aquela capa horrorosa!

Querido Bromalex,

pequenino e simpático comprimido cor de rosa, que todas as noites me deitas para dormir, e emprestas cor aos meus sonhos, sê rapidinho hoje, por favor, que, mau grado a vida de coruja que tenho levado nos últimos dias, amanhã (ou melhor, logo) tenho que me levantar cedo.

Muito obrigada.

(E boa noite também para ti; espero que o meu estômago te seja uma caminha confortável. Xuac xuac)

quarta-feira, agosto 23, 2006

O abandono e a velhice, ou só o abandono


(A foto está torta, mas não me interessa. Também não sei endireitá-la, é verdade.)

Uma casa abandonada, velha, vidros partidos, quintal em desalinho, consegue assustar-me se me detenho a olhá-la.
É assim com as casas, é assim com as pessoas.
A casa não sabe cuidar de si própria. Abandonada, abandona-se. A quantos de nós não aconteceu, ou não acontecerá o mesmo?
Quando as pernas fraquejarem, quando o corpo quiser apenas deitar-se, quando o espírito deixar de fazer perguntas e procurar respostas, quando deixarmos de ler, nos olhos dos outros e na vida, o amor...
Mas não tem que acontecer assim, pois não?

terça-feira, agosto 22, 2006

Apenas datas

Há doze anos eu perdia um irmão, um amigo, uma parte do meu coração.
Mas na verdade nunca o perdi.
Só sinto a falta de poder abraçá-lo ("Pareces filha da Maria do Amparo ", dizia ele quando eu lhe punha a mão sobre o ombro e me "amparava" nele), de poder respirar a paz com que ele via as coisas.
O tempo, os dias, as datas, só se contam deste lado da vida.
Até breve e até sempre. Ninguém te esqueceu. Vives connosco.

segunda-feira, agosto 21, 2006

Duas da manhã

Estrondo. Dona desmazelada que deixa a roupa estendida a secar muito tempo depois de ela estar seca. E acrescenta por cima do estendal um lençol dobrado. Gatas regaladas. Maravilha. Felina trapezista. Grande e espectacular salto de cima do computador para cima do estendal! Vá, Julie, força, outra vez! Mais outra! (Desculpa se não te aplaudo, gata linda, é muito tarde...) E agora um triplo salto mortal!! Mortal para o estendal que foi ao chão com roupa e gata. Enquanto eu arrumo finalmente a roupa, D. Julie instala-se na minha cadeira, frente ao computador, e parece zangada.
Felizmente o blog é meu e ela ainda não sabe escrever.

domingo, agosto 20, 2006

Era uma vez uma Nuvem que comeu um iogurte

... e choveu iogurte líquido com sabor a tutti-frutti.

Não, não foi bem assim. Foi a minha pequena gata marada, de nome Nuvem, que comeu o meu iogurte de tutti-frutti. Isso faz-se? A ver se ela gostava que eu fosse comer a ração dela...
Não há respeito, já não há respeito!

(Mas porquê, antes havia?)

sábado, agosto 19, 2006

A partir do perdão, recomeçar


Perdoar é tão difícil como necessário. Não um perdão superficial, tipo "perdoo-lhe porque não sou de guardar rancores, mas ele que não me apareça à frente!" :) (As pessoas que "perdoam" assim, acham mesmo que isto faz sentido)...
Falo do perdão de quando temos que ir ao fundo das nossas feridas e apagá-las. O perdão de quando se reconhece que também nós somos necessitados dele. O perdão que dói, e que não se consegue ao primeiro sopro de brisa. Só esse perdão nos limpa, só esse nos faz caminhar e nos liberta do passado.
Estou longe de o conseguir, em muitas áreas da minha vida, mas cada vez mais lhe reconheço o valor, cada vez mais anseio pela paz que vem depois.

quinta-feira, agosto 17, 2006

E o Tomás,

o garoto pequenino (17 meses), aprendeu a dar uns abraços tão bons, tão revigorantes!

Outra que me lembrei,

de quando o Diogo tinha só 4 anos:

- Fecha os olhos, Diogo...
- Porquê?
- Tu não querias dormir?...
- Mas sabes?, eu só consigo dormir depois de adormecer.

(Bem visto!)

Coisas dos garotos

Os dois sobrinhos mais velhos (7 e 5 anos) ajudavam a fazer o jantar. Douradinhos.
Diogo: - Mãe, achas que os douradinhos estão dentro da validade?
Vasco: - Não!! Estão dentro da caixa.

segunda-feira, agosto 14, 2006

Falávamos


...de nós. De trabalho. De futuro. E a Maria disse: "daqui a uns anos espero que a minha vida tenha melhorado substancialmente."
Respondi: "Eu ficarei contente se a minha não piorar!"
Às vezes acho que é esta falta de ambição que me lixa.
Outras vezes acho que é esta tranquilidade que me salva.

quarta-feira, agosto 09, 2006

Provérbios

Eu adoro provérbios, quanto mais estapafúrdios melhor.

