quarta-feira, dezembro 13, 2006
Das coisas melhores
A respiração tranquila de um bébé que dorme. Uma mãozinha pequena, quente. Adormecer mesmo ali ao lado.
sábado, dezembro 09, 2006
sexta-feira, dezembro 08, 2006
Tomás
Hoje ouvi a tua voz, dádádá, ao telefone.
Estavas tão alegre!
Meu amor, ainda nem tens dois anos. Entre tanta coisa que vais aprender nunca esqueças essa alegria. E se puderes, ensina-ma.
quinta-feira, dezembro 07, 2006
À luz da lua
Há bocado... ploc... falhou a luz e a minha vida apagou-se. Salvo seja.
Apagou-se o computador, a luz do tecto, o aquecedor a óleo. À falta de inspiração e de paciência fui deitar-me. Claro que não tinha sono.
Não gosto, confesso que não gosto nada que me faltem estas comodidadezinhas pequenas.
Nasci na aldeia, e durante alguns anos da minha vida (julgo que quatro), a minha aldeia não tinha luz eléctrica. Nem frigoríficos, nem televisões... À noite acho que se acendia um candeeiro a petróleo e as noites também nunca eram muito longas porque nos deitávamos cedo e cedo erguíamos (dá saúde e faz crescer, sim, mas olhem que eu só tenho um metro e cinquenta e três, e agora que por minha conta e risco contrario as regras do bom crescimento, também não me sinto encolher...) Em suma, não me lembro. Não me traumatizou. Mas aos quatro anos habituei-me a acender a luz, a combater a noite, e a minha vida engrenou. Melhorou. Não tenho nenhum medo do escuro, mas tenho medo da natureza, das suas imensas forças que me ignoram, das trovoadas, das violentas intempéries, de tudo o que me faça ficar exposta e abandonada à minha sorte. Tenho medo dessas coisas mesmo quando são ainda apenas receios (pressentimentos) meus.
Gosto da luz acesa, mantenham a luz acesa.
Apagou-se o computador, a luz do tecto, o aquecedor a óleo. À falta de inspiração e de paciência fui deitar-me. Claro que não tinha sono.
Não gosto, confesso que não gosto nada que me faltem estas comodidadezinhas pequenas.
Nasci na aldeia, e durante alguns anos da minha vida (julgo que quatro), a minha aldeia não tinha luz eléctrica. Nem frigoríficos, nem televisões... À noite acho que se acendia um candeeiro a petróleo e as noites também nunca eram muito longas porque nos deitávamos cedo e cedo erguíamos (dá saúde e faz crescer, sim, mas olhem que eu só tenho um metro e cinquenta e três, e agora que por minha conta e risco contrario as regras do bom crescimento, também não me sinto encolher...) Em suma, não me lembro. Não me traumatizou. Mas aos quatro anos habituei-me a acender a luz, a combater a noite, e a minha vida engrenou. Melhorou. Não tenho nenhum medo do escuro, mas tenho medo da natureza, das suas imensas forças que me ignoram, das trovoadas, das violentas intempéries, de tudo o que me faça ficar exposta e abandonada à minha sorte. Tenho medo dessas coisas mesmo quando são ainda apenas receios (pressentimentos) meus.
Gosto da luz acesa, mantenham a luz acesa.
Guarda-chuva
Hoje, em dia de chuva a potes, lembro-me duma observação que ouvi uma vez ao meu irmão mais novo: um guarda-chuva, para ser guarda-chuva, devia ser usado ao contrário. Porque assim como se usa não guarda chuva nenhuma, deixa-a caír toda.
Bem visto, acho eu. :)
Bem visto, acho eu. :)
terça-feira, dezembro 05, 2006
Muito cansaço,
muito trabalho. Nem sempre tenho muito para dizer que não se resuma a mais sobre o mesmo. Aguardo uma folgazinha para ficar em casa descansada. Parece que trabalho há mil anos sem folgas. Não é verdade, mas parece. Até porque sonho muito com o emprego, e tudo sonhos trágicos sem fundamento. Esta noite eram autocarros cheios de empregados despedidos, a caminho não sei de onde...
Lol
Para que seria o autocarro, senhores?
Lol
Para que seria o autocarro, senhores?
sábado, dezembro 02, 2006
Aprender a desprender-me

Quando éramos pequenos enchíamos os cadernos de palavras, as palavras que antes tínhamos errado. Ou palavras difíceis. Até aprender.
Hoje copio para um disco qualquer no meu cérebro ideias que me ajudem a acertar. E repito, repito.
E peço ajuda ao Deus que é Pai e Mãe de toda a criação, meu Pai e minha Mãe, Protecção, Aconchego, Coragem.
Peço-Lhe ajuda. Que me ensine a gravar no coração as coisas certas, as que me hão-de fazer mais feliz a cada dia. Desprender-me do que não tem importância, dormir tranquila, apegar-me ao que é bom.
Sabes, Ana Rute, hoje deste-me um presente. Poder olhar a tua escrita límpida. Já passeei por aqui e por ali, e uma ternura enorme foi o que invadiu o meu coração. Gostava de te poder agradecer pessoalmente, mas por não saber o teu endereço de email, digo-to aqui: OBRIGADA! Parabéns pelas tuas meninas lindas, e pelo teu coração limpo.
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