sábado, agosto 14, 2010

"O meu coração acompanhar-te-á até aos confins do mundo"

Sai-se de um filme de que se gosta muito como se se viesse de outra dimensão.
Depois do trabalho, donde saí às 23 horas e 30 minutos, fui ao cinema ver Contraluz, o filme a propósito do qual António Feio nos disse "Ajudem-se uns aos outros, não deixem nada por dizer, nada por fazer". Gostei. Muito.
Às vezes é nos filmes que vemos que a nossa vida é parecida e é bonita. Na pele das personagens que somos parece-nos tudo confuso demais, rotineiro e desinteressante muitas vezes. Se virmos em perspectiva, ou, como eu gosto de imaginar, como uma águia de asas abertas e olhar agudo sobre a nossa própria vida, as coisas ganham em beleza e poesia. E como eu gosto de poesia! Nem tanto da dos livros, muito mais daquela que vejo à minha volta quando os meus olhos estão lavados e o meu coração em paz.
No intervalo do filme fui comprar pipocas, eu que nem gosto muito de pipocas, invejei as do vizinho do lado. Achava eu que só se comiam pipocas quando não se gostava do filme, mas pronto, eu comi pipocas e adorei o filme...
De regresso a casa ainda me sentia envolta em magia, a rádio ligada e o frio da noite a embalar-me. Na rádio passou uma das minhas canções preferidas, Muda de Vida, dos Humanos, e - caraças! - apetece-me mesmo. Assim a preguiça não me vença.
Nas curvas do caminho, previsivelmente, caem pipocas pelo chão do carro - não quis pô-las no lixo e... amanhã hei-de contar pipocas e formigas.
Chegada a casa, já bem tarde, ligo-me à net. Vontade de conversar. Sai-se de um filme de que se gosta muito com vontade de dizer coisas. Dizer coisas não é bem conversar, não sei se é mais se é menos, mas é diferente.
Ligo-me à net e leio isto. Sim, temos connosco gente que vale muito a pena - saibamos reconhecê-la nos dias sem (demasiada) dor.

1 comentário:

Luz de Estrelas disse...

Sim. Saibamos.