domingo, abril 30, 2006

Porque não falamos de Deus?

Já nem sei por quem foi lançada a pergunta, nem em que circunstâncias, mas fez-me pensar. Por que razão nós, os que cremos em Deus e queremos amá-Lo não falamos disso senão quase escondidamente, como se fosse um tabu. Porque talvez se julgue que estamos a falar de religião...
E eu queria explicar: há um certo bafio numas certas normas, numas certas vestes, numas certas paredes... E muita hipocrisia.
Mas isso nada tem a ver com Deus.

sexta-feira, abril 28, 2006

Uma história



Escrita, pintada e desenhada por um menino que ainda agora aprendeu as letras todas. Foi prenda de Páscoa, do Diogo para mim.

Personagens: um caracol chamado Égi, um pássaro chamado Mimo, um menino chamado Diogo.

Era uma vez um caracol.
Olá eu sou o teu amigo. Como te chamas?
Eu chamo-me Égi. E tu?
Eu chamo-me Mimo. Muito prazer em conhecer-te.
Está ali alguém. Vamos entrar na conversa. Como te chamas? Eu chamo-me Diogo.

Explorações com o Vasco, o "sobrinho médio"




Conhecer o Ninja, um cachorro com nome de tartaruga - digo eu -, que é uma ternura - dizemos todos -.
Trepar muros e árvores, olhar para o céu.
Mostrar-lhe uma flor que se chama um jarro, e que dentro daquele jarro havia um bicho.
Adoro ser tia, já disse isto?

Cá por casa




Também cá vivo eu. Mas os gatos não sabem usar a máquina fotográfica.

Para que raio servem as varinhas mágicas...

... se não são mágicas? Trituram, mas não destrituram. E não são capazes de plim! arrumar e limpar tudo à minha volta num instantinho como eu queria agora, que estou de folga e não me apetece mexer uma palha, mas se eu a não mexer que palha se mexerá?

Impressão minha, ou estou a ficar um pouco repetitiva?


Ao trabalho!! zzzzzz

quarta-feira, abril 26, 2006

Dos gatos

A Julie adoptou aquela bolinha pequenina de pêlo preto e branco que dá pelo nome de Nuvem. Já posso ir trabalhar mais descansada. Ficam entregues uma à outra...

(Fico a pensar: o instinto animal é uma coisa bonita... Eu que passei de mal com ele parte da minha vida...)

domingo, abril 23, 2006

Nuvem

Está na cozinha a minha Nuvem. Que é o meu Nuvem, ou parece-me. Um gatinho rejeitado que me veio parar às mãos. Eu digo melhor: que as minhas mãos foram buscar. Tenho que lhe dar leitinho por biberão e tudo. Eu sou a gata mãe.
A Julie é que teve uma crise de ciúmes que nem vos conto. Agora Nuvem ensombra a cozinha, Julie domina o resto da casa. Senão corro o risco de chegar um dia a casa e encontrar o céu limpo. O que, neste caso, não seria bom sinal.

À amiga que ajudou na escolha do nome, muito obrigada. Por isto, e por tudo!

sábado, abril 22, 2006

O melhor do mundo!



As crianças, claro! Todas as crianças. E entre todas, e mais do que todas, as "minhas", os meus sobrinhos!

Ginástica matinal

- Pratique desporto com regularidade - disse-me o médico.
Comecei. Mal.
Uma destas manhãs, depois do alarme do telemóvel ter tocado a meia dúzia de vezes da praxe, decidi levantar-me. Rápido, que o tempo escasseava. Sair pelo lado oposto a mim, na cama larga, o lado mais próximo da casa de banho. Ala, que se faz tarde! Havia por ali um cobertor enrolado, qual armadilha, para me prender um pé. Um pé preso no cobertor, o outro já no chão, um braço não sei onde, a cabeça no chão, o outro braço torcido atrás da cabeça. E eu que tinha pressa, que remédio tive senão perder dois minutos a gritar Ai Ui Ai Ui Ui Ai Ai AI!!! E a minha gata, com aqueles seus grandes olhos verdes interrogativos, olhava-me, e nem uma patinha auxiliadora me estendeu! Deixa estar, Julie!...

quinta-feira, abril 20, 2006

Para mim que também mereço




Flores lindas para encher de cor, perfume e alegria a minha noite e o meu soninho, porque eu vou ó-ó e nada mais me importa.

