quarta-feira, agosto 03, 2011

Na aldeia

Na aldeia havia hoje muitos emigrantes, de férias au Portugal. Como gosto deles, gostei de os rever. Um ano, às vezes mais, às vezes muito mais, e o afecto, a camaradagem continuam.
Os sobrinhos Diogo e Vasco ofereceram-me uma pulseira, vinda de Espanha para mim, por iniciativa deles. (Comove-me ter sobrinhos (pré-)adolescentes que são já tão independentes e continuam a gostar de mim como quando eram meninos pequenos...)
Depois levei um livro de histórias aos sobrinhos mais novos, e estive a ler-lhas e a ver com eles as ilustrações, sentada ao sol do fim de tarde, com os campos verdes por companhia. (Comove-me ter sobrinhos pequenos que me incluem nas suas brincadeiras e me recebem sempre com um abraço...)
Venho cheia de mimo recebido, hoje. E continuo a ansiar pelas férias... of course, my horse - ensinou-me há muitos anos, mais de trinta, a minha professora de inglês. Bem sei, bem sei que havia outras coisas que devia ter aprendido assim com tanto afinco, não somente os disparates tontos, mas Tontice é o meu nome do meio.

Também levei a minha mãe a visitar uma amiga num lar de terceira idade - um dos lares que eu conheço em que se vêem de facto os velhotes cuidados e acarinhados... nada daqueles depósitos de velhos onde há só cabeças baixas e cheiro a urina.
Quando a minha mãe disse, a propósito da velhice, que sentia às vezes o corpo a arquear "e assim como se quisesse inclinar-se para a frente", só me ocorreu aquele poemazinho que aprendi na escola primária:

A torre de Pisa,
em Itália,
como qualquer torre,
não fala.
Mas inclina-se para a frente e cumprimenta a gente.
Não é como a torre de Belém que não cumprimenta ninguém.

Depois dizem-me que sou uma criança traquina num corpo adulto. Tem dias...

5 comentários:

Clara disse...

eheheh, o teu post cheirinho a descanso :) amei o poema! com que então a torre de Belém é malcriadona!? um abraço

Anna^ disse...

Por vezes saio daqui envolta em bocados de carinho...carinho teu...carinho das tuas palavras.
ès um doce Dulce Maria :)

beijinho

Bacouca disse...

Dulce,
Como sabe bem o reencontro coma família! É aproveitar o melhor pois passa depressa.
Adorei os versos da torre de Pisa, hehehe!
Beijo

Dulce disse...

É mesmo uma malcriadona, a torre de Belém, Clarinha.
Anna^, eu acho o mesmo de ti! :) Ou, como dizem os putos, "quem o diz quem o é" ;)

Paula Sofia Luz disse...

:)