Há coisas giríssimas, algumas são tão absurdas que me fazem rir, outras apenas sorrir, outras entristecem-me de tão... pungentes:

A minha cara não é feia, as minhas mãos não têm peçonha, se eu não me casar é uma pouca vergonha.

Quem quer casar sempre casou, ou com quem quis ou com quem achou.

Quando o pobre come galinha, um dos dois está doente.

Não se pescam trutas com bragas enxutas.

Gosto também muito dos provérbios adulterados, tipo

Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem anda contigo

ou

Mais vale ser rico e saudável do que pobre e doente (Bem, este não é bem um provérbio, mas promovo-a a provérbio, é lindo!)

Então vá, por favor, digam mais. Escrevam aí nos comentários. De preferência que eu ainda não conheça...

Querida gata Julie,

amanhã levo-te à clínica.
Vou buscar-te na sexta feira.
Esterilizada.

É porque gosto de ti e me preocupo contigo que te vou submeter a essa intervenção, embora possa parecer-te estranho.

(Escrevo este post porque pretendo ensinar a minha gata a ler.)

Hoje

uma colega de trabalho disse-me que o relacionamento da Manuela Moura Guedes com o seu Moniz, começou por um simples incidente: estavam a cumprimentar-se, ele, sem querer, acertou-lhe na boca, e ela exigiu um compromisso mais sério.

:) Pode ter sido. Pode muito bem ter sido assim...

terça-feira, agosto 08, 2006

Rugas

Fui à procura duma imagem na net que fosse expressiva bastante para o que quero, mas não encontrei nenhuma no tempo que durou a minha paciência para procurar.

Uma reportagem na tv. Falava-se de rugas, falta de firmeza, e essas coisas que inevitavelmente chegam com a idade. E houve uma frase que me escandalizou: "Dois meses e três mil euros depois, ela readquiriu a auto-estima". Ou isto ou coisa que o valha.

Eu, cuja auto-estima sofre abalos consideráveis, às vezes por muito pouco, às vezes por nada, sei conviver com as rugas. Com a celulite também, e com as pequenas (Digo eu, pequenas...) imperfeições do meu corpo.
Mais me incomodam as imperfeições da alma. Ou lá o que lhe quiserem chamar.

Por acaso já repararam na beleza dum sorriso enrugado, envelhecido?
(Era a imagem de que eu andava à procura na net...)

segunda-feira, agosto 07, 2006

Ai, esta dependência do carro!...

Mesmo velhinho - idoso, diria - e cheio de problemas, faz-me muita falta. Quando fico sem ele, sinto-me incompleta, especialmente quando não estou na minha casa. Assim foi hoje, em casa de uma amiga, enquanto o carro se arranjava. O calor impedia-nos de andar na rua à vontade, e ela tinha muito que fazer.
Tentei até dormir, mas irritava-me a ideia de dormir em pleno dia. Fiquei assim, sem saber o que fazer com os meus braços, as minhas pernas, as minhas vontades, a falta delas, a falta de espaço. Acabei por me rir a bandeiras despregadas com as refilices das crianças da casa. A B., de 11 anos, queria que eu jogasse Pictionnary, mas eu não estava com paciência. O P., de quatro anos, queria jogar com a irmã:
- Mas ele não sabe ler, assim não dá! - dizia ela.
E ele, zangado, a afastar-se:
- Pronto, se dizes que eu não sei ler, NÃO LEIO!

Ao final da tarde, acabámos na piscina municipal quase vazia. Soube tão bem! A água refrescou-me as ideias, o cloro aclorou-mas.
Depois o carro ficou quase pronto (ainda tem que lá voltar) e vim para casa.
Lar, doce lar. (Mesmo quando me aborreço, é melhor aborrecer-me na minha casa!)

domingo, agosto 06, 2006

Sobremesa para gatos

Despeja-se descuidadosamente cerca de meio quilo de açucar no chão da sala. Pega-se numa vassoura, e, de uma assentada, parte-se com ela um aquário cheio de água, tendo tido previamente o cuidado de ter lá por perto um prato de ração para gatos. Com os vidros do aquário, faz-se um pequeno golpe na mão. Deixa-se cair uma gota de sangue sobre a mistura água / ração / açucar. Envolve-se tudo na pá do lixo com a vassoura.
(N.B. - Trata-se de um aquário sem peixes, apenas com o aroma dos falecidos.) A mixórdia serve-se à temperatura ambiente. Ou, melhor ainda, não se serve.

Ainda antes do banho de água fria


É assim que me sinto: tremida, com o sol na cabeça. Com o sol em vez da minha cabeça. Mal desenhada porque em meia hora não cosegui melhor. E as sirenes dos bombeiros tocam...
Passa depressa, tempo, passa rapidinho!!