Quando amanhã acordar, pensarei no resto. Se for inevitável.

quarta-feira, abril 19, 2006

Gentileza não compensa

- Estás bonita, leve, vaporosa!...
- Eu não deito vapor! :(

Conversa para passar o tempo

- Define Amor.
- A minha definição de amor é António M.
- Camões não chegou tão longe...
- Camões era cego de um olho.
- Hum... Também devo ser cega de um olho.
- Porquê?
- Porque também ainda não cheguei lá.
- Não sei porquê. Ele tinha um olho tapado. Tu, não vejo qual é o teu problema.
- Ó pá, isso também não interessa nada. O amor é cego!
- O amor é, mas tu não tens que ser. Aliás, é mais uma razão para teres os olhos bem abertos.

(Com estas conversas, o tempo, vendo-nos passadas, passou-se também.)

segunda-feira, abril 17, 2006

Quando eu era menina

Quando eu era menina
e me sentia muito feliz
o tempo parecia parar
só para me deixar ser feliz maaaaiis um bocado.

Queria voltar a sentir-me feliz assim.

Pessoas que me mostram caminhos


Que as há. Pessoas que têm dores e não se queixam. Pessoas a quem a vida sorri pouco e que sorriem muito.
Pessoas que pensam nos outros, sempre primeiro nos outros. E que ainda assim me reconhecem valor, sendo eu tantas vezes uma resmungona de primeira.
Ah! Mas eu vou crescer!!
(Eu ainda só tenho 1,53cm... Haja esperança.)

domingo, abril 16, 2006

Mau feitio

O meu irmão telefona-me às 11 horas da manhã e eu ainda dormia. Quando me pergunta se vou a casa, respondo com impaciência "Eu estou a trabalhar!" e depois ele pede-me desculpa, e eu peço-lhe que não me peça desculpa, e fica este mal estar: porque ninguém tem culpa que eu trabalhe no Domingo de Páscoa e no dia do Trabalhador, 1 de Maio, e isso, por muitos anos que passem, nunca vou digerir.

Ontem comprei gelados de chocolate, de limão e de morango, os meus preferidos. Consolo meu.

sexta-feira, abril 14, 2006

Mãos calejadas


Há mãos calejadas. Mãos que sofreram e trabalharam muito. Mãos que poucas vezes receberam uma carícia e que, por isso mesmo, de certa forma se inibem. Inibem-se ao dar e ao receber. Assim são as mãos da minha mãe.

É assim a minha mãe, que ainda hoje adivinha tudo quanto eu preciso.

Hoje não é dia da mãe, mas podia ser.
Eu amo-a.

quarta-feira, abril 12, 2006

Uma garrafa de rosé

...para partilhar com uns amigos muito especiais, que sabem muito bem quem são. Espero que passem entretanto por este blog. Espero, Idalina, que lentamente vás recuperando dessa dor... Espero a vossa visita ao meu humilde tugúrio (onde é que eu ouvi isto?) para bebermos o vinho e conhecerem a Julie, e para brindarmos como sempre à nossa amizade!
Que bom gostar de vocês!

