terça-feira, junho 21, 2011

Há alturas em que eu só devia estar sozinha. Sozinha sempre me vou entendendo comigo, com os outros irrito-me e entristeço-me sem porquê. Às vezes penso que se as pessoas me aturam nestas alturas e não me mandam à ... (aí) é porque devem gostar muito de mim.

sexta-feira, junho 17, 2011

Coisas (muito) importantes

Raramente o faço, mas hoje vi o telejornal. E no meio das desgraças várias com que sempre nos presenteiam, informam-me de que o filho de Cristiano Ronaldo vai ser baptizado. Ok.

quinta-feira, junho 16, 2011

Nós e os outros.

Ontem à noite estava no carro a conversar com uma amiga quando uma mulher de meia idade se abeira de nós e nos pede "uma moeda para comer uma sopa". Estava tudo fechado excepto um restaurante chinês ali perto, que de resto já estava a fechar. Eu tinha mesmo pouco dinheiro, considerando que hoje tinha uma conta para pagar. Que se lixe, pensei. A mulher parecia um animal acossado, com fome e com medo. Não parecia uma sem-abrigo, não estava suja, não cheirava a álcool. Estava magra, esfomeada, desconfiada. Agarrou-se à sopa e à tigela de arroz e desapareceu à velocidade da luz para ir comê-las num canto qualquer, suponho. Gostava de ter sabido por onde ela anda para poder dar-lhe pelo menos algo para comer todos os dias, mas ela lançou-me uns olhos imensamente assustados e disse que não precisava de nada.
O Banco Alimentar Contra a Fome chega a estas pessoas? Suponho que nem sempre. Que eu seja então uma sucursal. Que Deus me dê olhos para ver, mãos para dar e um coração disponível.

domingo, junho 05, 2011

Morri. Dêem-me três dias e ressuscito. Quem diz três dias diz três meses, quiçá três anos.

terça-feira, maio 17, 2011

Da dieta, da (in)disciplina e das pedrinhas na sandália

Here am I. Após 15 dias de dieta consegui perder 2 kg e vários cm de largura, o que me anima a continuar.
De resto a vidinha vai-se empurrando, às vezes com um sorriso, outras vezes com a minha cara de boxer das ocasiões de neura. Esta da "cara de boxer" disseram-me, foi um elogio que me fizeram. A verdade é que sou demasiado transparente, a minha cara espelha sempre o que sinto. Devia ser diferente. Devia ser diferente em muitas coisas. Por exemplo, um exemplo rasteirinho, manter a casa arrumada, que a minha casa parece muitas vezes (quase sempre) um acampamento. E já vi acampamentos mais arrumadinhos. Caraças, preciso de um Workshop de arrumação. Quem sabe de algum formador disposto a conduzir-me no início deste caminho tortuoso de tentar ser disciplinada?
Além disso, tenho saudades de ler. De me embrenhar em mundos diferentes dos meus, de me emocionar com as histórias de mil personagens, de vogar ao sabor da criatividade de outros. De que estás tu à espera, Dulce Maria?
 Pois é verdade que ando enmimmesmada, centrada sobre os meus problemas pequenos, que nem problemas são. Neuras. Pedrinhas na sandália, que o verão já chegou e eu já arrumei os meus sapatos. Arrumar é força de expressão: pûs de lado.
Aguardo as férias. Nas férias sou mais livre e mais sensata, ouço o mar e o correr do vento nas folhas altas das árvores, rodeio-me de amigos e sou muito mais feliz.

quarta-feira, maio 11, 2011

E quando és tu a errar (muito)?

Tenho passado um longo período a descrer dos outros, a proteger-me de quem me faz mal, ou me quer mal, e ontem descobri que tenho sido muito...