sábado, janeiro 29, 2011



Tirei uns dias de férias. Mas sem dinheiro para grandes devaneios, elas têm sido caseirinhas, com vislumbres de luz e de coisas pequenas e bonitas, como flores silvestres, chão molhado e conversas com crianças.
Ainda assim ando um bocadinho aborrecida: porque esta casa nasceu desarrumada e tarde ou nunca se endireita, porque tenho taaanto!! frio, porque me dão ganas de fazer e ter coisas que provavelmente nunca farei ou terei... e porque estou gorda como um texugo.
Ok, tudo isto tem solução, e a solução é o esforço, que é precisamente aquilo que por ora o meu corpo e a minha mente recusam.

Entretanto leio um livro, sentada num pouf, encostadinha ao aquecedor: Bipolar, Memórias de Extremos, Terri Cheney.

sábado, janeiro 15, 2011

Bem, parece que não me calo.

Não é que tenha que o fazer, mas era melhor. Porque estou cansada de tudo e de coisa nenhuma, porque me tenho desconhecido (e também reconhecido) numa não-vontade intermitente, persistente...
Ando irritante, eu acho. E sem paciência.
A vida ensinou-me que estas coisas passam.
Vou esperar.

(Obrigada por gostarem de mim. Ajuda.)

quinta-feira, janeiro 13, 2011

O silêncio é de ouro.

... vou abrir uma ourivesaria.

(Que é como quem diz que vou remeter-me ao silêncio, rodear-me de silêncio, reorganizar-me em silêncio. Porque tenho pouco a dizer, e porque me parece que preciso assim de uma espécie de... retiro.)

domingo, outubro 31, 2010

Sonhos

Apesar da chuva e de ter que ir trabalhar no que seria a minha folga - hei-de ter outra em substituição - acordei contente.
Sonhei muito e só coisas parvas, comme d'habitude: Fiz um chá de framboesas para uma convidada cá em casa num prato com água fria. E depois aprendi que com água fria não se faz chá. Vi terminar um namoro por causa de um singelo prato de arroz de queijo (isso mesmo, arroz de queijo) disputado entre os dois. Fui jantar a uma papelaria... coisas assim, triviais e estranhas, como talvez a minha vida.
Gostava de me lembrar sempre dos meus sonhos porque têm pormenores hilariantes, mas são tão intrincados que me dá uma trabalheira registá-los, e se não os registo esqueço-os rapidamente. Contudo há algumas coisas recorrentes, que à força de tanto se repetirem acabo por não esquecer: que ando nua ou descalça na rua ou no meu trabalho e não me apercebo; que me surgem portas estreitas, janelas apertadas, caminhos esconsos onde não consigo passar; que por desleixo não terminei o curso, ou não tenho documentos importantes e passou o prazo para os levantar...

(enfim, este post, pela falta de interesse que possa ter para os outros, é mais um registo para mim própria...)

segunda-feira, outubro 25, 2010

Mais ou menos

Trabalhar mais. Acreditar mais. Ser mais feliz.
Recear menos. Comer menos. Sonhar mais.
Caminhar mais. Fotografar mais. Escrever mais. Estudar mais.
Rir muito mais.
Arrumar mais a casa. Arrumar melhor a vida.
Levar-me menos a sério. E por outro lado, levar-me mais a sério.
Dar mais tempo e atenção a quem amo. Dar menos tempo e menos atenção àqueles com quem convivo só enquanto não ganhar o euromilhões.
Conversar mais com Deus. Ouvi-Lo mais. Ouvir-me mais.
Gastar menos dinheiro.


E mais?

E quando és tu a errar (muito)?

Tenho passado um longo período a descrer dos outros, a proteger-me de quem me faz mal, ou me quer mal, e ontem descobri que tenho sido muito...