domingo, abril 09, 2006

Minhoquices, mimos e comichões linguísticas

Tenho uma amiga que não se perde em coisas desimportantes, raramente se zanga, não esquece o invencível verão.
O invencível verão, ensinou-me ela, está dentro de nós, resiste aos invernos mais rigorosos e às piores trovoadas.
Dizia-me ela hoje que, por lhe terem ensinado desde menina que tinha uma missão a cumprir, não havia tempo a perder com minhoquices de sensibilidades excessivas e mimos. Não sei se as palavras terão sido rigorosamente estas... E então eu, que sou mimosa, fiquei a pensar se seria justo nascer para uma missão e não ter tempo a perder com mimos. Velha e ineficaz pergunta, mas afinal quem lhes deu o direito de me contratarem para a missão. A troco de quê? Talvez a minha educação também tenha sido para isso, mas comigo não resultou.
E, com um sorriso nos lábios, lembro-me de tantas e tantas vezes em que me mandavam despachar, andar depressa, mexer-me, e eu dentro de mim me rebelava e me perguntava porque havia eu de andar depressa. E ia devagarinho, muiiito devaaaagar... porque afinal a pressa era dos outros. Hoje reconheço que teria sido melhor, também para mim teria sido melhor, pensar menos, resistir menos, contrariar menos, agir mais e mais depressa.
Mas o espírito de contradição e o descontentamento faziam parte do pacote que me incluia e que entregaram à minha mãe naquele longínquo 8 de Março.
Uma grande amiga minha, daquelas que me conhecem do direito e do avesso e gostam de mim de qualquer forma, diz que eu tenho comichões linguísticas: que há certas palavras que não se podem usar comigo, que me bloqueiam o raciocínio, que me fazem ficar amarrada ao espíritozinho de contradição que me habita.

Um bocadinho mais de equilíbrio não me faria mal, não senhor!

Perdoe-se-me a divagação. Se isto for completamente incompreensível, assim sou eu também. Até mesmo às vezes para mim própria. Faz parte do pacote.

sexta-feira, abril 07, 2006

Por sobre a minha infância passaram ventos...


Olho para estes destroços.
Aqui era a loja dos pais duma das minhas amigas de infância... Aqui comprei rebuçados que custavam um centavo. Aqui vendia-se sabão amarelo para lavar o soalho da casa - azáfamas de sábado -.

Estou velha!!!
(Mas feliz, mesmo assim. Não tenho saudades de quase nada, talvez só do futuro que não construo...)

"La Terre est bleue comme une orange"


Et voici mon bébé qui découvre le monde...


Je t'aime!

quarta-feira, abril 05, 2006

Oferece-se

Oferece-se uma lancinante dor de dentes, muito útil para principiantes na arte de uivar...

terça-feira, abril 04, 2006

Soube-me bem


Gosto muito da água. Da água das fontes, da água do mar, da água da chuva...
Há dias andei a fazer experiências com as fotografias às águas. Nada de muito conseguido, que a máquina também não é nada de especial.
Hoje soube-me bem andar à chuva. Depois dum lanche que concedi a mim própria na minha pastelaria preferida... Huuum!!! Saímos, eu e uma colega de trabalho, e chovia. Enquanto ela se abrigava, receosa das gripes, eu passeei calmamente, sentindo a delícia da chuva no rosto. Boa como o éclair de chantilly...

segunda-feira, abril 03, 2006

Operação ao cérebro

...do computador. Pois é, quero ver se levo este pc a receber uns neurónios extra, porque tem revelado ter uma memória insuficiente. Não sei ainda quando será a "operação", mas é breve. Então, se eu me despresentar (toda a gente sabe o que é isto, não?) não estranhem. Eu volto.

sábado, abril 01, 2006

A orelha

Tenho que deixar registado isto, porque foi a coisa mais gira que eu vi hoje: Na Multiópticas, o oftalmologista pediu-me que fixasse a sua orelha esquerda enquanto ele olhava para um dos meu olhos. Tive pena de não ter lá uma máquina fotográfica (E naquelas circunstâncias também não conseguiria fotografar...). A orelha, apenas um vulto escuro à frente de um foco de luz, era algo perfeito: via-se em contraluz cada pelinho. Certinhos, os pêlos: obra de mestre. E só me dava vontade de rir, pensar que estava a observar e a apreciar uma orelha.
Conclusão: deve olhar-se de perto e na penumbra, sempre! "Ao natural" a orelha era banal!...