quarta-feira, julho 26, 2006

Um problema difícil

Estava eu na minha absoluta e tranquila pacatez, quando me telefona um ilustre desconhecido a informar que ganhei quatro dias e três noites de alojamento num hotel (?), num de três lugares à minha escolha: Rio de Janeiro, Ilhas Canárias, Algarve.
Ãã??!
E digo que não senhor, muito obrigada, que não quero comprar nada.
Diz-me o ilustre desconhecido que não há nada para comprar, e que queira dirigir-me a um hotel próximo, para apenas levantar o voucher de estadia. Soa bem, "voucher"... Ah! e que tenho um ano para gozar a estadia.
Então, de voucher na mão, vai-se o meu pouco entusiasmo.

Ajudem-me a resolver este problema:
Tenho um ano a contar de hoje para usufruir da estadia, sendo que devo gozar destas espantásticas férias no período compreendido 30 de Outubro e 30 de Março, exceptuando-se os períodos de Fim de Ano, Carnaval e Páscoa.
Devo enviar este voucher num máximo de 30 dias após a data da recepção e um mínimo de sessenta dias antes da data pretendida para utilização, sob pena de caducar.

É impressão minha, estão a gozar com a minha cara, ou têm um calendário que inclui as famosas calendas gregas?

Vou fazer um aviãozinho de papel com o queridíssimo voucher. E vou voar até sei lá onde, e instalar-me nos simpáticos apart hotéis da minha imaginação.

Adenda: Bem, quando escrevi este artigo tinha bloqueada uma importante zona do meu cérebro. Mas se quiserem perceber o meu raciocínio, que até era engraçado, encalhem na palavra "mínimo" e substituam-na por "máximo".
Portanto, onde se lê "Devo enviar este voucher num máximo de 30 dias após a data da recepção e um mínimo de sessenta dias antes da data pretendida para utilização, sob pena de caducar." leia-se "Devo enviar este voucher num máximo de 30 dias após a data da recepção e um MÁXIMO de sessenta dias antes da data pretendida para utilização, sob pena de caducar."

Tudo assim explicadinho a cores percebem a minha confusão?

Ai que o mê cérebro está a pifar!!!

7 comentários:

tikka masala disse...

Não te disseram que só podias usufruir das férias nesse aparthotel se fosses um "casal"? É que normalmente esses brindes só saem a casais... a mim, pelo menos, desligam-me logo o telefone na cara quando digo que moro sozinha!

Dulce disse...

Não, Tikka, eles não se importam que eu não seja um casal... :)
O meu problema é com as datas. Olha a data de hoje e vê se é possível encontrar alguma data para as férias, seguindo todas as "instruções"...

Fora-da-lei disse...

Se fosse comigo não aceitava anda por aí muita trapalhada.Ainda ficas sem o dinheiro que é o que eles querem.Mas se queres arriscar é contigo

Dulce disse...

///////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////// - isto disse a gata Nuvem. Bem vistas as coisas, não sei se não terá razão.
(E o computador continua gagá, vou ter que o levar de novo ao consertador...)
Fora da lei, não há dinheiro nenhum em risco, não há férias nenhumas, apenas achei engraçado colocar aqui este post porque consegui rir-me com este exercício de desconstrucionismo que seria marcar a dita estadia.

Fora-da-lei disse...

UFFFFFFFFf...mais descansada!!!!
Deveriam ser processados.Cuidado a dar inquéritos pelo telefone ou mesmo na rua,eles andam aí à força toda para ver quem ainda cai na "rede" dos papalvos...rsrs
Quando é comigo dou-lhes uma ensaboadela mais elegante...risos.
Infelizmente ainda há muita boa gente que cai.

deprofundis disse...

O primeiro ponto a considerar é o de nada é de graça. Conheço esses casos e, felizmente, que não caí na ratoeira.
Para lá de não pagarem as viagens (que não são baratas), a estada nos hotéis não é assim tão grátis. Porque é obrigatório, por exemplo, tomar refeições que, evidentemente, são pagas à parte e com língua de palmo. Ou outra coisa qualquer. Normalmente é obrigatório almoçar, o que impede a utilização do tempo disponível para a praia ou visitas. Ou seja, paga-se o almoço, mas não se come nada. Ou então, fica-se no hotel para não perder a refeição. Aí, eles só têm disponíveis ementas nada atraentes, porque, por "acaso" não têm carne ou peixe em condições...
O que geralmente significa que sai mais caro que ir para um hotel normal, a pagar.
Tudo isto não passa de um expediente para as agências de viagens conseguirem clientes.

Dulce disse...

Eu também não ia cair, desta vez, Fernando, mas é sempre bom saber mais. Saber, por exemplo, isso das refeições... Desconhecia!