Este calor

deixa-me doida, desorientada, semi-inconsciente (hipérbole, claro!). Fui fazer um salame de chocolate, e fiquei enjoada de lamber os dedos. Nhac... Depois entornei meio pacote de acúcar no chão da sala. Doce porcaria. Já limpei. Agora falta lavar este chão, mergulhar-me numa banheira de água quase fria... e o que a seguir a inspiração me ditar... se houver alguma. Espero pela noite, desejando que seja fresca!

Noite bonita,



véspera de folga. Sento-me na cadeira nova, de lona vermelha, que disputo com as gatas. Relaxo. Olho pela janela e vejo uma lua em quarto crescente, quase cheia, alegre. Pela primeira vez consegui ver na lua o homem da forquilha e das silvas, o tal que se diz que lá ficou para exemplo da humanidade. Um teimoso que decidiu trabalhar ao Domingo, limpar a terra das silvas. Domingo, o dia santificado, o dia de descanso. Lá ficou perpetuado na lua, para seu castigo e exemplo nosso. Dizem os antigos. Hoje vi o homem, que nunca tinha conseguido enxergar. Talvez as silvas e a forquilha sejam o Mar da Tranquilidade, penso. Ai o que eu gosto desse mar que nunca pisei!

[PDF] Observação da Lua
Formato do ficheiro: PDF/Adobe Acrobat -
Ver em HTML35- Mar da Tranquilidade, com 421 000 km2, onde. pela primeira. vez, um astronauta pisou a Lua. 44- Circo ou grande cratera (118 km) acidentada nos bordos e ...www.cienciaviva.pt/veraocv/astronomia/astro2002/materiais/observ_lua.pdf -

Eu quero ir à lua, quero ir! Vestir um fato de astronauta, sentir-me esvoaçante e leve, com os meus setenta e tal quilos! Mas quero ir pelos meus próprios meios, a pé, por uma tranquila escadinha que hão-de construir, que eu não confio nessa coisa das naves!
Isto se antes o castigo divino não me pespegar a mim na lua, eu a atender clientes, para exemplo dos vindouros, porque eu trabalho ao Domingo. Mas não neste Domingo! Estou de folga! :)

sábado, agosto 05, 2006

As minhas gatas, o eterno tema!



Elas inspiram-me ternura. O amor que têm uma pela outra.
Chego a casa, e junto-as um pouco, sob vigilância cerrada. Para que se deixem dessa coisa de serem mãe e filha, para que a Julie recupere a saúde. Saúdam-se, parece que se beijam, pulam de contentes. Enfim, comem e bebem para festejar o reencontro e saciar a fome e a sede. Separadas, quase não comeram.
Penso: que lições de amor nos dão os animais. Que sentimentos fundos que têm! O que nos distingue deles, afinal? O pensamento, dizem. Talvez.


E lembro-me de um aluno, em Évora, que depois de ouvir dizer que o homem era um animal bio-psico-social, perguntou:
- Então não era racional?

sexta-feira, agosto 04, 2006

Estamos tristes


Nesta cidade
falta um lugar
onde eu te espere
onde eu te veja chegar.

Assim canta Zélia Duncan, assim cantarolo eu hoje.

Dia triste.
Estamos tristes.
O meu carro porque reprovou na inspecção; as minhas gatas porque as separei (a conselho médico); eu porque vou ter que gastar mais aéreos, e porque detesto sentir tristes as minhas "meninas".

Bem, vamos trabalhar a ver se isto passa.

quinta-feira, agosto 03, 2006

Amigos




Os amigos são luz, calor, alegria, beleza.
Eu tenho amigos. Bons amigos. Nem poucos nem muitos. Bons.
Com eles continuo a aprender a dividir e multiplicar tudo o que tenho. Porque estas são as contas que nos dão alegria, por isso as aprendemos nos caderninhos quadriculados, à entrada da infância.
Meu Deus, livra-me de ser grande!

terça-feira, agosto 01, 2006

Vida boa,

a das minha gatas. Comem, dormem, brincam. Estendo um pé à Julie, que está deitada na minha cama, e ela enrola-se no meu pé e adormece, como se o meu pé fosse o seu peluche, objecto transaccional, essas coisas.

Que é que tens?

Que pergunta!...
Há alturas em que faço um esforço para estar bem, por falta de razões para estar mal. Mas com tão pouco sucesso que mais tarde ou mais cedo alguém pergunta: "O que é que tens?" Não podendo responder "um dia a mais que ontem" detenho-me à procura de conseguir explicar-me.
"Andas esquisita", dizem-me. E talvez queiram dizer a minha falta de paciência, o alheamento do que se passa à minha volta, um "vou ali e fico aqui mas venho já".
Não se percebe, pois não?
Há coisas que não se percebem nem se explicam, vão-se vencendo, porque só de dentro é possível conhecê-las.