
Há mãos calejadas. Mãos que sofreram e trabalharam muito. Mãos que poucas vezes receberam uma carícia e que, por isso mesmo, de certa forma se inibem. Inibem-se ao dar e ao receber. Assim são as mãos da minha mãe.
É assim a minha mãe, que ainda hoje adivinha tudo quanto eu preciso.
Hoje não é dia da mãe, mas podia ser.
Eu amo-a.
4 comentários:
Comoveu-me este teu post.Só depois de partirem é que damos o verdadeiro e real sentido à sua existência,por isso todos os momentos deveriam ser de ternura....bjs
Desejo-te uma Santa Páscoa. Afinal vale a pena pensar que Deus nos vai ressuscitar!!
Muito bonito e comovente, o teu texto. Como sempre, curto mas relevante, significativo. Consegues sempre pôr-me a pensar e a sentir coisas que raramente considerava. Thanks!
Mãos de mãe...
Todas as mãos de ternura.
Todas as mãos em concha.
Na concha das mãos, às vezes só o vazio.
Na concha de todas as mãos, o infinito.
Sempre.
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