segunda-feira, setembro 26, 2011

Quem me visse metade de fora da janela da janela do primeiro andar, de máquina em punho para fotografar esta teia de aranha, diria que sou louca. Não se enganaria muito. A fotografia não ficou nada de jeito, pelo que se prova que o esforço nem sempre é recompensado. Mas para a fotografar noutro ângulo já teria que me arriscar a estatelar-me lá em baixo - eu, a máquina e a teia de aranha.

quinta-feira, setembro 22, 2011

Assim vou...

Por aqui. Por ali. Por todo o lado e por lado nenhum. Por sítios que invento. Por passados que não haverá, e futuros que não houve. Por ideias nonsense como este pequeno texto. E agora, surge no meu espírito uma pergunta: poder-se-á chamar a um pequeno texto um textículo? Aqui fica pois um textículo que vos ofereço. Para quem o apanhar, para alguém a quem faça falta algum. E se precisarem, escrevo outro.
Sempre ao dispor.

quarta-feira, setembro 14, 2011

Curtas das férias

Caminhávamos à beira mar numa linda praia da Costa Vicentina (Castelejo) com muitas rochas e falésias. A Paula, falando da hipótese de uma pedra rolando lá das alturas nos atingir na cabeça, diz: "Não é agradável."
"Não é agradável" é dizer muito pouco, não, Paulinha?

Encontrámos um pombo-correio morto, nesse mesmo passeio à beira mar. O Marcial ficou a tirar-lhe as anilhas. "Para quê?", perguntei.
- Para pôr na net e avisar o criador. O criador do pombo, não é o Criador...
Hum, foi bom teres esclarecido, Marcial, que eu pensava mesmo que te referias ao Criador do Universo!...

Dizia a Paula: "Nós damos sempre prendas uns aos outros no Natal. Eu faço uma lista do que cada um quer e ponho-a no frigorífico.
Eu:  - porquê no frigorífico??!! Ah, ok, na porta...

terça-feira, setembro 13, 2011

I'm back

As férias foram óptimas com p porque, caramba, merecem bem o p. Estive a tostar durante quase duas semanas e também a relaxar, e a rir, e a chorar. Porque quando é preciso chorar, chora-se. E eu aprecio muito que me deixem chorar em silêncio e me deixem estar, que continuem a conversar comigo sem me dizerem não chores ou porque é que estás a chorar? Porque preciso, porque me apetece. Parece-me óbvio, não?
Volto revigorada, embora de coração um bocadinho choroso por entre os muitos sorrisos, porque há coisas que não passam com as férias, só com o tempo e auto-carinho.
Beijinhos e abraços para quem aqui vem.

quinta-feira, agosto 25, 2011

Vêm aí as férias. São já já a seguir! E como estou necessitada delas! De me desconcentrar de coisas turbulentas, de me concentrar na paz, de me estender em águas límpidas, de mergulhar no voo das aves...
Virar páginas, reescrever memórias, reinventar futuros e amar passados com as doridas promessas de outras manhãs a haver.
Quero.
Preciso.

terça-feira, agosto 23, 2011

Divirto-me muitas vezes com os clientes. As minhas colegas dizem que atraio conversas surrealistas. Na verdade, eu acho que as alimento:

- Posso ajudar?
- Não, ando à procura de alguma coisa fora do normal...
- Mas "fora do normal" no sentido de esquisito ou no sentido de extraordinário?


- Posso ajudar?
- Nunca se sabe, nunca se sabe!


E o cansaço, o que faz:

- Boa noite e F5
-?
(F5 é a tecla para finalizar a venda)

- A Nossa Senhora já leu a revista?
(A senhora já leu a nossa revista? - era isto o que eu queria dizer)

- Agradecia que fizessem uma filha no meio da loja. Uma fila, não é uma filha...
(Isto foi na altura do Natal, toda a gente estava com pressa e de cara fechada, e foi lindo de ver toda a gente a rir. Viva o espírito natalício, viva eu!)

Pronto: hoje preciso de recordar coisas giras, coisas que me fazem sorrir, e que fazem sorrir as pessoas à minha volta, mesmo quando somos uns para os outros perfeitos desconhecidos. Sorrir une as pessoas e faz o mundo ficar mais bonito. Nem que tenhamos todos que ser um pouco tolos.

E quando és tu a errar (muito)?

Tenho passado um longo período a descrer dos outros, a proteger-me de quem me faz mal, ou me quer mal, e ontem descobri que tenho sido muito...