quinta-feira, maio 25, 2006

Relaxar



Às vezes, muitas vezes, preciso de repensar as minhas atitudes. Preciso de me chamar à razão. Preciso de olhar para mim e deixar que o Amor universal, o Amor de Deus, desça até ao meu coração para que eu possa mudar sem exercer violência sobre mim própria. Porque tenho demasiada tendência para me confundir com o saco de boxe. (O que eu gostava de ter um saco de boxe!!! Vermelhinho, à mão de semear para umas murraças sempre que me apetecesse! E umas luvas de boxe, claro...)
Mas dizia eu que muitas vezes preciso de me repensar, de me acalmar, de entender o porquê de me parecer que o mundo está todo contra mim, quando afinal sou eu que estou contra o mundo.
Gosto de vir passear para este cantinho. Lá perto da minha aldeia. Páro o carro e ouço ladrar o cão da única casa que fica ali perto. E depois, o cão cala-se.
E eu sozinha, estabeleço os meus objectivos, que são sempre a curto prazo, porque eu bem sei que a minha natureza é de dois passos em frente e um para trás. Às vezes dois para trás e um para a frente.
Há dois dias atrás detive-me a pensar que era verão. E que talvez aquele espaço que eu tanto gosto um dia destes arda... Quem dera que não. Quem dera que houvesse volta a dar a este terrorismo que vivemos todos os verões, de ver arder as nossas florestas! :(

1 comentário:

Teresa Frazão disse...

Querida Dulce
Tão agradecida pela ternura e por «esses pedidos» juntamente com o leite.
Sou pouco organizada, sei lá... Vou dar uma forcinha. Às vezeschego ao fim do dia, com uma sensação de mãos vazios ... mas sei que distribuo sempre, com gosto, muito sorriso e palavras, pelas esquinas de Campo de Ourique.

E...não há-de arder esse espaço fantástico, talvez não arda tudo. E também talvez não ergam mais aquelas horríveis moradias, enormes,onde ninguém mora, nos pinhais de Tibaldinho (Beira Alta).
Mas onde os pinhais? Guardo algumas fotografias e tantas, tantas memórias. E insisto.