
Já há muito tempo que não passo por aqui. Era no verão, no tempo dos dias longos, no tempo em que o tempo tem paciência para anoitecer devagarinho...
Numa casinha por detrás destes muros morava ou mora uma senhora surda-muda. Falávamos uma com a outra quando eu por ali passava, nas minhas caminhadas a pé (que boa ideia seria retomá-las!)... Não nos compreendíamos senão no silêncio e no sorriso, mas sempre me senti feliz por passar po ali, sempre fiquei contente com essa espécie de comunicação que me ultrapassava. Já mal recordo o rosto dessa senhora, mas os raios do seu sorriso são ondas de calor que ainda me acalentam.
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